Capítulo 66

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A reação do meu Deus Latino estava me preocupando.

Desde o minuto que eu falei que estava gravida, ele está paralisado em minha frente, ainda segurando minha mão e ao que tudo indica, esta segurando a respiração também.

Já faz uns cinco minutos que ele não diz nada.

- Fale alguma coisa. – eu pedi em um sussurro.

Ele pareceu despertar e focou o olhar em mim.

- Gravida? Mas como? – ele parecia meio entorpecido. – Quer dizer, você não tomava pílula?

Ok?! Não era essa a reação que eu esperava que ele tivesse.

Nos meus sonhos secretos, Peter ficaria tão feliz que sairia gritando para o mundo escutar que seria pai e estávamos muito felizes.

Essa confusão em seus olhos não fazia parte da minha fantasia e algo, nesse momento, murchou dentro de mim. Talvez tivesse sido melhor não ter contado ainda.

Soltei sua mão.

- Pois é. Foi surpresa pra mim também, mas a Dra. disse que isso pode acontecer. É difícil, mas acontece. - acho que a frieza na minha voz o alertou. – Olha Peter, se você não quiser...

- Eu vou ser pai. – ele disse pausadamente. – Pai. – disse novamente como se experimentasse a palavra. E nesse momento o sorriso mais lindo brotou nos seus lábios arrancando de mim mais lágrimas, só que agora de alivio. – Estamos grávidos?

Eu assenti.

- Estamos.

Ele começou a rir. Uma risada gostosa que me contagiou. E então ele me apertou em seus braços num abraço torturante.

- Um filho. Meu Deus! – meu Deus latino não sabia se ria, chorava ou simplesmente comemorava. – Nosso filho, minha linda. Nosso.

Ele pousou a mão na minha barriga de uma forma tão leve que quase não se podia sentir o toque e depois abaixou a cabeça e deixou um beijo carinhoso na minha, já avantajada por natureza, pança.

- Oi bebê. Eu sou seu pai, sabia? – Peter chorava muito e falava com aquela sementinha de amor dentro de mim. – Eu e a mamãe já estamos muito ansiosos para ver você e o amamos muito, muito mesmo.

Ah não! Quem aguenta um Peter tão fofo assim?

Eu já estava chorando tanto que seria possível encher algumas represas com minhas lagrimas.

Malditos hormônios da gravidez.

Uma das minhas mãos foi para a barriga e a outra na cabeça do meu namorado.

- Sim. Nós já te amamos muito.

De repente a porta se abre e a família animada de Peter entra fazendo um estardalhaço.

Todo mundo falando ao mesmo tempo, fazendo festa e perguntas.

- Gente, calma. A Helo precisa descansar. – Peter disparou já testando seus instintos protetores.

Leonard e Nathan estavam só sorrisos no canto da sala. Kathy veio me abraçar e também foi bem delicada quando me parabenizou. Gabriel ficou ao pé da cama fazendo carinho nos meus pés.

Rebecca estava histérica.

- Eu vou ser vó. – ela estava andando de um lado a outro do quarto. – Meu Deus! Eu vou ser vó. – ela respirava e expirava como se tivesse fazendo um exercício de Yoga. – Avó. Vovó.

Preço de um recomeço #Wattys2016Histórias para pegar e não largar. Descubra agora