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VITÓRIA GAVIRA
Acordei com Amanda pulando na cama, ou em cima de mim, tanto faz.

- Acóida, acóida. - Ela gritava e o jeito foi acordar, pois dormir não dava mais. Olhei as horas e era cedo, faltava uma hora para Amanda ter que se arrumar para a creche, todos ainda estavam dormindo.

- Vem com a mamãe. - Peguei Amanda no colo e saímos do quarto dela indo para o meu quarto e o de Gavira, onde o mesmo estava atira na cama ferrado no sono. - Não faça barulho. - Falei.

- Ta bom, Amanda não vai fazê barulo. - Ela disse aquilo alto.

- É, estou vendo. - Entrei no banheiro e coloquei Amanda de pé na tampa da privada. Peguei sua escovinha de dente e coloquei sua pasta preferida. - Quero ver você fazer isso sozinha. - Falei sorrindo e entreguei a escova para ela. - Mas não é que a princesinha está aprendendo a escovar esses dentinhos sozinha?

- Não está cedo demais? - Gavi entrou no banheiro, me dando um leve susto.

- Eu já xei escovar os dentinhos sozinha, óia. - Amanda se mostrou para Pablo.

- Parabéns, estou impressionado. - Pablo disse e beijou a lateral do meu pescoço enquanto eu escovava meus dentes, fiquei meio tensa.

- O clima está bem ruim. - Ele disse saindo do banheiro. - Ernestina não virá hoje. - Pablo gritou, me avisando, ela era nossa empregada.

- Vou pedir para Ferran levar Amanda na creche. - Falei simples, em seguida saí do quarto com Amanda vindo atrás de mim.

- Voxê não vem, papai? - Ela perguntou á Pablo.

- Mamãe não me quer por perto.

- Maizê eu quelo, poique eu te amo. - Ela disse e Pablo a pegou no colo e beijou suas bochechinhas.

- Papai também te ama.

- Voxê ama a mamãe também? - Ela perguntou.

- Muito. - Pablo disse e eu respirei fundo saindo daquele quarto.

- Expelaaaaaaa. - Amanda veio correndo atrás de mim.

- Não corre se não você vai cair. - Falei.

[...]

- Tchau, mamãe. Tchau, papai. - Amanda se despediu antes de Ferran levá-la para a creche.

- Tchau, meu amor. Se comporte, sem brigas. - Amanda tinha um longo histórico de ataques contra seus coleguinhas da creche, não era à toa que ela era filha de Pablo.

- Mas já sabe, se algum malandrinho mirim tentar alguma coisa, o que tem que fazer? -Pablo perguntou.

- Dar pau nele. - Amanda disse.

- Isso, essa é minha garota. - Ele disse e eu revirei os olhos. Em seguida Ferran saiu com ela. - Não vai para a aula hoje? - Pablo perguntou à mim.

- Daqui à pouco, hoje vai começar um pouco mais tarde.

- Que horas?

- Na hora do almoço mais ou menos, aí eu vou almoçar na universidade. - Menti.

- E aí pessoas do meu coração. - Ansu disse descendo as escadas. - Isso soou gay.

- Você é gay. - Pablo disse.

- Onde você se meteu ontem?- Perguntei.

- Isso só Deus sabe, Vitoriazinha. - Ele disse passando por mim indo em direção à cozinha, em seguida voltou mordiscando uma maçã.

- Tenho certeza que estava levando uma pentada de algum macho. - Gavi disse.

- E se eu estivesse? Algum problema? - Ansu perguntou.

POSSESSIVE - PABLO GAVIOnde histórias criam vida. Descubra agora