Capítulo 62

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Luna

Meu doce favorito no momento está sendo o sorvete. Eu comeria no café, no almoço, no lanchinho da tarde e na janta, e ele também seria a sobremesa em todas as refeições.

Sorrio ao ver o atendente chegar com o meu pedido e o agradeço em italiano como Gray me ensinou. Sabia que ele é fluente em italiano e outras milhões de línguas? Eu não sabia, fiquei um pouco surpresa ao descobrir, não tanto porque o Gray é inteligente, então é óbvio que ele vai saber falar outras línguas.

Eu descobri outra coisa que gosto no Gray e é quando ele fala italiano. Toda vez que vai falar com alguém eu o ouço atentamente, parece que a voz dele fica mais grave e bonita. Nem me importo em saber o que fala, porque com certeza não é nada de mais, mas gosto de ouvir do mesmo jeito.

- É um mistério você não ficar com dor de barriga com o tanto de doce que consome.

- Ah, nem é tanto assim. - Dou ombro encarando o Gray que não quis nenhum sorvete. - Eu peguei o sorvete médio deles.

O sorvete veio em uma taça com a borda de chocolate e amendoim, dentro tem granulado, canudinhos, morango, pedaços de chocolate, bolas de sorvetes de sabores diferentes, cobertura e um Oreo.

Não acho que é tanto doce assim. Eu conseguiria comer muito mais.

- Você não quer um pouco?

- Não, obrigado. É muito doce para mim.

Eu ia dizer que ele é velhinho, por isso não gosta, mas dá última vez que eu mencionei a idade dele, ele achou que não deveria estar comigo, então só fico quietinha.

- O que achou do passeio de barco?

- Muito legal! Você viu as casas? São tão bonitas e coloridas.

- São mesmo.

Rouba um pedaço de chocolate meu. Ué, ele acabou de dizer que não queria.

- Gosta de casas mais coloridas?

- Uhum, quando tem cor parece que deixa as pessoas e o ambiente mais alegre. - Pego uma colher do sorvete de baunilha. - E você gosta?

- As cores sendo nos tons certos para o ambiente, eu não vejo nenhum problema.

- Por isso que a casa não tem tantos cômodos coloridos né? - Ele confirma.

Demorei um tempão para terminar meu sorvete, algumas vezes até congelei meu cérebro porque comia rápido. Anjinho furtou algumas colheres do sorvete de menta, que bom que ele pegou, pois pedi esse sabor especialmente para ele.

Quando saímos da sorveteria, nós vamos caminhando pelo parque próximo. Gosto bastante de caminhar com o Anjinho, porque assim a gente fica de mãos dadas e acho isso romântico.

Tem bastante pessoas aqui, algumas passeando, brincando com cachorro, fazendo piquenique, andando de bicicleta e patinete. Todos parecem estarem felizes, o que é muito legal.

- Anjinho, olha. - Chamo sua atenção para o gato que passa ao nosso lado. - Nunca vi um gatinho passeando de coleira.

- Marie iria odiar. - Ele ri comigo.

Olhos AzuisOnde histórias criam vida. Descubra agora