|| A primeira vista||

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Sirius Black. 

O grande salão da Mansão Black estava impecável, iluminado por candelabros dourados que refletiam nas tapeçarias bordadas com o brasão da família. Sirius, de nove anos, estava encostado em uma das janelas, observando o céu enquanto tamborilava os dedos na moldura. Ele não era fã daqueles jantares, nem das formalidades que vinham com eles.

Quando a porta principal se abriu e os Yaxley foram anunciados, ele não deu muita atenção, até que viu uma menina entrando com os pais. Ela era diferente das outras crianças que frequentavam as festas. Os cabelos loiros brilhavam à luz dos candelabros, e os olhos claros, curiosos, exploravam o ambiente com um misto de confiança e entusiasmo.

Sirius sentiu um calor estranho subir pelo rosto, mas fingiu desinteresse. Continuou a tamborilar os dedos na janela, mas seus olhos teimavam em segui-la. Caitlin parecia confortável naquele ambiente formal, mas havia algo em seu olhar que sugeria que, como ele, ela também achava tudo aquilo entediante.

— Sirius, venha cumprimentar os convidados — chamou Walburga, a voz firme o arrancando de seus pensamentos.

Ele caminhou até os Yaxley, tentando esconder o incômodo. Orion Black o apresentou de forma breve, e Caitlin, para sua surpresa, não fez uma reverência exagerada como outras garotas. Em vez disso, inclinou a cabeça e deu um sorriso leve, quase desafiador.

— Parece que vamos nos ver muito daqui em diante, Sirius — disse ela.

— Talvez — respondeu, tentando parecer indiferente, mas falhando miseravelmente.

[...]

Depois do jantar, Sirius conseguiu escapar. Como sempre, se refugiou atrás de uma das tapeçarias próximas à biblioteca, onde podia ouvir as conversas dos adultos. Naquele momento, os pais de Caitlin e os dele estavam discutindo algo importante.

— A união das famílias é uma questão estratégica — dizia Corban, pai de Caitlin. — Um casamento entre Caitlin e Sirius garantirá o fortalecimento das linhagens. Quando eles saírem de Hogwarts, será o momento ideal.

— Concordo plenamente — respondeu Orion Black. — É assim que os sangues-puros devem agir, para preservar nossa herança.

Sirius sentiu o coração acelerar. Casamento? Ele sequer entendia completamente o que isso significava, mas a ideia de ter sua vida já planejada pelos pais era sufocante. Ele deixou o esconderijo e voltou ao salão principal, precisando de ar.

Caitlin estava ali, sozinha, olhando para o céu estrelado pela janela. Ele se aproximou com hesitação.

— Você gosta das estrelas? — perguntou, tentando quebrar o silêncio.

Ela se virou, surpresa, mas não pareceu incomodada com a presença dele.

— Eu gosto de como elas são livres. Estão sempre no mesmo lugar, mas ninguém consegue controlá-las.

Sirius arqueou uma sobrancelha. Não esperava uma resposta tão... profunda.

— É. Elas são melhores do que essas festas.

— Concordo — respondeu ela, rindo baixo. — Mas você parece que já está acostumado com isso.

Ele balançou a cabeça.

— Não. Eu finjo que estou. Meus pais acham que eu gosto, mas, na verdade, eu odeio. Tudo parece tão falso.

Caitlin o observou por um momento, como se estivesse avaliando se podia confiar nele.

— Também acho. Minha mãe disse que tenho que ser perfeita em lugares assim, mas... às vezes eu queria só...

— Correr para longe? — completou ele, surpreso com a facilidade de falar aquilo.

— É. Correr para longe.

Eles ficaram em silêncio por um momento, olhando para o céu. Caitlin finalmente quebrou a quietude.

— Por que você estava me olhando antes?

Sirius gaguejou, pego de surpresa.

— Eu... eu não estava olhando para você.

— Estava sim — insistiu ela, sorrindo com um ar de superioridade infantil.

— Não estava. Eu só... estava curioso. Você parecia diferente das outras crianças.

— E isso é bom ou ruim?

Ele pensou por um momento antes de responder:

— Acho que é bom.

Caitlin sorriu, dessa vez mais suavemente.

— Você também é diferente, Sirius Black. Não sei se é bom ou ruim, mas... é interessante.

Eles ficaram em silêncio mais uma vez, com o som distante das vozes dos adultos ecoando pelo corredor. Mesmo tão novos, ambos sentiam o peso de um mundo que esperava deles muito mais do que podiam entender.

Naquele momento, Sirius percebeu que Caitlin entendia algo que ninguém mais parecia perceber: apesar da idade, ambos já tinham sido forçados a crescer. Talvez por isso, entre todas aquelas crianças de sangue puro, ela fosse a única com quem ele podia realmente se conectar. 

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. Me deu muita saudade do meu casal favorito e decidi escrever esse mini capitulo de como eles se conheceram. 

Dishonored || sirius blackOnde histórias criam vida. Descubra agora