Capítulo 61

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Grayson

Luna tinha uma ideia de quanto dinheiro eu tinha, mas ao ver que comprei um jatinho particular apenas para irmos viajar, definitivamente a deixou chocada e literalmente de boca aberta. Foi fofo a sua cara de surpresa.

Por ser a sua primeira vez voando, é de se esperar que fique nervosa e inquieta, e foi exatamente isso que aconteceu.

Na decolagem a garota ficou bastante nervosa, segurou minha mão e seu coelho até estarmos estabilizados no ar. Depois do nervosismo passar, ficou um bom tempo encarando a janela com animação e eu apenas fiquei a admirando.

Ela dormiu mal a noite por causa da ansiedade para a viagem, então quando o cansaço apareceu ela me usou como cama e tirou um longo cochilo. E ao acordar ficou entretida com seu tablet enquanto eu aproveitava meu delicioso leite.

Agora com seu coelho no colo e mesmo que o coelho esteja bem, Luna coloca band-aid aonde estavam os rasgos que a gata havia causado.

Marie ficou aos cuidados de Benjamin e Nicholas, ambos se voluntariado para ficar por um tempo com a gata. Na verdade, Ben que ofereceu para ficar com ela e como meu amigo tem um grande poder em Nicholas, ele também aceitou ficar com a gata.

A aterrisagem foi de boa, Luna ficou mais tranquila que na decolagem. Durante o caminho até o hotel ela contava animada seus planos - que já havia me contado várias vezes - para fazer aqui na Itália ao amanhecer, mas por agora a única coisa que vamos fazer é descansar para o próximo dia.

- Eu fiquei com um pouquinho de medo no avião. - A encaro com a sobrancelha arqueada ao mencionar "pouquinho". - Tá, talvez um pouco mais.

Confessa e sorrio tirando seus sapatos.

- Mas eu gostei de viajar de avião.

- É bom se acostumar, pois teremos muitas viagens para fazer.

Vou até sua mala já aberta e pego seu pijama. Luna não usa mais a roupa que dei quando a resgatei para dormir, no momento ela usa um conjunto lilás, mas as vezes pega camisas - que servem como vestidos - minhas como pijama. E quando ela as usa é impossível manter o controle, ou melhor, controlar meu pau.

Enquanto ajeito a temperatura do ar condicionado ela troca de roupa e deita na cama ao terminar. E eu coloco minha calça de moletom após retirar minha camisa e não perco tempo longe dela.

É uma ótima sensação estar nos braços da pessoa que ama, um conforto e serenidade nunca sentido antes por mim.

Quem diria que eu estaria sendo tratado como um bebê por uma garota, logo eu que não trocava minha vida monótona e sozinha por nada.

- Precisa descansar, Anjinho. - Um beijo é depositado em minha cabeça. - Quase não dormiu hoje.

Seu tom é de repreensão, mas não ligo, apenas aproveito sua carícia em meu cabelo e o carinho em cima das cicatrizes em minhas costas enquanto estou mamando.

Se Luna disse algo mais eu não me lembro, a última coisa que me recordo antes de apagar é de descansar uma mão em seu outro peito.

[...]

Eu poderia jogá-la por cima dos meus ombros e a levar de volta para nosso quarto do hotel. Seria simples e fácil, ela não tem o mínimo de força para me impedir de tomar tal atitude.

Olhos AzuisOnde histórias criam vida. Descubra agora