- Entra, porra. - Gavi disse e eu entrei.
- Oi. - Abri meu melhor sorriso e ele fez sua pior cara, ele estava sentando em uma cadeira giratória preta e em sua mesa havia uma, duas, três, quatro carreirinhas.
- Mas que diabos você está fazendo aqui? - Ele disse bravo, levantando-se da cadeira e vindo até mim. - Quem te trouxe? Como chegou aqui? Que porra, não gosto de você nesses ambientes. - Eu estava assustada.
- Eu só queria te ver. - Eu disse manhosa.
- Foi Ansu, não foi? Eu vou matar aquele veado. - Gavi pegou o celular e disse para Ansu ir até sua sala.
- Não precisa desse exagero todo. - Falei. - Eu só queria te ver. - Cheguei perto de Gavi e beijei seu pescoço, em seguida encontrei sua boca e nós começamos um beijo veloz. Ele me puxou para perto do seu corpo com força, fazendo eu sentir tudo o que eu queria, mas então, Ansu entrou.
- O que deu, Pablo? - Saí dos braços de Gavi rapidamente, Gavira mordeu os lábios.
- Como assim o que deu? Ah é, eu chamei você.
- Eu sou o poder. - Murmurei e Gavi me olhou feio.
- Por que trouxe Vitória aqui? - Gavi perguntou sério e eu estava louca para rir. - Já disse que não quero ela nesse tipo de ambiente. - Ansu me olhou rapidamente e eu pressionei os lábios para não rir.
- Mas... Ela disse que você havia pedido para eu traze-la.
- Porra, mas você é burro, cai nas armações dela
- Ansu, eu te amo. - Fiz coraçãozinho para ele.
- Cala a boca, Vitória. Você só tem que amar à mim. - Gavi disse. - Agora larga daqui, Ansu.
- Vitória, vitória... - Ansu disse e riu.
- Vamos, vou te levar embora. - Gavi disse pegando minha mão.
- Mas eu não quero ir embora. - Falei.
- Mas você vai, porra. Aqui não é lugar para você.
- Não, Gavira. Eu quero ficar com você. - Fiz beicinho.
- Amanhã eu vou ser todo seu, prometo. Mas agora você tem que sair daqui.
- Mas eu quero você hoje
- Puta que pariu, que garota insuportável. - Ele revirou os olhos. - Vamos de uma vez.
- Não quero. - Sentei na mesma e cruzei os braços.
- Pega a porra das suas muleta e vamos, não estou com paciência hoje.
- Hoje e nunca, né! - Debochei.
- Para de infantilidade e vamos.
- Querer ficar com o meu namorado é infantilidade? Hm, legal. - Agora quem estava perdendo a paciência era eu.
- Ok, desculpa. Mas eu estou ocupado, está vendo esse monte de papeladas? Tenho que falsificar tudo, não é fácil. - Ele dizia aquilo numa naturalidade impressionante.
- Sabe que eu nunca questionei essa sua vida perigosa, mas sei lá, você não tem medo que dê alguma merda?
- Já acho que deu merda o suficiente.
- Estou falando em relação à policia. - Falei e Gavi deu uma gargalhada que fez eu ficar sem entender.
- E desde quando eles prendem traficantes ricos? - Ele deu outra risada. - Os caras da lei, são tão sujos quanto nós, eles podem ser comprados por míseros mil dólares, você não entende, Vick. - Ele me deu um selinho. - Mas pode deixar, eu sempre vou voltar inteirinho para você.
- Se eu ainda te quiser né...
- Você sempre vai me querer. - Ele piscou para mim e em seguida me grudou, eu tentei resistir aquele beijo, mas juro que era impossível.
- Deixa eu ficar, por favor. - Implorei. - Vou ficar só aqui nessa sala com você.
- Você vai me desconcentrar. - Gavi disse. - E eu já disse, tenho essas papeladas todas...
- Não vou te desconcentrar, ficarei bem quietinha...
- Não estou falando em relação à isso. - Ele me olhou malicioso.
- Ah, entendi. É uma maneira de dizer que você não resiste à mim, é isso? - Me aproximei dele e o envolvi, beijei seu pescoço e as mãos de Gavira foram parar em minha bunda.
- Acho que eu tenho um tempinho, mas depois, eu irei te levar para a casa.
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POSSESSIVE - PABLO GAVI
Ficção Adolescente"𝚅𝚘𝚌𝚎 𝚎 𝚖𝚒𝚗𝚑𝚊 𝚚𝚞𝚎𝚛𝚎𝚗𝚍𝚘 𝚘𝚞 𝚗𝚊𝚘, 𝚙𝚘𝚛𝚚𝚞𝚎 𝚎𝚞 𝚜𝚒𝚖𝚙𝚕𝚎𝚜𝚖𝚎𝚗𝚝𝚎 𝚊𝚗𝚜𝚎𝚒𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚜𝚎𝚓𝚊 𝚊𝚜𝚜𝚒𝚖 𝚟𝚘𝚌𝚎 𝚗𝚊𝚘 𝚝𝚎𝚖 𝚎𝚜𝚌𝚘𝚕𝚑𝚊."- Pablo Gavira 𝙴 𝚜𝚎 𝚎𝚕𝚊 𝚏𝚘𝚜𝚜𝚎 𝚍𝚎𝚕𝚎? 𝚂𝚘𝚖𝚎𝚗𝚝𝚎 𝚍𝚎𝚕�...
