Fui avisada que Maggie tinha acabado de chegar e precisávamos ser rápidas pois ela tinha autorização para pouso por tempo limitado e seria somente o tempo de pegar minhas coisas e sairmos.
Assim que Maggie me ligou dizendo que eles estavam a caminho, me despedi de todos, troquei telefones com as outras internas que fiz amizade e prometi manter contato.
A primeira pessoa que vi foi Orlando. Na época que chegamos ao Brasil, ele tinha uns vinte e cinco anos, mas foi a primeira pessoa em que vi Maggie confiar totalmente. Ele ajudou Maggie a me criar e conhecia a mim e a Cecil como ninguém, então aproveitei a oportunidade e abracei ele rapidamente.
Se ele ficou surpreso, não comentou nada nem esboçou reação alguma, apenas deu um quase sorriso e um balançar de cabeça depois que o soltei.
Assim que eu o soltei, vi Maggie. Eu estava com tanta saudade de abraçar essa mãe maluca que a vida me deu, que não me contive e me joguei em seus braços.
Esses abraços voluntários que estou distribuindo agora, são todos graças a terapia do abraço que fomos obrigados a participar, depois desse dia, abraçar ficou mais fácil pra mim.
_ Menina... você me parece tão bem.
_ E estou Maggie. Não tenho palavras pra agradecer esse tempo aqui. Sei que foi uma pequena fortuna. Se eu ainda tiver meu emprego quando voltar, prometo que pago com juros e felicidade cada centavo.
_ Deixa de bobagem. Só quero te ver feliz e se o dinheiro serve pra isso, que seja. – Ela fala com os olhos lacrimejantes e com um enorme sorriso.
_ Conheci um monte de gente aqui, que você ajudou de alguma forma Maggie. Vivemos anos na tua casa e nem sabia que você ajudava tantas pessoas assim. – Falo pois realmente fiquei surpresa com o tanto que descobri sobre Maggie e Fred nesse lugar.
_ É porque quando ajudamos de coração, ninguém precisa saber. – Diz simplesmente, como se isso não fosse nada.
_ Desculpa interromper o momento, mas precisamos ir. – Orlando fala interrompendo nosso momento fofura.
Durante todo o voo e percurso conto a Maggie tudo que passei nesses vinte e oito dias de internação na clínica.
Desde as coisas mais difíceis até as mais vergonhosas como falar da vontade de fazer sexo.
Maggie escuta tudo com um sorriso no rosto, adoro o olhar de mãe que ela me dá. Sei agora que é um olhar de mãe, perguntei a Dra Meirelles sobre esse olhar, era o mesmo que ela dava a Malu, quando achava que ela não estava olhando. É o mesmo que Maggie sempre deu a mim, a Cecilia, ao Fred e agora sei que ao Theo e ao Tristan também.
_ Selena. Estão todos com muitas saudades de você. Pensei em reunir todos em casa, uma vez que é seu aniversário, mas se for demais pra você podemos fazer algo diferente, o que me diz?
_ Eu vou pra sua casa sim, só não quero dormir lá.
_ Se for demais....
_ Se for demais eu saio Maggie, estou aprendendo a respeitar meus limites e quero continuar nesse processo, mesmo magoando pessoas no caminho. Infelizmente nesse momento, serei minha prioridade. – Falo pois sai da clinica decidida a me amar mais e me colocar em primeiro lugar sempre
_ Está certinha em pensar assim. – Ela responde.
Chegamos no condomínio e Orlando parou o carro no fundo da casa.
Maggie teve a ideia de falarmos por chamada de vídeo primeiro e estava dando certo, até o momento que ele apareceu...e eu, não me contive.
Eu estava respondendo a um tanto de perguntas de Cecil pelo telefone. Respondia a tudo com um sorriso no rosto, pois sinceramente eu estava feliz em poder estar ali.
VOCÊ ESTÁ LENDO
JUNTANDO OS PEDAÇOS
RomanceSelena é uma garota forte, destemida, determinada... por fora. Por dentro, ela ainda é uma criança quebrada, machucada que não teve a proteção de quem deveria tê-la amado, cuidado e protegido. Ela não confia em homens. Tristan é um CEO que junto com...
