Casagrande
-Tava na cozinha tomando café com o Meu Furacão, clima mó bom, batendo aquele papo maneiro, zoando.
-Desde aquele dia que foi na igreja Flávia tá estranha, acha que algo de ruim cai acontecer. Diz estar com um mau pressentimento, tento distrair ela mas quando vejo já tá nervosa de novo.
-Sei que é pica essa vida, toda hora surge um problema novo, essas emocionadas afrontando, querendo brigar pelo que nunca foi delas, tudo doido.
-A gente tinha acabado, tava juntando os bagulho pra colocar na geladeira e Flávia lavando a louça pra gente pegar nosso rumo até que Caveira que tá na segurança me chama no rádio:
Caveira: -Aí Patrão, Doutora aquela lá que me tirou da tranca tá aqui no portão querendo trocar uma ideia com tu.-fala.
Casagrande: -Se é negócio porque ela não foi na boca?-pergunto.
Caveira: -Ela tá dizendo que o assunto é pessoal e urgente.-diz sério.
Casagrande: -Tá ligado que não gosto de gente estranha na minha casa né?
Flávia: -Pode mandar entrar Caveira.-diz séria pegando o rádio da minha mão.
-Ela cruza os braços e fica me olhando e eu já tava puto por ela ter passado por cima de mim.
Flávia: -Adianta me olhar de cara feia não, se ela tem algo pessoal pra resolver com você quero saber o que é!-fala firme.
Casagrande: -Tenho papo pessoal nenhum com ela não.-ouço a batida na porta.
Flávia: -Ela não ia se despencar até aqui por nada. Mas isso a gente já vai descobrir.
-A encreiqueira vai abrir a porta na maior educação e manda a mina entrar.
Flávia: -Sou a Flávia mulher do Casagrande, satisfação.-estende a mão.
Xx: Laura Bianchi, satisfação-aperta a mão.
Casagrande: -E ai Laura! Suave?
Laura: -Oi Casagrande! Tudo bem sim. Mas vim até aqui porque preciso muito conversar com você.-fala sem jeito.
Casagrande: -Senta aí, pode falar!-ela olha pra Flávia. -Não tenho segredo com a minha mulher,seja o que for pode falar na frente dela.
Laura: -Se você diz. Nossa isso não vai ser fácil.-ela tá nervosa e a Flávia muda olhando.
Casagrande: -Qual foi mina, ninguém aqui vai te fazer nada! Solta a voz.-falo sincero.
Laura: -Então é...a gente se envolveu um tempo atrás tá lembrado?-fala toda medrosa.
Casagrande: -Ihhh papo estranho hein, que tem isso? A gente teve um lance rápido.-vejo a Flávia se remexer no sofá.
Laura: -Eu sei, você lembra da vez que a camisinha estourou e de manhã tu trouxe a pílula do dia seguinte e eu tomei? - fala envergonhada.
Casagrande: -E o que tem? Para de dar volta e fala aí namoral. -falo já irritado.
Laura: -Não funcionou e eu fiquei grávida.-diz
Flávia: -Aiii meu Deus!-coloca a mão na boca.
Casagrande: -Tá doida Laura? E essa criança tem quanto tempo de vida?-pergunto.
Laura: -É uma menina Isabela, está com 7 meses. Olha só, sei que vocês devem estar pensando coisas horríveis de mim. Eu não vim atrás de dinheiro, nem de um marido.
Flávia: -Tá querendo o que então?-questiona.
Laura: -Que a minha filha tenha um pai na vida dela, carinho e atenção. Eu tinha um lance fixo com um cara naquela época, mas era tipo uma relação aberta. Quando soube da gravidez logo pensei ser dele, já que com você sempre nos protegemos e eu tinha tomado o remédio. Com o tempo ela foi crescendo e ficando a sua cara, fizemos o DNA e não é dele. Por isso estou aqui.-fala sincera.
Casagrande: -Pqp mano! Primeira coisa antes de tudo é fazer o DNA.-falo sério.
Laura: -Por mim tudo bem! Flávia né?-ela assenti. -Olha seu que a situação é péssima e constrangedora, sei o tipo de mulher que você deve estar acostumada a lidar mas eu não sou elas. Sou advogada, tenho minha casa, meu carro, me sustento e posso dar o que a minha filha precisa financeiramente, mas quando ela começar a perguntar pelo pai, apresentação da escola e todas essas lacunas, eu digo o quê? A filha mamãe foi egoísta não quis se incomodar e achou melhor papai não saber? -falou calma.
Casagrande: -Se tem uma coisa na minha vida que eu nunca fugi foi de responsabilidade. Me pegou de surpresa real, mas tô ligado que tu não é marmita de bandido Laura. Então vamo marcar esse exame e o resto a gente vai desenrolando. Tem foto da menina aí?
Laura: -Claro, você pode marcar no laboratório que preferir e me avisar que estaremos lá. Foto tenho muitas, vou mostrar pra vocês!
-Te falar mano, a situação é uma merda, tô vendo a insegurança no olho da minha mulher. Conheci a Laura a um tempo, a mina é firmeza, corre pelo dela, não tem o perfil de golpista mas a gente confia desconfiando sempre. Agora dizer que não fiquei feliz é mentira, sempre quis ser pai e achei que ia ser com a minha Furacão o primeiro mas não tem caô a gente faz mais 10 depois. Olhei a foto e a bebê era linda, parecia comigo mesmo. Laura foi embora e fiquei de manter contato. Flávia calada o tempo todo.
Casagrande: -Oh Meu Furacão! Fica com essa carinha não.-puxo ela e abraço.
Flávia: -Não vou te mentir, foi um choque!-assinto. -Muita coisa passa pela cabeça Diego, sei que a gente não tava junto nessa época mas mexe na nossa história toda entende?-fala triste.
Casagrande: -Te entendo pra caralho, até eu tô zonzo até agora. Mas se for minha filha rejeitada não vai ser e espero que tu me entenda.-falo calmo.
Flávia: -Não tô rejeitando ninguém Diego, nem espero que tu faça isso. Minha cabeça só tá uma bagunça, vou subir e deitar um pouco. Dormir organiza os pensamentos.-sorri fraco.
Casagrande: -Tá certo, vai lá! Vou respeitar teu tempo, só não esquece que tu é importante pra caralho pra mim e se for minha filha vou assumir ela, a mãe nada tem a ver comigo. -digo a verdade.
-Ela me dá um beijo e sobe. Fico no sofá, coloco um pra subir e aproveito pra pensar, toda hora é uma diferente mas essa me deixou feliz.
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À Flor da Pele
FanfictionFlávia com seus 22 anos, cheia de personalidade, bom coração, professora, já sofreu uma desilusão amorosa. Vem do interior de São Paulo tentar a vida no Rio de Janeiro pois sua mãe está doente e precisa de dinheiro para o tratamento. Casagrande co...
