Ainda há alguns anos...
Anahí andava apressada pelo aeroporto de Nova York para tentar pegar seu voo, pontualidade nunca foi uma qualidade sua. Ela não poderia perder aquele voo, seria impossível conseguir outro para aquele mesmo dia e se isso acontecesse, Richard a mataria.
Ele havia marcado uma reunião com todos em Las Vegas de ultima hora. Para Richard reunir todos os seus "amigos" como o mesmo os costumava chamar, deveria ser algo muito importante, deixando claro que não admitiria faltas.
Ela respirou aliviada quando o avião subiu. Richard não a mataria.
Quando ela chegou a Las Vegas, estava uma tarde ensolarada e era primavera, ela usava um vestido rosa claro justo, até o meio de suas coxas, botas de cano longo e uma jaqueta de couro bege, os cabelos achocolatados soltos e ondulados, e os óculos escuros no rosto. Parecia um anjo para quem a visse, ou um demônio para quem observasse melhor suas curvas. E entre essas duas opções, anjo não era a que mais lhe cabia.
Ela correu para o banheiro, pegando sua arma da mala e colocando em sua bolsa. Ela odiava viajar de aviões comerciais, lhe faziam ficar desarmada, e isso não lhe agradava nem um pouco.
Quando chegou ao hotel, um envelope chegou até ela, lhe indicando o local e horário da reunião que seria no dia seguinte, ótimo, teria uma noite inteira para aproveitar.
Ela foi até a varanda do quarto e respirou fundo, era maravilhoso estar em Las Vegas. Ela olhava para seu passado, e lembrou-se da mulher que vivia nas ruas oferecendo o seu corpo por alguns dólares. Se Richard não tivesse aparecido em seu caminho, ela jamais teria condições de estar naquele hotel cinco estrelas de Las Vegas, ainda mais com a conta bancária gorda do jeito que tinha.
Ela voltou para dentro do quarto, tomou um banho e pediu seu jantar. Quando trouxeram, ela ainda estava de roupão, o funcionário a olhava deslumbrado, suas coxas estavam expostas e seu ombro aparecia pelo roupão estar frouxo e caído. Ela percebeu sorrindo, já que esticava a gorjeta para ele a mais de dez segundos e ele não pegava.
Anahí: Gosta do que vê? –perguntou sugestiva, lhe tirando de seus devaneios-
- Me desculpe senhora. –pediu de cabeça baixa, pegando a gorjeta que ela lhe oferecia-
Anahí: Não se preocupe, para olhar não paga nada, fique a vontade. –sorriu piscando para ele, que desajeitado saiu do quarto-
Ela não era mais uma prostituta, mas amava sentir os olhares dos homens lhe devorando. Fechou a porta e avançou faminta para o seu jantar. Quando acabou, ela começou a se arrumar. Ela vestiu uma saia preta de couro, e uma blusa vermelha decotada, um sobretudo preto aberto, e suas tão adoráveis botas de cano longo, não esquecendo seus amigos, um revolver pequeno que sempre levava nessas ocasiões e um canivete de aço. Anahí era uma mulher irresistível, ela de qualquer maneira era impossível não ter sua atenção. Ela era bonita, sedutora, e se aproveitava disso.
Quando desceu, e saiu do elevador no hall do hotel, o sobretudo aberto voou para trás, seu corpo era bonito demais para que ele lhe cobrisse. Ela chegou na frente do hotel, entrando em um táxi, e quando deu partida, seu destino era certo.
Ela estava em um dos cassinos mais famosos da cidade de Vegas. Ela chegou observando o lugar, estava cheio, a maioria homens, e algumas mulheres. Mas nenhuma era tão bela quanto ela.
Ela sentou-se no bar, pedindo uma vodca com gelo. No primeiro gole, olhou para as mesas de apostas, e sorriu mordendo o lábio inferior, aquela noite poderia lhe render alguns milhões, e de brinde ainda teria uma madrugada do jeito que adorava, com uma ótima transa.
Horas depois, ela já estava cheia de fichas, uma coisa que ela não podia negar, era que tinha sorte. Dependendo do ponto de vista, é claro.
Ela sorria cheia de homens ao seu redor perdendo todo seu dinheiro para aquela mulher deslumbrante. Eles não viam problema nenhum nisso, era maravilhoso perder para ela, que jogava todo seu charme naquele jogo.
- Ainda tem vaga aqui nesta mesa? –perguntou uma voz grave, chamando a atenção dela-
Ela o olhou, e os olhares deles pareciam ser puxados um para o outro. Ela assentiu, vendo os outros homens calados, e ele se sentou. O jogo começou outra vez e ficava cada vez mais difícil se concentrar tendo aquele homem tão incrivelmente bonito a sua frente. Ela já tinha a certeza que iria acabar na cama de algum daqueles homens, que não eram de se jogar fora. Mas agora que o novo participante chegou, ela só tinha uma certeza.
Era na cama dele que terminaria sua noite.
- Eu nunca vi uma mulher ir tão bem no poker. –falou o outro homem ao lado dela, no final de mais uma partida que ela levava-
Anahí: Sou boa em muitas coisas meus queridos. –falou olhando diretamente para o homem que estava a sua frente, os olhos verdes dele eram tão enigmáticos que a atiçava cada vez mais-
Ele não desviou o olhar do dela, se tinha uma coisa que ele não fugia, era do olhar de uma mulher, ainda mais tão linda como aquela.
Mas algumas horas se passaram, e Anahí já queria acabar com aquilo. Ela já havia ganhado seus milhões, muito mais do que esperava. Ela já estava entediada, as trocas de olhares com o homem a sua frente não terminaram.
Anahí: Bom senhores, eu terei que ir. –falou se levantando- Foi um prazer. –continuou, olhando fixamente para ele-
Ela voltou até ao bar, e lá pediu uma água para poder ir embora. Ela olhou o relógio no pulso, o ponteiro dos segundos andando casa por casa. E quando ela completou na mente os dez segundos que contava, uma voz surgiu, e ela sorriu por dentro.
- Olá. –falou ao lado dela, encostando-se no balcão-
Ela o encarou, e ele sorriu para ela, olhando para seus lábios, eram tão chamativos que ele se desconcentrava.
- Me chamo Alfonso. –se apresentou- Creio que ainda não havíamos sido apresentados devidamente. Eu cheguei atrasado no jogo, e estava louco para saber o nome da mulher que me tirou encantadoramente alguns dólares. -completou sorrindo, a fazendo rir-
Anahí: Anahí. –falou dando a mão para ele, que a beijou no dorso-
O olhar que ela lhe lançava fazia com que o corpo dele inteiro se arrepiasse. Ela era a mulher mais linda que já havia posto os olhos.
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Criminal Love.
FanfictionDiversos motivos levaram Anahí e Alfonso para o mundo do crime, porém, apenas um os levaram para o mesmo caminho. E não foi o amor. O amor é ar fresco, é paz, é calor, é felicidade. Amor é sorriso, suspiro, sonho. Amar é se sentir bem, é estar bem...
