Capítulo 57

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Quando Joana se acalmou e parou de chorar, foi lavar o rosto no banheiro enquanto eu pegava mais algumas casquinhas para nós quatro.

Encontramos Gabriel se divertindo horrores com Marcos no balanço.

Assim que o menino viu os sorvetes nas nossas mãos, deu um salto do brinquedo e veio correndo ao encontro da mãe.

- Isso é muuuuuito divertido. – ele gritou quando chegou aos pés de Joana, nos fazendo dar risada.

- Você brincou bastante? – ela perguntou a ele já entregando a casquinha.

Ele balançou a cabeça efusivamente.

- O tio Gabiel me empurrou bem lá no alto. Né, tio?! – Marcos já estava todo lambuzado de sorvete e aquilo só deixava mais encantador ainda.

- Bem no alto. – Gabriel respondeu visivelmente encantado pelo garoto. – Seu filho é muito bonzinho Joana.

- Obrigada. – ela simplesmente respondeu orgulhosa.

Terminamos nossos sorvetes e fomos embora. Na rua, parei um taxi para ela.

- Vou mexer meus pauzinhos e te ligo para marcarmos alguma coisa, ok? – eu disse a abraçando.

- Obrigada mais uma vez Heloisa. Não estaria aceitando sua ajuda se eu não precisasse realmente.

Sorri para ela.

- Eu sei, querida. – abri a porta para ela e deixei um beijo na cabeça de Marcos, antes do taxi arrancar levando eles embora.

Voltando para casa, eu contei toda historia para Gabriel e peguei meu celular ligando para Marcello.

- Oi Gata. – atendeu ao terceiro toque.

- Marcello, seja sincero. Você acha que consegue trabalho para a Joana? – fui direta ao ponto.

- Não sei. Nem mexi no material dela ainda. – disse confuso. – Por quê?

Pensei que ele talvez não conseguisse trabalho pra ela rápido possível.

- Por nada querido. Obrigada. – agradeci . – Caso haja alguma coisa, dá prioridade pra ela. Por favor.

- Ok. Mas vou querer saber qual o babado dessa vez.

E depois de prometer a ele que iria contar tudo, tin tin por tin tin, eu desliguei o celular.

Disquei novamente para outro numero. Assim que fui atendida já disparei.

- Peter, preciso da sua ajuda.

Ele seria a melhor pessoa para nos dar uma direção. E rápida.

Marcamos de nos encontrar em seu apartamento. Então agora, estávamos nós quatro, jogados pela sala principal de Peter, depois de eu ter relatado a minha conversa com Joana.

- Ela disse que está hospedada em um albergue de imigrantes. Mas que conforto isso pode proporcionar?

- Não deve ser muito pelo eu conheço. – Kathy soltou. – Ainda mais estando doente.

- Esse é exatamente o ponto. – eu levantei do puff e comecei a andar de um lado para o outro em frente ao janelão da sala. – Precisamos ajuda-la.

- Mas você está pensando no que? Em dar abrigo a ela? – Gabriel me perguntou. Como não respondi ele continuou. – Pelo amor de Deus Heloisa, você nem conhece a mulher direito. Nem sabe se tudo isso é verdade. Não pode coloca-la debaixo do seu teto.

Preço de um recomeço #Wattys2016Histórias para pegar e não largar. Descubra agora