Capítulo 68

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A ONG para crianças órfãs era um lar bonito. Toma conta de uma casa grande, com dezenas de quartos divididos em alas masculinas e femininas. Tem um enorme refeitório, sala de TV, sala de jogos, uma enfermaria e um pátio lindo, que tem vista para o mar, muito bem cercado, obviamente, banquinhos por toda parte, um playground e uma tenda onde as crianças podem aprender a arte circense, caso seja do gosto delas.

As crianças menores de seis anos tinham aprendizagem ali mesmo, enquanto as maiores iam e voltavam todos os dias da escola publica da região.

Embora tudo fosse simples e modesto, era visível que existia muito amor naquele local.

Estávamos agora, sentados em um dos bancos do pátio esperando Rebecca ir buscar o pequeno Henrico.

Depois da minha chantagem na varanda do apartamento de Peter, eu o convenci de virmos visitar o seu irmãozinho. Mas antes, passamos no obstetra e fiz o ultrassom. Naquele momento estava com quatro semanas. Hoje já estava completando seis semanas de gestação e o bebe crescia forte e saudável. Apesar dos enjoos constantes e as mudanças de humor frequentes, eu estava bem.

Gabriel voltou para o Brasil deixando uma Kathy desolada, assim como eu achei que ficaria, mas eu tento inclui-la em tudo.

Ah, a proposito, ela está morando com Peter agora. Resolveu que vai seguir a carreira de modelo Plus também. Marcello conseguiu muitos trabalhos para ela, ainda mais agora que eu sai da fama.

Pois é! Peter não me deixa nem pensar direito, quanto mais trabalhar. É enervante, mas eu concordo. Eu mesma já havia tomado a decisão de dar um tempo por conta da gravidez.

Eu só consegui voltar para meu apartamento por que convidei Joana e Marcos para morarem comigo. Sendo assim, tenho companhia todos os dias e quando ela precisa sair para fazer fotos, Peter manda Lourdes pra ficar comigo. As vezes me sinto sufocada e já até falei isso pra ele, mas não adianta.

"É o bem estar dos meus amores que está em jogo." Ele diz sempre. Vou contestar como?

Não contei a novidade de Joana né? Além de estar gozando de uma saúde excelente, graças aos tratamentos cardíacos que vem fazendo, ela conseguiu laçar o coração de Nathan.

Estão namorando desde então. Não é lindo? Marcos adora meu cunhado e o sentimento é reciproco.

Por enquanto, meio que á distancia, mas tenho certeza de que isso muda logo, logo.

E sim, nós viramos amigas. No dia seguinte que eu sai do hospital ela foi me visitar e colocamos todos os pingos is. Disse tudo o que estava entalado na minha garganta e ela me pediu perdão.

Bem, a verdade é que eu não me sentia no direito de perdoar ninguém. O mal foi feito aos meus amigos e principalmente a ela. Mas perdoei mesmo assim.

Tive que dar a noticia da gravidez para meus pais pelo telefone. Bom, minha mãe ficou histérica de alegria e meu pai, histérico mas de uma forma não muito boa.

Como daquela primeira vez, eu havia colocado no viva-voz e Peter ouviu tudo. Inclusive o momento que meu amado pai se queixou de eu estar gravida de um homem que nem me pediu em casamento.

Foi bem constrangedor! Mas pais são pais, não é?!

Com isso, já se passaram duas semanas desde a noite na varanda, e a ansiedade está me matando aqui esperando pelo meu cunhadinho.

Um risinho infantil se fez presente atrás de nós e nós viramos ao mesmo tempo.

Como se em câmera lenta, Henrico vinha segurando a mão de minha sogra, saltitando e rindo de alguma coisa que ela dizia.

Preço de um recomeço #Wattys2016Histórias para pegar e não largar. Descubra agora