Capítulo 39

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**** Tréééégua minha gente.... Heloisa caiu em si.... glória a Deus!!!! ****


Quando volto para a sala, Peter esta sentado todo esparramado no sofá, com as pernas esticadas em cima da mesinha de centro e a cabeça jogada para trás apoiada no encosto e de olhos fechados. Meg está deitada no tapete em frente a ele tirando um cochilo.

Sua expressão era de cansaço. Alguma coisa muito errada estava acontecendo, além claro, do nosso desentendimento.

Estava tudo no mais completo silencio e mesmo assim ele não percebeu quando eu me aproximei dele, por trás do sofá, e beijei sua testa. Foi quando ele abriu os olhos e sorriu. Ele fez menção de se levantar mas eu o segurei no lugar então voltou a deitar a cabeça e fechar os olhos.

- Você vai me contar o que está te deixando assim cansado e preocupado? – comecei uma massagem no seu pescoço e fui alongando até os ombros largos. Peter gemeu em satisfação.

- Nada que eu precise te preocupar. – respondeu quase que num sussurro.

Pausei a massagem, peguei o controle do radio que estava em cima do sofá e o liguei. Uma radio local tocava uns Blues antigos, perfeito para o momento de relaxamento.

Voltei a minha posição de massagista e o ambiente foi preenchido apenas pela musica.

- Acho que você deveria se abrir mais comigo, já que agora somos namorados.

Peter riu baixinho e eu sorri.

- Desculpa por aquilo. Eu sei que você merece um pedido oficial e realmente agi como homem das cavernas querendo marcar território, mas achei a situação bem propicia.

Dei de ombros, mesmo sem que ele pudesse ver. Não me importava com aquilo. O que me importava era que para qualquer efeito, ele me considerava como sua namorada e isso já me tirava da zona de amigas.

- Falando sério Peter, se abre comigo. Você anda estressado e cansado, desde que te conheci. Às vezes meio misterioso até. Juro que não vou contar pra ninguém.

Caímos no silencio de novo e até achei que ele havia dormido, pois sua respiração ficou mais lenta e profunda. Mas não. Quando parei de massageá-lo, pegou minha mão direita e puxou até sua boca deixando um beijo na minha palma.

Dei a volta e ia sentar ao seu lado, mas ele me puxou para seu colo. Ainda bem que ele era forte, caso contrario, eu iria quebra-lo ao meio.

Me aconcheguei no seu colo e deitei minha cabeça em seu peito.

- Alguns problemas na empresa, mas não é isso que esta me consumindo. São problemas com minha família em Miami.

Percebi que Peter de pouco em pouco olhava para o corredor. Onde havia os quartos. Então notei que talvez ele estivesse com receio de contar algo com medo de que Gabriel aparecesse.

- Pode falar. Gabriel disse que iria tomar um banho e dormir até amanhã.

Ele assentiu e beijou minha têmpora.

- Meu irmão é o que podemos chamar de ovelha negra da família. Sempre nos deu muito trabalho. Ele é o único filho legitimo dos meus pais, e acho que por isso, ele se acha no direito de aprontar as dele. – Peter suspirou. – Meus pais me ligaram ontem pedindo que eu fosse para lá conversar com Nathan, pela milionésima vez.

- E por que não foi?

- Não queria viajar deixando a nossa situação do jeito que estava. Minha família me consome. Alias, Nathan me consome. Mas eu quero dar prioridade para mim mesmo agora. E você, nós, está incluído nisso.

Preço de um recomeço #Wattys2016Histórias para pegar e não largar. Descubra agora