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Olhei nos olhos daquele homem, enquanto ele se preparava para me amarrar

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Olhei nos olhos daquele homem, enquanto ele se preparava para me amarrar. Deixei ele falar, pensar o que quisesse.
Depois meus olhos perceberam movimento mais na frente e vi dois homens tentando fazer Beta ajoelhar no chão. Sorri. Nunca iriam conseguir.
- Tá sorrindo, rainha?
Olhei ele de novo, eu não mencionara nada sobre quem era. Ele percebeu.
- Ora, eu sei quem você é, Rainha Vermelha. - Indicou Negan. - Aquele lá costumava ser meu líder, mas vejo que até isso mudou. Agora ele é um cuzão.
Franzi o cenho.
- Espera! Você era um Salvador? - Negan perguntou.
- Não, só um dos trabalhadores. Eu lembro dessa daqui.
Seus dedos percorreram meu rosto, descendo pelo pescoço e sua mão parou pouco acima dos meus seios.
Vi Dário tentar se soltar e Beta parado, esperando uma ordem.
Sorri.
- Que engraçado. Eu também lembro de você.
Ele sorriu e eu lancei a cabeça para trás, só para depois fazer ela bater na cabeça dele com toda a força.
Pego de surpresa, o homem caiu e eu olhei Beta, assentindo.
Ele ergueu os braços, quase fazendo os outros dois voarem, e pegou as facas, matando eles.
Levantei, e andei dois passos, antes de algo agarrar minha perna e eu cair feio no chão. Gemi de dor, mas eu já tinha o que queria.
Apertando Lucille na minha mão, já que ele tirara nossas armas e colocara todas juntas, girei bem rápido e bati com o taco no queixo do homem, de baixo para cima. Ele caiu de novo, ensanguentado.
Levantei e corri para Negan, libertando.
- Aquilo foi demais! - Sorriu ele.
Entreguei a Lucille a ele. - Seja útil!
Ele saiu esmagando cabeças e me aproximei de Dário, que alguém já soltara e ele me entregou a katana. Olhei para trás e me aproximei do homem caído no chão.
Ainda estava vivo e eu toquei com a ponta da bota no seu braço. Ele abriu os olhos aos poucos.
- Você vai... vai...
Abaixei. - Vou o quê? Morrer? Querido, seu grupo está sendo dizimado, não vai sobrar ninguém. - Sorri e abaixei o tom de voz. - Você deveria saber que não pode se meter com uma rainha.
Segurei a katana com as duas mãos, ergui ela e espetei na cabeça dele, bem no meio da testa, puxando em seguida e sacudindo o sangue.
Levantei e vi que meu grupo já estava me olhando, com todos os outros mortos em redor.
Beta se aproximou, guardando as facas.
- Foi ferida?
Sorri e dei de ombros. - Tou bem. E você?
Ele assentiu.
Respirei fundo e olhei o corpo morto junto dos meus pés.
- Peguem tudo o que seja útil, além das nossas coisas e vamos embora daqui.
Passei junto de um corpo, que começou a fazer barulho e esticou a mão para me agarrar pela perna. Parei, olhando ele. Estreitei os olhos.
- Grrrrr uma merda! - E pisei a cabeça dele, esmagando.

Saí do banho, adorando aquela sensação de limpeza e frescura, e ajeitando o cabelo molhado. Mas parei quando saí no quarto.
Beta estava sentado no sofá, limpo, com aquele cabelo enorme, loiro, brilhando.
Franzi o cenho.
- Virou assombração, agora?
- Queria ter certeza de que estava bem.
- Hum. - Sentei do lado dele e respirei fundo. - Estou sim.
Olhei ele e percebi que seus olhos já estavam em mim. Sorri.
- O que foi? Fiquei com sangue na cara?
Ele riu. - Não. Mas, a forma como você atacou, lá na estrada... Já não viamos aquela Lexie á algum tempo, Dário também comentou.
- Sei...
- Algo estava diferente, mais como dantes.
Assenti, mordendo o lábio.
- Antes de perder a Lydia, antes de saber que o Daryl estava vivo, antes de perder um filho que nem conheci... É... a vida é uma merda mesmo, e isso nos muda.
Senti a mão dele apertando a minha, que eu colocara em cima do meu colo. Sorri fraco, olhando ele.
- Você se tornou um ótimo amigo, Beta, obrigada.
Ele sorriu torto e assentiu.
- Você também. - Depois ele riu como se lembrasse de algo.
Franzi o cenho. - O que foi?
- Claro que eu sou um ótimo amigo! Quase morri tentando salvar sua vida, me coloco na sua frente até para levar com bala de tanque de guerra, além disso, quando salvei você, tive de aturar esse mau feitio por dias!
- Porque quis! - Falei. - Eu queria regressar.
- Nem podia com o próprio corpo, como iria regressar e enfrentar Rick?
Suspirei. Por muito que eu odiasse, Beta tinha razão.
- Tá, você ganhou.
Ele sorriu. - Ótimo. - Depois olhou para baixo e de novo para mim. - Vou sempre manter você a salvo.
Sorri.
Mas algo estava... diferente. Havia algo no olhar de Beta que não estava igual... Parecia com a forma como Daryl me olhava...
Enquanto minha mente falava essas bobagens, Beta continuava me olhando, parecendo perdido em pensamentos. E, de repente, do nada, segurou meu rosto e colou seus lábios nos meus.
Tentei afastar ele, mas abri um pouco a boca e ele assumiu aquilo como um incentivo e aprofundou o beijo. Depois parei de resistir. Beta era diferente, certo? Ele sempre estivera do meu lado, ele protegera Lydia... As mãos dele, no meu rosto, pareciam queimar, assim como os seus lábios.
Por fim, me afastei e olhei ele. Só nesse momento é que Beta precia realmente sem jeito.
- Eu... É... Desculpa, Lexie, eu não...
Neguei com a cabeça, ainda respirando com dificuldade.
- Que diabos foi isso?
- Eu não deveria ter feito nada. Me desculpa. Eu sei que você ama o Daryl e...
Aquilo despertou algo em mim, no meu peito. É, eu amava sim, mas estávamos separados novamente, por coisas triviais e sem sentido. Tudo bem, era por uma discussão sobre a Lydia, mas era uma discussão sem sentido.
Olhei ele.
- É, amo. Mas ele não sabe o que quer.
Agarrei a camisa dele pelo peito e puxei para mim de novo, colando minha boca na dele.
Dessa vez foi diferente. Beta não foi cuidadoso, pelo contrário, suas mãos voaram na minha cintura com uma urgência doida.
Deitei para trás, no sofá, rodeando o pescoço dele com os braços, mas Beta se afastou, me olhando.
- Vai se arrepender depois? - Perguntou.
Sorri. - Acho que dificilmente.
Ele sorriu e me beijou de novo, dessa vez com uma das suas mãos enormes apertando minha coxa e puxando para cima...

Red Queen - A Rainha VermelhaOnde histórias criam vida. Descubra agora