O carro corria mais do que Alfonso jamais correu um dia, ele tinha os olhos fixos no carro a sua frente, o volante quase se desfazendo em suas mãos, seu nariz ainda sangrava, mas a dor já não era sentida. E a sua frente, o carro dela.
Eles ainda estavam na estrada quando Alfonso colocou o revolver para fora da janela ao seu lado, ainda em movimento ele atirou, foi apenas um tiro, onde atravessou o vidro traseiro do carro dela, e imediatamente o automóvel parou.
Anahí parou o carro com o susto em uma freada brusca, olhava para frente atônica, levou a mão até sua orelha e quando voltou para sua frente, os dedos estavam sujos de sangue.
Anahí: Filho da mãe. –xingou, esticando-se para se olhar no espelho retrovisor do carro, sua orelha levemente cortada-
Alfonso avançou até o carro parado, e quando chegou até ele, ela olhava para sua orelha, ele abriu as portas traseiras, pegando a maleta de volta, ele estava furioso carregando a maleta em uma mão e o revolver na outra. Ele foi até a porta dela e lhe encarou.
Alfonso: Da próxima vez, não miro na sua orelha e sim no seu crânio, sua vadia! –avisou, saindo logo em seguida-
Anahí sorriu balançando a cabeça, e enquanto isso, ele passava com o carro ao seu lado, saindo apressado. Ela suspirou, agora séria, pensando no que fazer, tinha que recuperar a maleta, de algum jeito.
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Já era noite quando Anahí saiu do hotel onde estava hospedada. Ela vestia um vestido preto tão justo que parecia uma segunda pele que ia até abaixo dos joelhos, o decote era generoso, os saltos altos da mesma cor, e os cabelos soltos completamente lisos. Ela se direcionou a outro hotel, indo até o restaurante do estabelecimento. Quando chegou lá, sorriu ao ver Alfonso, ele era tão previsível.
Ela se direcionou ao hotel onde ele estava, com a vaga lembrança de que ele odiava fazer as refeições no quarto, só fazia isso quando eles não conseguiam sair do quarto depois de estarem cansados de fazer sexo. Ela mordeu os lábios com as lembranças, Alfonso tinha sido um dos melhores homens que já esteve em sua cama, ela admitia. Depois dele, não houve outro tão bom.
Ela sorriu para o maitre e avançou até a mesa onde ele estava, sentando-se junto a ele calmamente. Ele se assustou ao vê-la ali, desgraçadamente linda. O que diabos ela estava fazendo ali?
Alfonso: O que você quer aqui? –perguntou entre os dentes, depositando a taça de vinho sobre a mesa-
Anahí: Você me chamou de vadia, eu fiquei... Magoada! –falou com um bico, falsamente ofendida-
Alfonso: Não falei nenhuma mentira, se levante, saia daqui. –pediu, olhando ao seu redor-
Anahí: Amor, -falou sorrindo, o irritando ainda mais. Ela gostava de chamar ele assim quando estavam juntos- Eu estou aqui, vamos comer juntos. –propôs, vendo ele suspirar pesadamente. O garçom se aproximou para anotar os pedidos, e ela se pronunciou fazendo o seu e logo após Alfonso fez o seu, derrotado-
Alfonso: Eu sei muito bem para que você veio até aqui. –falou baixo, assim que o garçom saiu- Mas vou lhe confessar que é perda de tempo. A maleta não está aqui, está em um lugar seguro.
Anahí: Oh, droga! –falou num suspiro- Que pena. –falou triste- Mas já que estamos aqui... Por que não acabamos a noite de um jeito que sabemos muito bem fazer? –sugeriu, se inclinando sobre a mesa, encarando os olhos indignados de Alfonso-
Alfonso: Você não tem vergonha na cara? –perguntou incrédulo. Como ela podia ser tão cínica? Tratar ele como se nada tivesse acontecido-
Anahí: Oush Alfonso, pensei que já me conhecesse... –falou vendo o garçom se aproximar e servir vinho na taça dela. Ele se afastou novamente e ela bebeu o vinho- Você sabe que sou um pouco ninfomaníaca, eu estou sozinha. –falou descarada, passando a língua pelos lábios, sorrindo. Ele a encarou, segurando sua taça, encostando-se nas costas da cadeira-
Alfonso: Um pouco? –sorriu irônico, levando a taça até a boca- Desista, eu não vou para a cama com você novamente. –falou, após um longo gole em sua bebida-
Quando Alfonso deu por si, ele já podia sentir Anahí quase devorando seus lábios, e ele os dela. Eles entravam desajeitados na suíte dele, após o jantar e as duas garrafas de vinho. Ela se agarrava nele, e Alfonso tentava apressado despi-la. Só Deus sabe a saudade que ele sentiu de ter ela em seus braços outra vez.
Ele a jogou com força sobre a cama, a fazendo sorrir. Ela já estava com o vestido levantado até a cintura, e apressado ele puxou o resto até sua cabeça, o tirando. Ele beijou cada parte do corpo de Anahí, sentindo ela se arrepiar por onde sua boca passava. Ela soltava uns gemidos, sentindo-se úmida, agarrava com força os cabelos dele, sentindo ele explorar seu corpo cada vez mais.
Alfonso desceu, demorando em seus seios, ela se contorcia em cima da cama, céus, como ele fazia isso? Como só ele conseguia deixa-la assim? Em chamas.
Os gemidos dela eram como um estimulo para ele, quanto mais ela gemia, mas ele queria ouvir, queria deixa-la cansada, e totalmente extasiada. Quando ele desceu sua boca ainda mais, sua mão se adiantou, indo até a intimidade dela, a sondando e sorriu quando sentiu o corpo dela tremer ao sentir seu toque.
Alfonso: Você gosta disso, não é? –falou rouco, introduzindo um dedo na intimidade dela, que a fez gritar. Ela nada respondeu, apenas esmagou o lençol em suas mãos quando ele avançou com a boca em sua intimidade-
Ela sentia tudo girar, o ar parecia difícil de encontrar, ele fazia movimentos rápidos, experientes, no qual ela jamais sentiu. Quando ela estava perto de ter seu primeiro orgasmo daquela noite, ele parou. Ela suspirou derrotada, mas sentiu ele subir, indo em direção ao seu rosto e devorar seus lábios mais um vez, sua mão ainda trabalhava arduamente em sua intimidade.
Alfonso: Eu sei que você gosta quando eu lhe fodo com as mãos... –falou no ouvido dela, penetrando dois dedos nela, enquanto seu polegar maltratava seu clitóris- Não é? –repetiu, acelerando os movimentos. Ela gritava de olhos fechados sentindo- Responda, se não, eu paro.
Anahí: Sim, eu adoro. –respondeu, quase gritando, os dentes prendendo seu próprio lábio inferior, implorando para que não parasse. Ele sorriu, continuando seus movimentos nas mãos, passando a boca pela dela, descendo por seu pescoço e maxilar-
Quando Anahí sentiu as ondas do orgasmo lhe invadir, cravou as unhas nos ombros dele, que não se importou, estava muito satisfeito de vê-la daquele jeito. Enquanto ela ainda ofegava, se recuperando, ele ainda sobre ela, a penetrou com seu membro. Ela arfou surpresa, e sorriu. Os dois agora se encaravam, incansáveis. Alfonso começou os movimentos, inicialmente lentos, mas fundos. Ela abria os lábios ofegando sempre que sentia ele ir fundo dentro de si. As bocas a milímetros de distancia, os hálitos se misturando, e em nenhum momento Alfonso deixou seu olhar.
Aquilo durou longos segundos, até Alfonso acelerar os movimentos, fazendo com que o olhar se perdesse. Ela fechou os olhos, gemendo como uma louca. Ele também fechava em alguns segundos, apenas sentindo como era maravilhoso estar dentro dela de novo. A respiração de ambos ficou mais forte, os corpos suavam, unidos. E por fim, ambos foram invadidos pela sensação de êxtase.
A noite estava longe de acabar, ela foi longa e muito prazerosa, para os dois. Quando foi na manhã seguinte, Alfonso despertou, ainda era cedo, e ele olhou a cama, vazia.
Passou a mão na cabeça, a sentindo latejar levemente. Olhou ao seu redor, e nada. Ninguém.
Ele estava nu sobre a cama, com apenas um lençol branco o cobrindo. Ele se levantou, deixando o lençol na cama e como já suspeitava, Anahí não estava mais na suíte. Ele ia voltar para a cama, e assim terminar seu sono. Mas quando passou ao lado do closet, suspirou derrotando o vendo revirado.
O cofre de dentro do closet estava aberto, e dentro não havia nada. Ela pegara a maleta.
Ele esmurrou a cama por incontáveis minutos, como pôde ter sido tão idiota? Até parece que ela acreditaria mesmo que a maleta não estava em seu quarto. Que burro, Alfonso.
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Criminal Love.
FanfictionDiversos motivos levaram Anahí e Alfonso para o mundo do crime, porém, apenas um os levaram para o mesmo caminho. E não foi o amor. O amor é ar fresco, é paz, é calor, é felicidade. Amor é sorriso, suspiro, sonho. Amar é se sentir bem, é estar bem...
