Capítulo 60

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Luna

Dias depois:

Alguma vez eu disse que gosto muitão de doce? Caso eu não tenha: Eu amo doces.

Estou agorinha com uma cesta de abóbora cheio deles. Eu os peguei na noite de Halloween.

Foi muito legal sair com o Anjinho, o Ben e o Nicholas para pegar doces. A Olivia não conseguiu ir porque teve um problema familiar, então eu e o Ben pegamos doces para ela não fica sem.

Todo mundo foi fantasiado, até mesmo o Gray. Ele tinha negado bastante a minha ideia de ele ir como drácula, mas quando eu ameacei de tirar o mama ele rapidamente concordou, emburrado, mas concordou.

E eu fui de Vanellope! Ela é tão legal e gosta de doces assim como eu, então foi a fantasia perfeita.

- Acho que já está bom de doces por hoje. - Gray me tira dos meus pensamentos.

Estamos no carro, ele dirigindo como sempre e eu sendo folgada do lado. A gente vai visitar a mamãe do Anjinho hoje, porque vamos ficar um tempo fora da cidade e ele queria ver ela uma última vez antes viajarmos.

Sim, vamos viajar.

Gray decidiu de um dia para o outro a viagem, cheguei a perguntar o porquê, mas ele apenas disse que era para comemorar nossa felicidade.

Ele chegou a perguntar se eu queria ir para algum lugar em específico, eu disse que gostaria de ir para a Itália por conta do filme Luca, então ele decidiu que vai ser para lá que vamos.

- Mas só comi três doces.

- Três em menos de um minuto você quis dizer. - Solta risinhos.

Mesmo não querendo eu guardo meus docinhos, se eu comer todos agora, o Anjinho não vai querer fazer minhas panquecas de chocolate ou me levar para tomar sorvete depois.

Eu os guardo dentro do porta luvas, junto com alguns giz de cera, uns remédios e minha pasta de desenho. Ué, não era para a pasta estar aqui.

- Anjinho, por que minha pasta está no carro?

- Eu precisava de alguns desenhos dele. - Balança os ombros e a curiosidade me atiça.

- Pra que?

- Depois saberá.

- Você sempre tá com segredinhos. - Cruzo os braços tentando parecer desconfiada.

- E eu sempre os conto para você depois.

É mesmo, não deveria estar reclamando, mas é que eu fico muito ansiosa para saber o que é.

- Agora vamos antes que acabe o horário de visita.

Nem tinha percebido que já havíamos chegado.

- Não esqueça sua bolsa.

Anjinho me conhece bem, eu ia esquecer minha bolsinha mesmo.

A pego e deixo rente ao meu corpo, nela eu carrego minhas coisas importantes, um gloss, um chiclete de morango para mim e outro de menta para o Gray, um espelinho e o desenho que fiz para a mamãe do Anjinho.

Fizemos o procedimento de sempre, as enfermeiras atualizou sobre a saúde da mamãe dele e elas nos levaram até ela.

- Ela deve gostar muito daquele lugar. - Falo me referindo ao jardim e ele concorda.

Nas duas vezes que viemos visitar ela, o Anjinho fica bastante quieto e pensativo. Tento aliviar um pouco o clima conversando mesmo que ele não responda.

Olhos AzuisOnde histórias criam vida. Descubra agora