Capítulo 14

7.5K 845 59
                                        

Acordo na manhã seguinte as 10hrs com o meu celular tocando embaixo do meu travesseiro. Levei um susto e fiquei tateando minha cama até o encontrar. Fiquei empolgada pensando que pudesse ser Peter, mas não era.

- Oi amiga. – digo a Fabiana, tentando disfarçar a decepção. – Você está ficando boa em me acordar, hein?

Ela ri.

- Pelo jeito a noite foi boa ontem. – ela diz. – Ainda na cama essa hora. – ela faz uma pausa e continua. – Queria te ver, posso ir até sua casa?

- Claro que pode. Aconteceu alguma coisa?

Senti a voz de Fabiana muito triste e melancólica.

- Não, está tudo bem. João vai passar o dia fora e eu queria companhia.

Sabia que ela estava mentindo, mas resolvi não aborrecer ela.

- Ok. Te espero aqui então.

- Ótimo. Então venha abrir a porta para mim, porque já estou aqui embaixo.

Ela ri.

- Você está falando sério? – pergunto incrédula.

- Vai logo garota. Eu estou derretendo nesse calor.

- Ok.

Desligamos o telefone e eu fui até o interfone para liberar a porta.

- Você é maluca, Fabi. – digo a ela abrindo a porta. – E se eu não estivesse em casa?

- Você? – ela bufa desdenhando de mim. – Eu tinha certeza de que estaria em casa. Você nunca sai.

- É verdade.

Nós rimos e trocamos beijinhos de cumprimentos.

- Vou fazer café para nós duas.

Ela concorda com a cabeça e se senta em uma banqueta próxima mureta que divide a sala e a cozinha. Quando percebe que tem louça o bastante na pia, para que duas pessoas tivessem comido, ela dispara.

- Ou faz uma semana que você não lava louça, ou você teve visitas ontem a noite. – ela me olha querendo saber. – E ai, quem é o sortudo?

Dou uma risadinha indecente para ela e faço um silencio dramático, mas acabo por contar de forma superficial o que aconteceu.

- Ontem quando cheguei no estúdio do Marcello, tinha um buquê lindo de rosas, que o Peter me mandou.

- Quem? – pergunta Fabiana embasbacada. – Peter Louis?

Digo que sim com a cabeça e ela forma um O com a boca em surpresa e eu continuo.

- No cartão dizia que ele não sabia para onde mandar, então mandou para o escritório de Marcello. No final da sessão de fotos fomos, eu e Marcello, para um bar tomar um drink e eis que o Peter passa de carro pela rua e nos vê sentados a mesa. Ele simplesmente resolveu nos acompanhar nas bebidas e depois nos acompanhar até em casa e depois de fazer um charme, eu deixei ele subir para comer uma pizza comigo.

Ela fica esperando por mais, mas eu queria terminar por ali. O café ficou pronto, passei uma xicara para ela e peguei uma para mim e fomos nos sentar no sofá.

- Ok, mas e ai? – ela pergunta. – Depois da pizza, não rolou nada?

Eu queria omitir o beijo, mas tinha certeza de que ela não iria acreditar, então resolvi optar pela verdade.

- Só um beijo, na hora dele ir embora. – dou de ombros, como se não tivesse sido nada. – Só para nos despedirmos.

Achei que ela fosse me bombardear de perguntas do tipo, como foi? Se ele tem pegada? Se o beijo foi bom? Se eu senti vontade de ir pra cama com ele? Mas não. Ela simplesmente bebeu um gole de café e fixou os olhos no quadro acima da TV.

Preço de um recomeço #Wattys2016Histórias para pegar e não largar. Descubra agora