Todos pensavam que tinha terminado. Rick e seu grupo, pensavam que tudo tinha terminado com a queda de Negan... mas estavam enganados.
O que eles não sabiam, era que algo tão tenebroso quanto Negan, se escondia no meio da floresta, algo mais forte...
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Daryl:
- Estou ficando seriamente farta de vocês, Alexandrinos. Daryl, sentado num cadeira, preso e amordaçado, olhou para o lado assim que escutou a voz, vendo uma mulher passar junto do seu ombro até ficar na sua frente, do outro lado de uma mesa enorme. Ela o olhou e ele percebeu que algo havia passado pelo seu olhar. Na verdade, Daryl esperava alguém... com um ar mais ameaçador. Aquela mulher, de cabelos negros, era mais baixa do que ele, parecendo uma garotinha, e não a feroz Rainha Vermelha. Depois Daryl percebeu outra coisa: ela tinha uns olhos bastante bonitos e expressivos. Mas esse facto só vinha provar que não se podia confiar em ninguém. Os que mais pareciam anjos, eram os piores! A mulher fez sinal com a cabeça para um dos homens presentes na sala e ele retirou a mordaça de Daryl. Um outro cara, se colocou, protetoramente, do lado dela. Ela ergueu a mão. - Quem é você, agora? Daryl permaneceu em silêncio, encarando ela. - Veio buscar o garoto? Novo silêncio e isso pareceu deixá-la furiosa. - Escuta aqui, quando eu faço uma pergunta, normalmente espero uma resposta! E tendo em conta que você está na minha casa, eu aconselharia você a responder. - Solta o garoto. - Disse Daryl. Ela sorriu torto. - E porque eu deveria fazer isso? - É um garoto. Ela assentiu, fazendo careta e depois ergueu uma sobrancelha. - Seu povo atacou o meu povo. Não quero problemas, mas também não tenho garantias de que seu grupo não irá atacar o meu. De novo. - Ela indicou a porta. - O garoto é minha garantia. Se vocês atacarem, ele morre. Daryl tentou se soltar, queria socar aquela imbecil, mesmo que não batesse em mulher. Ela sorriu. - Bravinho você, hein? Qual seu nome? Daryl não respondeu e viu ela revirar os olhos. - Olha... estou desiludida. Um homem assim como você, com todo esse ar bruto e selvagem, e fica fazendo todo esse filme de silêncio, igual criança birrenta... - Balançou a cabeça. - Esperava um cara difícil de lidar. - Esperava uma verdadeira Rainha, e não um "Pinipon". - Rosnou Daryl. (N.A: Pinipon é um boneco bem pequenininho, para criança brincar). O homem do lado dela, ergueu a arma mirando sua cabeça, pronto a atirar. A rainha ficou olhando ele durante um bom tempo, sem expressão no seu rosto. Depois, respirou fundo e colocou a mão na frente do peito do homem que, sem desviar o olhar de Daryl, abaixou a arma visivelmente contrariado. - Ouvi falar de você, Daryl Dixon. Daryl tentou que ela não percebesse que aquilo o pegara de surpresa, mas foi um choque para ele descobrir que ela sabia o seu nome. Ela sorriu, sabendo que atingira ele. - Pensou que eu não sabia? Eu não vou matar você, caipira. - Deveria. - Falou Daryl. Ela sorriu de novo. - Nah... Sei que você é importante para o Grimes e que é um dos melhores do grupo dele, tipo um protetor, certo? - Ela se mexeu, ficando bem na frente de Daryl, tão próximo que ele conseguiu sentir o cheiro oriental que saía da sua pele. Como era possível? - Sendo assim, acho que vou mudar meus planos. - Ergueu o queixo e olhou ele. - Tenho uma propostapata você, Dixon. Daryl continuou olhando ela. Nada do que ela pedisse, ele iria aceitar. - Eu deixo o garoto ir, até o deixo no portão de Alexandria, são e salvo. - A rainha sorriu torto. - Mas você fica no lugar dele. Daryl olhou ela. Nada do que ela pedisse... exceto aquilo. Ele nunca colocaria a vida de Carl em risco e ele viera ali para salvá-lo, certo? Se ela cumprisse sua parte, Carl sairía daquele lugar. Daryl cumpriria sua promessa a Rick. Além disso, ali dentro, Daryl tinha mais chances de tentar quebrar aquela mulher e a sua comunidade. - Sem um arranhão? - Disse Daryl. A rainha sorriu, triunfante. - Sem um arranhão. Levo ele, pessoalmente, na comunidade. Daryl assentiu. - Fechado. - Outra coisa. - Falou ela, fazendo sinal para que o homem agarrasse no braço de Daryl e levasse ele. - Você vai dar um recado para o garoto, para ele levar para o papai, mas só depois que eu te mostrar uma coisa. Acho que vai amar.
Obviamente, Carl tentou ficar e fazer Daryl mudar de ideia, mas sem sucesso. - Mas Daryl... - Vai, Carl. Eu fico bem, eu me viro. A rainha fez beicinho. - Que bonitinho. Andem logo, não tenho o dia todo. Daryl lançou a ela um olhar de ódio e depois olhou Carl. - Diga ao Rick para não atacar e nem se aproximar. Carl franziu o cenho. - Quê? A gente tem de tirar você daqui! - Carl, ela tem armamento suficiente para acabar com Alexandria num piscar de olhos. Nosso grupo nada pode contra o armamento e os guerreiros dela. Fala para o Rick ficar quieto! Eu me viro! Carl olhou a rainha, que sorria, como se fosse a dona do mundo... E naquele momento parecia. O homem levou Carl e ela olhou para Daryl. - Muito bem, caipira. Acabou de ganhar pontos comigo. Daryl soltou um som nasalado. - Enfia esses pontos no... - Ah! - Ela ergueu um dedo. - Nem continua essa frase. Gostei de você, não me faz te odiar, seria terrível. Daryl ficou vendo ela virar as costas enquanto ele era colocado na cela onde antes estivera Carl. Outro homem retirou as amarras dele e entregou uma bandeja cheia de comida. Daryl olhou ele, sem entender nada. Ele não era um prisioneiro? O homem pareceu entender a relutância e olhou Daryl. - Oferta da Rainha. - E saiu, fechando a porta atrás de si. Daryl olhou pela pequena e segura janela e viu a mulher saindo com Carl e aquele homem que a seguia como uma sombra, mais outros guerreiros, entrarem nos carros e abandonarem a comunidade. Ela estava cumprindo sua parte. Daryl continuava sem entender aquela gente, muito menos aquela estranha líder.