E então era o fim da linha. Não havia como voltar atrás agora e o comandante e sua Shadow Company não iriam escapar.
Simon estava certo de que ia matar Phillip Graves e nada o impediria. O que me deixava um pouco assustada era essa obsessão que o tenente Ghost havia criado em caçar Graves. Eu amava Simon e o conhecia, e sabia que nada o pararia em conquistar seu objetivo.
-Terei a cabeça desse Shadow...-o ouvi murmurando para si mesmo enquanto perambulava pela base de Alejandro.
Não era como se eu não quisesse que Graves fosse eliminado de vez de nossas vidas, era um significado muito maior: eu não queria que Simon se machucasse ou colocasse esse objetivo como a única coisa que ele deveria cumprir em sua vida. Não era justo...
Deus, quando teremos paz de verdade?
E quando chegasse a hora, eu iria saber que o comandante iria provocá-lo até Simon não aguentar.
Quero salvá-lo dessas armadilhas impostas por esse homem maldito... Eu irei ajudar o homem que amo, apenas assim me sentirei melhor ou menos culpada por ser, mesmo que indiretamente, a culpada desse sentimento obsessivo de Simon.
***
Estávamos em uma das salas de Alejandro, planejando uma maneira de entrar no QG das Fuerzas Especiales e por fim tirar a Shadow Company da jogada. De um jeito ou de outro, qualquer que fosse o plano, o coronel Vargas apenas queria executar cada traidor da pátria que cruzasse seu caminho; assim como Simon, nada iria pará-lo.
Todos da Equipe Ghost ali ao redor de uma mesa, ouvindo atentamente às instruções de nossos superiores.
Quem diria...? Eu jamais me imaginaria em uma equipe assim, na caçada a um homem. Quero dizer, estamos todos reunidos aqui com balaclavas de caveira, sem nenhuma distinção: uma medida... Um verdadeiro exército de vingança.
-Minhas tropas conhecem a instalação das Fuerzas Especiales melhor que os Shadows. -falou Alejandro-. Então estamos na vantagem... Mas eles vão estar em alerta por causa da nossa fuga e a recuperação da base. -ele olhou para mim.
Engoli a seco.
-A gente vai se infiltrar com duas equipes Ghost. -ele continuou-. A equipe 1 é o capitão Price, o Gaz, um piloto e eu. A equipe 2 é o Ghost, o Soap, a Megan e os Los Vaqueros. A equipe 1 vai usar os túneis pra chegar na pista e pegar um helicóptero, meu piloto e o capitão vão usar ele. A equipe 2 vai esperar do lado de fora até o Price atirar no portão para eles poderem avançar e chegar no Graves. Aposto que ele vai estar no meu QG protegido pelos homens dele... Enquanto eu o Gaz procuramos pelo Mahed, a equipe 2 vai achar o Graves... e matar ele.
O capitão Price concordou com a cabeça, sem hesitar.
Minhas mãos tremiam um pouco, afinal estávamos no fim da linha e imaginei que isso iria demorar muito mais.
Quando todos saíram do local, chamei a atenção do coronel Vargas.
-Como o senhor se sente em relação ao Javier Avila? -perguntei.
-Não sei...-ele balançou a cabeça-. Javier parecia um homem decente para a sua função. Eu jamais esperaria isso de qualquer homem meu.
Seus olhos castanhos pareciam fixados em um ponto distante da sala.
-A culpa não é sua, coronel. -falei, compreensiva-. Apenas queria que você soubesse disso...
Alejandro, mesmo hesitante, concordou. Ele parecia bem receoso.
-De qualquer forma, me sinto um pouco culpado por não ter percebido os problemas de Javier. Se ele precisasse de ajuda, poderia apenas falar comigo...! -o coronel grunhiu, me olhando. Novamente senti que seu sangue estava ficando quente.
-Pessoas são bem difíceis, coronel. -me aproximei-. Simon... Simon me afastou porque estava tentando me proteger, mas eu jamais quis ficar longe dele. Droga, o que eu estou tentando dizer...-balancei a cabeça, com um sorriso bobo sob a balaclava.
-Continue, por favor. -Alejandro me observava. Respirei fundo antes de continuar.
-Quero dizer, se Simon apenas tivesse me dito que me amava desde o começo, as coisas teriam sido um pouco mais fáceis. Mas as pessoas são complicadas. Para Javier era mais fácil completar uma missão e neutralizar diversos inimigos do que simplesmente abrir seu coração para você, coronel.
Alejandro piscou, desviando o olhar. Ele compreendia minhas palavras e pela sua forma de encarar as coisas, concordava com elas.
-Ele morreu há duas semanas, e não pude ajudá-lo... Obrigado pelas palavras, Megan. -abri um breve sorriso-. Agora, temos um Shadow para pegar, está pronta?
-Nunca estive tão preparada, senhor.
Saímos do local, com nossas consciências um pouco mais tranquilas.
***
-Tudo bem?
A voz questionadora de Simon quebrou o silêncio de nosso comboio. Era quase o fim da tarde, e os raios de sol que batiam nos vidros do carro nos cegavam.
O tenente me encarava com certa curiosidade enquanto Soap parecia tranquilo, certamente detestando em silêncio o fato da balaclava estar arruinando seu moicano.
Olhei de volta para Simon, que aguardava uma resposta.
-Eu estou... bem, só um pouco nervosa. -respondi.
-Sei que não irá falhar. -ele falou sem hesitar.
-Nao tenho medo de falhar. -balancei a cabeça-. Tenho medo de te perder.
Você é uma parte importante demais para mim, e espero que compreenda isso totalmente algum dia.
Ele percebeu que minha voz falhou um pouco nas últimas palavras, apenas sentindo o peso do que isso significava.
-Hoje não será esse dia. -enquanto Simon me observava, percebi um leve sorriso sob sua balaclava.
Nunca quero que esse dia chegue.
-Qual é, recruta? -Soap me olhou-. Vamos cuidar bem do velhote. -ele apontou para Ghost.
-Vai se foder, Johnny.
Coloquei a mão na testa, segurando a risada.
***
Depois de alguns quilômetros, enfim chegamos no QG e tínhamos que aguardar pela abertura do portão principal pelo capitão Price. Estávamos esperando a alguns metros de distância pela ordem de entrada.
-Graves é mesmo um merda. -falou um Vaquero.
-E qual americano que não é? -respondeu outro.
Eu estava ali, abaixada enquanto o tenente Ghost permanecia em pé em minha frente. Soap estava do outro lado com os Los Vaqueros.
-Ghost 1-0, qual a situação? -perguntou Simon para Price no rádio.
-Chegamos nos túneis, Ghost 2-0. -respondeu ele-. Estejam prontos, câmbio.
Minha respiração estava mais rápida do que o convencional e minhas mãos tremiam; tive que deixar minha AUG no chão por alguns segundos para poder me recuperar.
-Você nunca teve medo durante as missões? -murmurei para Simon, pegando minha AUG de volta.
-Nunca...-ele respondeu rapidamente-. Até te conhecer. Não quero vê-la machucada nunca mais.
Meu coração havia acelerado ao ouvir suas palavras de carinho em um momento tão difícil.
Se você soubesse o quanto eu temo pela sua segurança... Hm, seria eu uma idiota? Temendo pela vida de um tenente extremamente experiente em todos os tipos de operações? De qualquer forma, eu não saberia dizer se gostaria que as coisas fossem mais fáceis, afinal, se realmente fossem, eu jamais teria conhecido Simon Riley. Deus e seus mistérios...
Um tiroteio pôde ser ouvido no rádio, nos deixando um pouco aflitos.
-Estamos chegando próximos dos helicópteros... Há muitos Shadows por aqui. Ghost 1-3? -disse Price se dirigindo a Alejandro.
-Eu e Gaz estamos seguindo, há soldados por todos os lados. -respondeu o coronel-. Precisamos de suporte aéreo, Ghost 1-0.
-Vamos avançar, Ghost 1-3. Desligo.
Respirei fundo enquanto percebia o tiroteio cessar, o que demorou alguns minutos; o caminho agora estava limpo para Alejandro e Gaz.
Price então conseguiu o helicóptero com o piloto designado pelo coronel Vargas.
-Vou arrombar o portão! -gritou Price no rádio.
Em apenas alguns momentos depois, ouvimos o barulho de seu helicóptero. O capitão, que estava no ar, atirou rapidamente na tranca extremamente resistente dos portões.
-Boa sorte, Ghosts. -continuou o capitão-. Vou dar apoio aéreo.
O sargento Soap e o tenente Ghost chutaram violentamente a porta, dando passagem para o restante da equipe.
Então é isso.
Entrei logo em seguida, acompanhada pelos Los Vaqueros. Ao observar todos os lados, vi que o QG era enorme, fazendo essa tarefa ser ainda mais difícil; tínhamos ainda menos tempo.
A parte da entrada era gigante, com um enorme campo à frente, destinado a treinamentos diversos, com várias construções e vários obstáculos aos soldados. No chão, jaziam já alguns corpos.
Uniformes totalmente pretos... e também do exército mexicano.
-Aqui é o Ghost 1-3, estou com o Ghost 1-2 procurando por Mahed. Não temos muito tempo, homens. -disse Alejandro no rádio.
-Vocês! -Simon apontou para mim e alguns Vaqueros ao meu lado-. Vasculhem por ali. Eu, Soap e o restante vamos para o outro lado. Fiquem atentos!
Acenei com a cabeça, apertando minha arma. Antes de ir para o prédio indicado, peguei gentilmente no pulso de Simon, enquanto ele colocava seus óculos escuros.
-Tome cuidado... Por favor. -sussurrei.
-Eu voltarei para você. -ele murmurou em resposta. Apenas concordei com a cabeça enquanto o vi ir embora, correndo com Soap.
-Vamos, homens! -gritei para os Vaqueros, que foram em direção ao prédio indicado.
Ali dentro parecia ser a seção administrativa, pelos mais diversos papéis espalhados por todos os cantos. Tudo estava abandonado, e o sangue era presente no local.
-Aqui é o Ghost 2-2. -murmurei enquanto segurava o rádio, andando pelo local-. Não há movimentação aparente no prédio à direita... Está tudo abandonado, e parece que houve resistência por alguns soldados do exército mexicano.
Olhei para alguns corpos no chão, todos homens fardados.
-Hijos de puta!...-bradou Alejandro no rádio-. Vingarei meus homens...
Eu me sinto tão mal pelo coronel...
Deslizei o dedo pelo rádio, mudando o canal para ouvir o capitão Price, que estava patrulhando o local de modo aéreo com o helicóptero, nos dando noção dos problemas que estávamos enfrentando.
-Vamos seguir. -olhei para os homens que me cercavam e concordaram.
Nos dirigimos até o campo de treinamento onde fomos surpreendidos por soldados da Shadow Company, atirando em nós. Qualquer pequeno pedaço de concreto virou um esconderijo.
-Gostou da minha nova instalação?
A voz, ouvida no rádio entre os disparos era inconfundível: Phillip Graves.
-Graves...-grunhi, enquanto me escondia.
-Você enviou seus homens para o matadouro, Price. Parabéns. -Graves disse, dando uma breve risada.
-Apareça, Graves! -gritou Price no rádio.
Depois dos Vaqueros terem eliminado os Shadows pelo local, um silêncio assustador se instalou... E então algo havia atingido o helicóptero do capitão, que caiu longe do QG.
Não! Porra!
-Capitão!... C-capitão! -falei desesperada no rádio, mas não houve resposta.
-É melhor se atentar ao seu redor, Megan. Seus amigos estão morrendo...-Graves murmurou.
O capitão, não...
Apertei os olhos, segurando as lágrimas.
-Vai se ferrar, maldito! -gritei-. Eu vou te achar!
O comandante da Shadow Company apenas deu uma breve risada.
-Estou enviando homens para verificar a queda do capitão. -Ghost me surpreendeu no rádio.
-Simon! Não usa esse canal...-sussurrei-. Graves hackeou o nosso sinal.
-...certo.
-Você é um merda, Graves. -disse Soap no rádio-. Teve que criar seu próprio exército, já que não tem capacidade de ter um de verdade.
Balancei a cabeça, tentando fazer as lágrimas pararem de surgir em meus olhos.
Price não iria querer me ver aqui, parada e sem reação... Deus, que nada tenha acontecido com ele ou com o piloto.
Me levantei; precisávamos continuar.
-Aqui é o Ghost 1-3! -gritou Alejandro-. Estamos perto de Mahed, ele está escondido... Mas preciso que Graves e seus guardas e seus soldados saiam do local...!
-Deixa conosco. -respondi rapidamente.
Avançamos e seguimos por alguns prédios, derrotando alguns Shadows e desertores do exército mexicano no caminho, ajudando Alejandro e Gaz chegarem mais perto do esconderijo do líder da Al-Qatala.
Graves estava o protegendo esse tempo todo... Me sinto tão idiota!
Nos reencontramos com Soap e Ghost, que estavam próximos de uma pequena base sobre a areia: era a sala principal.
-Precisamos ir agora. -apontou Ghost para o prédio.
-Graves deve estar nos esperando agora... protegido até os dentes. -Soap falou.
-Tenente, sargento... vocês pegam ele. -respondi, me abaixando-. Eu e os Vaqueros vamos criar uma distração e fazer o "poderoso chefão" sair da sala. Ele não poderá ficar lá por muito tempo.
Ghost me encarava, com certeza, muito preocupado.
-Vai dar certo. -continuei.
Simon sabe que o quanto esse tempo pode fazê-lo ficar ainda mais hesitante. Mas eu sei que conseguiria.
-Vão. -disse o tenente-. Mas tente voltar viva.
Com um sorriso, pisquei como resposta.
A base estava começando a ficar cercada por mim e pelos Vaqueros; não haveriam mais rotas de fuga seguras para os Shadows.
Meu coração estava batendo rápido enquanto eu rondava o local com os homens de Alejandro, todos ali atentos a qualquer tipo de movimentação.
Não é hora do seu corpo congelar, Megan. Foco, precisamos de foco... ou tudo irá por água abaixo.
Várias miras lasers percorriam o local abaixo, tentando nos encontrar.
-Precisamos avançar. -disse, olhando para os Vaqueros-. Ninguém aqui quer levar um tiro na cabeça, certo?
Vi que Ghost e Soap estavam contornando o local, com certa dificuldade.
Precisamos ser mais rápidos.
Seguimos em frente, vendo que Graves havia deixado vários homens para sua própria proteção.
Os Vaqueros foram mais rápidos, fazendo uma emboscada para cada homem da Shadow Company ali; os que não eram mortos, se rendiam. Esses últimos, foram poucos casos.
A parte mais difícil para os homens de Alejandro, foi com certeza matar seus compatriotas, principalmente por ser no local onde todos treinavam. Eu tinha certeza de que eles carregavam mágoa e raiva por isso; se sentiam traídos obviamente, mas principalmente tinham o desejo de vingança em seu coração.
-Sigam! -gritei para Soap e Ghost no rádio, que rapidamente obedeceram.
Os corredores ficavam cada vez mais esguios, impossibilitando a passagem de todos ao mesmo tempo. Quando a porta principal, da sala de controle foi aberta, meu coração acelerou.
Soap brigava com um Shadow enquanto na saída dos fundos, Ghost e Graves se enfrentavam violentamente. Eles estavam lutando em um espaço pequeno, no suporte que dava acesso às escadas da saída de emergência.
Coloquei a mão na frente dos olhos para me proteger da luz solar enquanto me aproximava de Ghost, que não cedia. Ao chegar mais perto, os dois então se desequilibram e caíram na areia da parte externa.
Minha pele arrepiou ao ver o corpo de Ghost arqueado rapidamente no chão, sentindo um pouco de dor. Graves foi pegar sua arma, mas o tenente a jogou para longe, assim como seu próprio rifle.
Desci os degraus desesperada, seguida por Soap e os Vaqueros.
Fui tentar levantar Simon, mas ele me empurrou suavemente contra a areia.
-Para... TRÁS! -bradou ele para todos que estavam no local. Graves já estava de pé e balançava a cabeça, com um sorriso.
Soap pegou carinhosamente meu braço direito, me ajudando a levantar.
Simon...
-Então é isso, Ghost? -disse Graves, encarando-o.
Simon não disse nada, apenas observava cada pequeno movimento que Graves produzia. Minha respiração ficou mais rápida, com medo do que poderia acontecer.
Graves avançou, dando gancho forte em Simon, fazendo seu óculos preto voar direto para o chão.
-Simon!
Tentei dar alguns passos adiante, mas Soap apertou meu ombro; eu não deveria continuar.
O tenente então ficou irado, indo em direção ao comandante que resistiu, tentando lhe dar mais socos, porém Simon desviou, e quando algum lhe acertava, me dava a impressão de que seus ossos eram de um material indestrutível.
Graves é muito mais ágil que Simon... Em contrapartida, Ghost é bem mais forte que o comandante...
-Ninguém te ensinou a lutar, tenente? -Graves cuspiu no chão e o olhou-. É melhor você aproveitar que posso te dar umas aulas...
-Você não vai sair vivo daqui, Graves. -Simon resmungou.
-Tenho o seu celular.
Quando falei, a atenção dos dois se voltou para mim. Retirei a balaclava, segurando-a entre meus dedos enquanto não tirava os olhos de Graves.
-Se você não morrer... vai sair preso daqui. -continuei.
-E você esqueceu que sou americano, docinho. -ele respondeu com um sorriso no canto dos lábios.
Isso foi o suficiente para o tenente liberar toda a força que ele tinha e avançar em Graves, que caiu no chão, resmungando.
Os dois trocavam socos, enquanto se acertavam e erravam. Cada vez que Graves conseguia acertar Simon, eu sentia essa dor em meu próprio corpo... Era doloroso ver quem eu mais amava nessa situação.
Graves então jogou areia no rosto de Simon, que recuou tentando limpar os olhos.
-Sargento...-murmurei, apertando no braço de Soap.
Rapidamente, Simon tirou sua balaclava e a jogou no chão, algo que impressionou todos no local. O tenente então desviou de um uppercut desferido por Graves, e então apertou suas mãos no pescoço do comandante.
-Meu rosto será a última coisa que verá antes de morrer...-murmurou Ghost.
Antes que pudesse responder, o tenente sacou uma faca e apunhalou Graves no pescoço, quase que o atravessando. Simon então largou o corpo, agora morto do comandante, que caiu de maneira com que faca apertou ainda mais em seu corpo.
Todos que ali estavam ficaram paralisados com a visão. Ninguém estava acreditando.
Corri e abracei desesperadamente as costas de Simon, sentindo seu coração acelerado com minhas mãos.
-Acabou...-sussurrei enquanto Soap conversava com os Vaqueros no local.
Simon se virou e olhou fixamente para os meu rosto. Sua pintura preta nos olhos estava bem borrada e bagunçada. Ele então beijou minha testa antes de falar em seu rádio.
-Graves está morto.
-Eu e Gaz pegamos Mahed. -Alejandro respondeu-. Ainda temos que dar um jeito nos homens que se renderam.
Dei um suspiro de alívio.
-Belo trabalho, pessoal.
Meus olhos se arregalaram quando ouvi a voz grave do capitão Price no rádio.
E-ele está bem?!
-Achei que tínhamos te perdido...-murmurei no rádio de Ghost.
-Não sou tão fácil assim de matar, recruta. -ele respondeu com uma risada.
Ali, todos comemoraram. Os Vaqueros gritavam e abraçavam seus colegas enquanto Soap deu leves toques em nossos ombros, que significava muito no momento.
-Acabou? -sussurrei, acariciando a mão de Simon.
-Quase... temos que ajudar o Price ainda, não quero o velhote buzinando nos nossos ouvidos depois.
Dei uma risada e balancei a cabeça, escondendo meu rosto em seu peito.
Simon abraçou meu corpo, me deixando mais relaxada.
Não me importaria em preencher toneladas de papéis depois disso. Finalmente teremos um pouco de sossego que tanto queríamos... E o homem que ma amava estava ali, em minha frente, um pouco mais tranquilo que o convencional. Ele deve ter tirado um peso enorme dos ombros... Eu te amo, Simon.
-Vou precisar cuidar de você. -apertei levemente suas mãos sobre a luva.
-É o que eu mais quero no momento.
Já era o pôr do sol, e isso criava um momento perfeito de relaxamento para todos ali.
Olhei para Simon uma última vez antes de fechar os olhos e encostar minha cabeça no seu peito, ouvindo seus batimentos cardíacos.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Don't Let Me Down.
Romance(PRIMEIRA TEMPORADA)>>>Quando Megan Taylor consegue sua admissão na Task Force 141, ela pulou de felicidade pelo sucesso que obteve e por seu sonho estar se realizando. O tenente Simon "Ghost" Riley, sempre taciturno, viu que a nova recruta teria mu...
