Taciturno

97 5 0
                                        

Meus ouvidos começaram a zumbir no exato instante em que a sirene da viatura soou no silêncio da rua

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Meus ouvidos começaram a zumbir no exato instante em que a sirene da viatura soou no silêncio da rua. O carro de polícia entrou de forma agressiva, os pneus deslizando violentamente pelo asfalto. O som era estridente, mecânico e direto. Meus instintos reagiram antes mesmo que pudesse pensar com clareza. Joguei a mochila sob um carro estacionado no meio-fio, minhas mãos agindo por impulso, e me lancei em disparada pela calçada. Minhas pernas se moveram com toda força que consegui reunir, mas meu corpo denunciava o cansaço. O ar escapava dos meus pulmões, minhas costelas doíam a cada tranco, e meus músculos queimavam como se estivessem à beira de falhar. Atrás de mim, o som do motor da viatura aumentou. O carro passou por mim com velocidade descontrolada e freou de forma tão abrupta que o som dos pneus arrastando no asfalto explodiu pelo quarteirão.

Tentei mudar de direção, procurando uma brecha, mesmo quando minhas panturrilhas gritavam de dor e minha respiração se tornava irregular. Sabia que estava perto de cair. Meu corpo sedentário não me permitia continuar por muito mais tempo. E então vi a porta do motorista ser empurrada com força. Zayn Malik saiu de dentro da viatura com uma postura autoritária, o corpo largo e musculoso avançando em minha direção. Naquele segundo, entendi que nada do que eu fizesse seria suficiente. Ele era mais rápido, mais forte e mais casmurro do que eu jamais conseguiria ser.

Ele me alcançou com facilidade, jogando todo o peso do corpo contra o meu. A força foi tanta que fui lançado no chão com brutalidade. O impacto fez minha bochecha bater contra o concreto sem chance de defesa. Meu peito colidiu com o solo, e minhas mãos foram arrastadas no asfalto, criando uma ardência imediata que me fez gritar. O corpo dele pressionou o meu, me imobilizando sem piedade. Eu tentei me debater, mas era inútil. Estava preso, esmagado pelo peso dele, sem qualquer espaço para respirar ou reagir.

— Paradinho, Styles — ele rosnou, a voz baixa e ríspida.

Suas mãos agarraram meus punhos com força extrema e os torceram para trás do meu corpo, prendendo-os com firmeza. Seu joelho pressionava meu quadril, impedindo qualquer movimento. O cheiro do asfalto queimado se misturava ao suor que escorria do meu rosto. Não havia saída.

Ouvi o clique metálico das algemas. O metal frio apertou meus pulsos com violência. A pressão era desumana, os vincos das algemas se afundando na pele de forma dolorosa. Zayn não demonstrava nenhuma compaixão. Apertou com mais força do que necessário, ignorando meus gemidos abafados. O desconforto se espalhou pelos meus braços, irradiando para os ombros, e prendi o ar no peito.

— Por favor, Zayn — murmurei, a voz tremendo, tentando recuperar o fôlego quando ele finalmente retirou a perna do meu quadril. — Não precisa fazer isso...

— Para você é Policial Malik! — ele gritou, cuspindo as palavras com raiva.

Ele me puxou do chão sem se preocupar com a dor que poderia causar. Os dedos dele se fecharam com firmeza em torno do meu braço, e a força foi tanta que senti o músculo doer imediatamente. Era certo que um hematoma se formaria ali. A pegada dele era fixado demais, os dedos cavando fundo, e ele me levantou como se meu corpo não pesasse nada. Me arrastou até a traseira da viatura, sem diminuir o ritmo, sem me dar tempo para me equilibrar, me obrigando a acompanhar seus passos apressados. Com a mão livre, abriu a porta do camburão com brutalidade.

DEZ CONTOSOnde histórias criam vida. Descubra agora