Grayson
Anos depois:
Durante a noite, a insônia me concede ter visões maravilhosas da minha esposa dormindo.
Luna descansa a cabeça em meu peitoral, exatamente no lugar da tatuagem que se originou do seu desenho. Meus braços acolhem o corpo da mulher da minha vida enquanto faço carinho em sua barriga.
Minha mulher é linda para caralho. O tempo apenas fez bem para ela, suas maçãs do rosto ficaram mais aparente, os traços do rosto mais maduros e seu corpo ganhou mais massa por conta dos hormônios. Trinta e dois anos de pura beleza.
Acompanhar Luna se tornar a mulher que é hoje, intensificou o sentimento de orgulho que tenho por ela.
Duas batidas na porta do quarto fazem eu desviar a atenção da minha mulher. A porta entreaberta revela a figura infantil, que caminha até a cama em passos silenciosos.
- Papai? - Ouço sua voz doce sussurrar. - Posso dormir aqui?
Meu filho não precisa pedir novamente, o estendo a mão como ajuda para subir na cama e para o acolher também.
- Aconteceu alguma coisa?
- Fui beber água e naum consigui durmir de novo. - Diz com um bico nos lábios.
Meu filho se aconchega em mim do seu jeito preferido, com a cabeça deitada na curva do meu pescoço enquanto segura minha orelha. Hábito que criou na época que era amamentado por Luna.
- Papai, o carinho. - Ele me lembra.
Assim como sou com sua mãe, eu não consigo negar algo a ele, especialmente o cafuné em seus cabelos escuros que tanto gosta.
Henri é uma criança doce, educada, gentil e muito amorosa. Meu filho ama ser mimado com ataques de beijos, abraços e cafunés. Seu momento favorito do dia é quando chega da escola e recompõe o carinho que não teve de mim e da Luna durante seu período de aula. Uma criança adorável posso dizer.
Fisicamente ele é uma mistura perfeita de mim e Luna, seu cabelo e o olhos azuis no tom da minha mulher, já a altura e o nariz reto definitivamente são meus.
- Posso fazer carinho na mamãe também?
- Sem acordá-la. - Respondo trazendo o corpo da minha mulher para perto.
Sua pequena mão alcança a barriga da Luna e acaricia mantendo o padrão de movimentos igualmente aos meus.
- A bebê também tá dormindo?
- Está sim.
A bebê. Ainda estou acostumando com o fato que vou ser pai pela segunda vez, sei que já passaram três meses desde que eu soube da notícia, mas ainda assim, estou me sentindo nervoso e ansioso como a primeira vez.
Luna e eu decidimos ter Henri e a bebê - ainda não nomeada - após olharmos com cuidado alguns âmbitos da nossa vida.
Dinheiro nunca seria um problema, então isso nem foi uma preocupação. Meu trabalho não iria me privar de estar ao lado da minha mulher e dos meus filhos, eu nunca deixaria isso acontecer. Também esperamos Luna ter uma estabilidade com seu trabalho após terminar a faculdade, assim nada a atrapalharia mesmo eu estando ali para ajudar. O emocional foi a única coisa mais delicada para lidar.
O medo de falhar como pais existia, Luna temia que seu infantilismo a fizesse uma péssima mãe e eu temia - mesmo não intencionalmente - me tornar um péssimo pai. Mas após muitas seções de terapia a ideia de falhar começou a ficar distante e o desejo de amar intensamente um fruto do nosso amor cresceu.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Olhos Azuis
RomanceGrayson estava vivendo sua vida monótona como todos seu dias, ele estava acostumado com essa vida e não pretendia mudá-la. Mas quando sua vida se cruza com uma pequena garota em uma situação nada comum, ele se vê perdido e com o bônus de ter que ma...
