Todos pensavam que tinha terminado. Rick e seu grupo, pensavam que tudo tinha terminado com a queda de Negan... mas estavam enganados.
O que eles não sabiam, era que algo tão tenebroso quanto Negan, se escondia no meio da floresta, algo mais forte...
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Sentada no chão, fiquei vendo eles treinarem. Foquei minha atenção em Lydia. Ela era bastante boa com os zumbis. Sorri. Percebi movimento do outro lado e vi Daryl junto de Dário, conversando. Olhei minhas mãos e suspirei. Como eu iria resolver tudo daqui para a frente? Escutei alguém se aproximar e ergui a cabeça, vendo Daryl. Ele sentou do meu lado, me entregando uma garrafa de água e os remédios. - Dário mandou entregar. - Falou. Sorri e peguei eles, tomando. Logo a mão de Daryl surge na minha frente, me entregando uma pequena taça cheia de morangos. Olhei ele. - Valeu. - Agradece ao Dário. Foi ele. Fiquei comendo e olhando o grupo, mas bastante consciente da presença de Daryl do meu lado. Eu sabia que deveria estar sendo bastante difícil para ele. - Daryl. Ele me olhou, esperando. - Obrigada. Por não ter sumido. Ele assentiu, mordendo o lábio, e depois deu de ombros. - Não poderia. É você e... é seu filho. Sorri. - É minha filha. Ele franziu o cenho. - Sério? - Assenti e ele sorriu fraco. - Parabéns. Beta sabe? - Sim, Siddiq mostrou a ele. Daryl olhou Lydia e depois respirou fundo. - Espero que ele saiba o que tem nas mãos, e que saiba manter isso. Franzi o cenho. - Daryl... Ele me olhou. - É verdade. Ele pode fazer o que eu não fiz. - Deu de ombros. - Você vai embora, depois disso? - Indiquei o grupo, sabendo que ele entenderia o que eu estava dizendo. - Só se você quiser que eu me afaste. - Não. Segurei o braço dele e encostei a cabeça no seu ombro. No final do treino, Yumiko se aproximou de mim e sorriu. - Estive falando com o Dário e queria pedir uma coisa para você. Assenti, olhando ela. - Se eu puder ajudar. Yumiko parecia ainda não confiar totalmente em mim, e vi ela respirar fundo. - Eu gostaria de ter a chance de treinar com os seus arqueiros, também. Sorri. - Tudo bem, posso tratar disso para amanhã. Seus olhos brilharam. - Sério? - Sério. Ela se afastou e percebi Dário mais na frente, junto de Connie. Ele me olhou e eu ri, fazendo ele revirar os olhos.
Algum tempo depois...
Saí do banheiro, acabando de vestir minha camisa e vi Beta de pé, terminando de se arrumar, de costas para mim. Sorri. Era bom ver ele andando de novo. Me aproximei dele e rodeei sua cintura com os braços, colocando minha cabeça nas suas costas. Logo senti a mão dele nas minhas. - Nossa, dormiu junto comigo e já está com saudades? - Perguntou. Sorri e ele se virou, me olhando. Fiquei olhando seus olhos claros e pensando. O que raio eu iria fazer com a minha vida? - Lexie? Balancei a cabeça. - Desculpa estava admirando você. Ele franziu o cenho, mas parecia divertido. - Isso pareceu muito psicopata. Além disso, eu não sou do tipo admirável. Revirei os olhos. - Nem eu, e eu sei que você me observa enquanto eu durmo. Me soltei dos seus braços e ia pegar a bolsa, mas parei a meio do movimento. Franzi o cenho e minha mão voou na minha barriga, já um pouco visível. Senti Beta do meu lado e suas mãos na minha cintura, atrás de mim. - Lexie, o que foi? Senti de novo e me coloquei direita, girando e olhando ele. Peguei na sua mão e coloquei na minha barriga, vendo ele com aquela expressão preocupada. - Espera. - Pedi. Ele me olhava, mas de repente senti de novo e vi a sua expressão mudar completamente. Beta também sentira. Minha garota estava se mexendo. Ele me olhou, sorriu e depois colocou a outra mão também na minha barriga. - Ela... Ela está se mexendo! - Ele me olhou. - Lexie, ela está se mexendo! Eu ri, assentindo. - Eu sei. Beta segurou meu rosto e me puxou para si, colocando seus lábios sobre os meus. Depois se afastou e tocou na minha barriga de novo. - Isso é tão incrivel! Sorri. - Beta, precisamos ir. Ele me olhou e me beijou de novo. - Eu te amo, eu te amo, eu te amo. - Ele me abraçou. - Eu também te amo, mas vem, tem muito tempo para ficar sentindo ela. Ele sorriu.
Nesse dia, no campo, eu estava de frente para o pequeno grupo. Eles já tinham regressado a casa, e agora estavam de volta, para uma segunda fase de treinos. Daryl estava junto de Dário, enquanto Beta permanecia do meu lado. - Então - Expliquei. - Como o mundo não é apenas feito de zumbi, hoje, um por um, vocês irão defrontar um inimigo humano. Luke me sorriu e Connie olhou Dário. Sorri. - Para isso, escolhi um dos mais difíceis de derrotar em toda a comunidade. - Toquei no braço do Beta, olhando eles. - Irão enfrentar o Beta. Vi todos eles fazerem uma expressão de choque, menos Magna, ela sorriu. - Iremos... É... Ele? - Luke indicou Beta e depois me olhou. - Cara, vamos morrer antes mesmo de começarmos. Beta riu do meu lado. - Eu vou devagar. - Ah tá... Sei... - Luke assentiu. - Eu vi daquela vez, em Hilltop. Lexie, você quer nos matar? - Não, Luke. Mas Beta, quando ataca, é um bom exemplo do que vocês podem esperar de um inimigo. Vamos lá? Sorri para Beta e me afastei, indo para junto de Daryl e Dário. Claro que minha filha foi na frente, dizendo que seria a primeira. Devo dizer que aquilo mexeu comigo, apesar de saber que Beta nunca magoaria ela. Do meu lado, percebi Daryl inquieto também, enquanto Lydia atacava e desviava de Beta. Daryl era o único que não iria fazer esse treino, ele e Beta já se haviam pegado várias vezes e não precisavam de mais icentivo. Toquei no seu pulso, quando Lydia bloqueou um ataque do Beta. Daryl me olhou. - Ela é boa nessa parte. - Falei. - Hum. - Daryl parecia pouco convencido. - Olha ela. Ela conhece ele, sabe como ele irá atacar, além disso, mesmo que não soubesse, Lydia é boa lutando. Ficámos observando e depois me aproximei mais do caipira. - Ela teve de herdar aquela herança de sangue de alguém, sabe? Daryl sorriu e depois me olhou. - Tá, mas mesmo assim é difícil. - Eu sei. Sorri e percebi que eles tinham acabado, e que Beta esperava outro oponente, me olhando. Segurei o seu olhar e sorri, já esperando que Beta explodisse, mas ele me sorriu de volta e fez sinal para a minha barriga, perguntando se estava tudo bem. Assenti e ele acenou uma vez, antes de voltar ao trabalho. Minha bebê mexeu de novo e eu coloquei a mão na barriga. Talvez não fosse errado pensar em novos começos.