*** FELIZ ANO NOVO POVO LINDO ***
Amados que nosso ano de 2016 seja muito abençoado e iluminado... Desejo que todos os sonhos se realizem e muitos livros pra gente ler ;)
Quem aqui tá com saudade da Helo e do Peter??????
Antes de postar a leitura queria comunicar que os capitulos que eu tinha em "estoque" estão acabando então a partir de agora eu vou postar duas vezes por semana. Vou tentar fixar as segundas e quintas. Caso eu não consiga eu aviso vocês.
Bora matar as saudades?
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Peter estaciona e desliga o carro, ficamos ali parados em silencio por alguns minutos.
Ainda era cedo, não passava das 21hrs. Os minutos foram passando e eu enfim quebro o silencio.
- Eu vou subir. – digo a ele já desatando o sinto de segurança.
- Talvez eu devesse ir embora. – ele dispara.
Eu não respondo e coloco a mão na maçaneta da porta. Ele segura minha mão e me faz olhar para ele.
- Ei! Desculpe-me. – ele passa as costas dos dedos no meu rosto. – Eu gostaria de ficar. Posso?
Apenas balanço a cabeça positivamente. Subimos em silencio.
Entramos no apartamento e onde eu ia, Peter vinha atrás em silencio, igualzinho Meg faz. Parecia um cãozinho carente.
Entrei no banheiro e pus a banheira para encher. Precisava de um banho relaxante. Voltei para o quarto e Peter estava sentado na cama.
- Eu não gostei nem um pouco daquele babaca me desdenhando. – falo finalmente o que estava na minha garganta.
- Eu sei. – ele responde muito baixinho e de cabeça baixa. – Ele não tinha o direito de dizer aquilo. Vou conversar melhor com ele na segunda-feira.
- Quem ele pensa que é para me diferenciar de "modelos gostosas". Ele é ridículo. – falo cuspindo fogo. – E porque ele acha que tem o direito de te dar conselhos de quem deve sair ou não. – suspiro mostrando frustração.
Me sento ao seu lado na cama e coloco uma mão em seu joelho.
- Mas ele tem razão e eu não sei como fazer isso dar certo. – continuo com meu desabafo.
Ele franze a testa.
- Isso o que? – ele pergunta.
- Nós. – mostro a nós dois com a mão. – Acho que vivemos em mundos diferentes. Eu sempre vou estar exposta na mídia.
- Nós vamos arrumar um jeito de dar certo.
Eu assenti, levantei da cama e estendi a mão para ele.
- Vamos para banheira comigo?
Ele se levantou e me seguiu até o banheiro. Tiramos nossas roupas e mergulhamos na agua morna e acolhedora.
Peter entrou primeiro e se ajeitou e em seguida eu me sentei entre suas pernas.
- Essa história de pavor de ser exposto, é algum tipo de fobia? – pergunto, querendo entender o porquê de tanta neurose com uma foto publicada.
Ele bufa e fica em silencio por alguns minutos, mas acaba falando.
- Ok. Vou te contar um pouco da minha história. – ele faz uma pausa e começa a narrar. – Eu não sou filho legitimo dos meus pais. Em uma noite fria de Dezembro, alguns meses depois deles terem se casado, eles voltavam de um jantar de amigos pela rua da Santa Casa de Miami e escutaram um choro de bebe vindo de um amontoado de caixas de papelão na calçada. Muito assustada, minha mãe se aproximou e me viu dentro de uma delas. Ainda estava com o cordão umbilical, mas estava com uma pulseirinha do hospital. Eles me pegaram e correram comigo para dentro do hospital novamente. Fui atendido e liberado logo em seguida, mas a coordenação do hospital não tinha nem ao menos dados mais específicos da minha mãe biológica. Na pulseirinha dizia apenas Mãe: Helena Rodriguez; Bebê: Peter. Meus pais procuraram por policiais dentro da unidade de saúde e contaram o que havia acontecido, mas eles pouco podiam fazer também. Então, meus pais resolveram correr atrás de papeladas para que eu pudesse me tornar filho deles. E foi o que aconteceu. – ele faz uma pausa, puxa ar para os pulmões e continua. – Eu sempre soube que fui adotado. E, então, á uns seis anos atrás, um homem, se dizendo meu pai biológico, apareceu reivindicando direitos sobre minha pequena fortuna. Disse que minha mãe biológica queria me encontrar e que estava muito doente. Eu nunca quis saber quem eles eram. E se eles tiveram a coragem de me jogar na calçada em uma noite congelante, para morrer, eu também não me importo com eles, nem mesmo se estão doentes e precisam de mim. Minha família é e sempre será os Louis. – ele faz outra pausa e eu fico estática, com medo de me mexer e ele parar de falar. – Eles me acharam pelas fotos e matérias ao meu respeito que saiam na mídia. John, que é meu advogado e amigo, já algum tempo, me aconselhou a entrar com essa liminar e mudar de estado e começar tudo de novo. E foi o que eu fiz. Vendi minha sede de Miami e formei outra aqui do zero e desde então nunca mais sai nas mídias. Apenas deixei ficar exposta, aquela matéria que você encontrou. Somente para os meus clientes saberem que eu ainda estou em ativa nos negócios. Mas se você olhar bem a matéria, vai ver que não tem dado nenhum meu. Nem localidade exata, nem nada. – ele ri desgostoso. – Você nota a ironia? Eu, um CEO da área de publicidade e propaganda, me exilo das mídias. Muito irônico.
Balanço a cabeça positivamente confirmando sua narrativa.
- É verdade. – digo brincando coma espuma da banheira.
Peter me abraça forte e sinto sua voz embargada de emoção.
- Eu não quero ser encontrado por eles, entende? Eu não quero contato com nenhum deles.
- Peter, não seria melhor você tentar se encontrar com sua mãe? Para saber qual foi o motivo pelo qual ela te abandonou.
- Minha mãe é a Sra. Louis, Heloisa. E ponto final. – diz ele de forma seca encerrando a conversa.
Fico em silencio por alguns minutos.
- Acho bom sairmos da água agora. – mostro meus dedos. – Estou entrando em decomposição aqui dentro. – dou risada.
Saio da banheira e ele vem atrás. Nos secamos, passei um roupão branco para Peter e vesti o meu conhecido cor de rosa.
- Acho que estou um pouco cansada depois disso tudo. Preciso de uma boa noite de sono.
Peter assenti e puxa o edredom da cama para que eu me deite. Assim que eu me ajeito ele se deita ao meu lado, apaga a luz do abajur nos deixando em uma escuridão confortável e me abraça.
- Boa noite minha linda Heloisa. – ele beija meu cabelo.
- Boa noite meu anjo. – respondo.
Peter logo adormeceu, mas eu ainda fiquei remoendo aquela historia toda, e pensando de que forma resolveríamos nossas diferenças. Eu sempre tão exposta e de certa forma, gostando dessa exposição, e ele tão reservado e tendo pavor de aparição publica.
Com a cabeça latejando de tanta dor, resolvi fechar os olhos e dormir de uma vez.
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Preço de um recomeço #Wattys2016
RomanceHeloísa Sanches é uma mulher de 30 anos que se vê sem chão após uma grande decepção em seu casamento com Ricardo. Logo após a separação ela decide que vai tomar outros rumos na sua vida. Desiste de seu emprego, de sua vida no Brasil e decide se aven...
