Pensamentos impuros

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O jeito que nossas peles arrepiam com alguns toques é surpreendente. Toques; falas; ventanias; pensamentos... O jeito que Ayan reagiu a aquele toque o entregou. Ele estava completamente arrepiado com o toque quente de Yok em sua pele que não percebeu o quanto sua respiração pesada o entregava. Sentir o moreno tocar sua perna pouco antes da tatuagem que tinha na coxa mexia com ele, até aqueles dedos longos deslizarem em seu corpo e adentraram em uma das pernas de sua bermuda; fazendo assim o tecido do shorts subir e dar vista a tatuagem do garoto.

— Parece que eu não sou o único que gosta de tatuagens... — disse o moreno e continuou deixando que sua mão percorresse por baixo daquele pano fino do shorts de Ayan. Ele o olhava com desejo e curiosidade. Ele parecia tão bom.

— Eu tenho duas. — respondeu ofegante.

— Em que lugar do seu corpo está escondida a outra?

— Você não é um garoto curioso? Descubra você mesmo...

— Com prazer...

O mais alto retirou sua mão da bermuda e começou a imaginar lugares escondidos no corpo do garoto onde poderia haver alguma tatuagem e o menor apenas se manteve quieto perante a situação em que acaba de se colocar. Qualquer parte da roupa de Ayan que estivesse folgada o suficiente em seu corpo Yok olhará. Suas mãos voltaram para a perna do mais baixo e subiram seu short até a virilha deixando assim sua coxa nua e sua tatuagem a mostra.

— Quente ou frio? — perguntou o moreno, pousando sua mão na perna do outro e em seguida a apertando, forte o suficiente para deixar a marca vermelha de seus dedos na pele pouco bronzeada de Aye.

— Quente... Não aperta minha perna assim...

— Machuca?! — perguntou provocando, mas um pouco preocupado se não apertou de mais.

— Não...

— Então você gosta... Você sabe o quanto eu mexo com você, não sabe?

— Eu prefiro fingir que não.

Ayan permanecia vidrado e com suas mãos no volante enquanto deixava Yok tocar seu corpo até o mesmo pedir para ele pegar o retorno e voltar para sua casa novamente. O menor não hesitou, mas só lembrou de perguntar o porquê depois que já estava parado na frente de sua casa. Ele havia se perdido demais nas sensações e não percebeu o que estava fazendo até já ter feito.

— Por que me pediu pra voltar?

— Preciso procurar uma coisa lá dentro. Acabei de lembrar.

Ou Ayan estava realmente aéreo ou ele estava se fazendo de bobo. Como ele pôde esquecer que Yok não havia levado nada para sua casa? De volta para o quarto Yok passou por último e ficou parado em frente à porta depois de fechá-la discretamente. O "preciso procurar uma coisa" que o garoto falou não era sobre algo que ele perdeu, era sobre a tatuagem no corpo de um certo alguém. Ele não iria aguentar e não suportaria a ideia de que talvez nunca mais o encontrasse ou apenas tivesse uma chance. Se ele perdesse aquela oportunidade se arrependeria amargamente.

— Me deixa adivinhar... o que você veio procurar está no meu corpo, certo? — perguntou risonho.

— Certo! — sorriu abertamente — Eu não podia fazer isso enquanto você dirigia, tive que pedir pra voltar.

— Você acha mesmo que isso de procurar algo cola comigo? Eu sei qual a sua intenção voltando pra cá.

— Então porque você voltou?

— Porque a minha intenção é a mesma...

Ayan se aproximou de Yok o deixando sem saída e com a mão na chave ele a girou, trancando a porta e deixando o moreno preso consigo ali dentro. Essa mão que havia fechado a porta foi colocada lentamente por dentro do moletom que o mais velho vestia e ali afundou seus dedos na cintura magra de Yok, fazendo o garoto inspirar profundamente e revirar os olhos.

— O quanto eu consigo mexer com você fazendo tão pouco?! — perguntou próximo ao ouvido de Yok enquanto ainda acariciava sua pele por dentro do casaco.

— Muito...

— É...?

— É...

Com a respiração ofegante e quente próxima ao pescoço de Yok, Ayan falou sussurrando enquanto segurava aquela cintura em suas mãos e puxava o dono dela até a cama onde sentou-se na beira e fez o rapaz sentar em seu colo. Aye começará abrir o casaco do maior sentado em seu colo e a medida que aquele peitoral era revelado ele sentia uma onda enorme de excitação crescer dentro de si. Ele era lindo. Yok sentia aquelas mãos angelicais tocarem sua cintura e seu peitoral e causar-lhe arrepios no corpo inteiro, principalmente em sua nuca, o ponto mais fraco do moreno e Aye queria muito tocá-lo. Com o desejo incontrolável que estava sentindo, Yok queria sentir Ayan perto dele e nada que o mesmo quisesse fazer consigo seria impedido. Nada! Ele o deixaria fazer o quisesse, permitindo que o mais novo assumisse total controle sobre ele.

As mãos firmes voltaram a segurar a cintura fina do moreno e logo o pressionaram contra seu colo fazendo com isso Yok morder o lábio inferior e jogar a cabeça para trás depois de sentir o membro rígido do menor entre suas pernas ainda por baixo de seu shorts. Seus olhos reviravam de prazer enquanto ele agarrava os ombros de Aye, mas logo tomou de volta sua postura perdida e aproximou seus lábios da orelha do pequeno garoto abaixo de si.

— Está excitado por minha causa, não está...?! Eu consigo sentir você em mim, Ayan...

A língua do maior percorria cada bendito pedacinho daquela pele macia e cheirosa enquanto Aye controlava os movimentos da cintura de Yok, fazendo o moreno rebolar lentamente sobre seu colo, aumentando seu prazer e fazendo a si mesmo querer mais. Ele queria sentir o gosto daquele garoto. Queria explorar seus limites. Queria vê-lo implorar por prazer e descobrir quais pensamentos mais impuros passavam na cabeça do rapaz. A mão esquerda do menor permanecia apertando a cintura do outro enquanto a mão que agora estava vaga segurava o pescoço do mais velho e o puxava para juntar seus lábios. Aquele fora o primeiro contato de seus lábios e, droga! Era tão bom... Suas bocas deslizavam sobre a outra numa dança gostosa e lenta, os proporcionando a melhor sensação e o melhor beijo de suas vidas até então. As línguas agora exploravam todo o lugar, sentindo com intensidade seus gostos. Yok puxava suavemente os cabelos escuros do mais baixo, tentando, de alguma forma, controlar o tesão que sentia e Ayan continuava a aperta-lo contra seu corpo, fazendo suas áreas roçarem uma na outra, aumentando o desejo que sentiam.

— A-ayan...

A voz do moreno era completamente cortada e bem falha, mas excitante no ouvido de Aye.
Entre o beijo demorado e gostoso que acontecia ali, Yok levantou a camisa do garoto e a tirou, parando um pouco para observar aquele corpo incrível, em seguida descendo suas mãos até o zíper da bermuda do menor, abrindo-o. O mais alto baixou o olhar para a área que acabará de ser exposta e viu a tatuagem escondida que tanto queria encontrar.

— Posso toca-la, baixinho?...

Bed Friend Histórias para pegar e não largar. Descubra agora