Diversos motivos levaram Anahí e Alfonso para o mundo do crime, porém, apenas um os levaram para o mesmo caminho.
E não foi o amor.
O amor é ar fresco, é paz, é calor, é felicidade. Amor é sorriso, suspiro, sonho. Amar é se sentir bem, é estar bem...
Três meses depois, as marcas do corpo de Anahí daqueles terríveis dias, já haviam sumido. Alfonso ficou ao seu lado todos os dias, a todo tempo. A cada minuto ela tinha mais certeza do que sentia por ele, e não podia se sentir mais satisfeita por ter se entregado a esse sentimento. Anahí não saberia mais viver um só dia sem Alfonso. Era uma dependência irresistível.
Anahí: Só mais uma, por favor. –pediu rindo, posicionando a câmera Polaroid no seu olho esquerdo-
Alfonso estava deitado sobre a cama, com ela em cima dele, sentada em sua barriga com as pernas dobradas, uma de cada lado. Ela vestia uma camisa branca dele de botões e por dentro só estava com a calcinha. Os cachos estavam soltos, brincando em suas costas. Estavam em uma batalha de corpos, com ela querendo tirar fotos dele, e ele se recusando.
Alfonso: Você disse isso nas duas anteriores. –respondeu sério, segurando-a pelos pulsos, com esforço o flash disparou mais uma vez e uma foto caiu sobre ele, saindo da câmera- Chega! –afirmou e ela gargalhou-
Ele tirou a câmera das mãos dela e a derrubou na cama, ficando agora por cima dela.
Alfonso: Me lembre de nunca mais trazer nada do que você me pedir. –falou prendendo os braços dela acima de sua cabeça-
Anahí: Impossível. –respondeu- Você faz tudo que eu peço. –sorriu confiante olhando nos olhos dele-
Alfonso: É mesmo? –perguntou estreitando os olhos e ela assentiu- Vamos ver se isso é verdade... –ele se aproximou, beijando os lábios dela, que já os receberam saudosos-
Ele desceu os beijos pelo pescoço dela, indo para o colo, deslizando a língua pela pele dela. As mãos a soltaram, e foram diretamente para os botões da blusa que ela vestia, a abrindo. Os ombros foram expostos e ele continuou o percurso com a boca, passando pela cicatriz dela e parando ali por alguns segundos, como sempre fazia. Os lábios dele deslizavam pelo ombro dela, dando beijos molhados na pequena cicatriz.
Quando os beijos voltaram a descer pelo corpo dela, ela soltou um suspiro, já de olhos fechados, deixando as sensações a invadir. A boca dele já estava na barriga dela, descendo aos poucos, e o ar parecia começar a dificultar. As mãos dele puxaram a calcinha que ela ainda vestia, o corpo se arqueava sobre a cama, as mãos já esmagavam os lençóis, ansiosas. Os dedos dele a sondaram, e ele sorriu levantando o rosto para encará-la.
Alfonso: Sempre tão receptiva... –comentou, vendo ela arfar quando ele a penetrou um dedo. Ela estava úmida e quente por dentro-
O dedo dele a maltratava, indo lento de fora para dentro. Ela gemia angustiada, arqueando o corpo agoniada.
Alfonso: Está bom assim? –debochou sorrindo, beijando o ventre dela, que formigava por dentro-
Anahí: Não Alfonso! –respondeu com a voz sôfrega- Mais rápido, mais forte! –soou com a voz baixa-
Ele sorriu, e continuou com a mesma lentidão torturante que seus dedos a penetravam. Anahí estava quase chorando com aquilo. O corpo inteiro gritava contra aqueles toques.
Anahí: Alfonso! –exclamou agoniada mais uma vez- Não faça isso comigo... –pediu chorosa-
Alfonso: Sabe que... –começou, ainda do mesmo jeito que estava- Acabei de chegar a uma conclusão. –continuou, descendo a língua pelo ventre dela e indo na direção de seu clitóris- Você tem toda a razão. –ele a lambeu e ela gritou sentindo- Eu realmente faço tudo que você me pede! –completou e ela abriu os olhos transtornada, sentindo a língua dele subir outra vez-
A voz dele desapareceu e ele surgiu a frente de seus olhos, sorrindo. Ela o agarrou, puxando seus cabelos e enlaçando uma das pernas na cintura dele. Ele pegou o rosto dela pelo maxilar, a encarou por alguns segundos e avançou até sua boca, a devorando faminto. Durante o beijo, ele a penetrou, e foi do jeito que ela pedira. Rápido e com força.
-
As coisas, aos poucos voltavam ao seu cotidiano normal. Depois que Anahí estava completamente recuperada, Alfonso voltou a missões. Anahí, obviamente, foi mais uma vez, excluída das viagens.
Anahí: Eu não vou mais ficar presa aqui nem mais um dia. –gritou dentro do quarto- Se Richard não quer me mandar para missões, eu vou embora. –disse arrumando a mala- Aqui eu não fico mais!
Alfonso: Anahí... –se aproximou, tentando acalmá-la- Será que esqueceu tudo que aconteceu com você?
Anahí: Sim, já esqueci. –respondeu ainda jogando as roupas dentro da mala- Aconteceu e eu não posso fazer nada contra isso. Mas agora, ficar presa, eu não vou.
Alfonso: E eu posso saber para onde você pretende ir? –ele não podia nem imaginar ela sozinha em algum lugar outra vez, na mira de James. Ele sabia que ele não arriscaria outra vez, ele não desistiria, e dessa vez, quando ele a pegasse, sabia que não teriam mais uma chance-
Anahí: Vou para minha casa, em Nova York. –disse mais baixo-
Alfonso suspirou pesadamente, e saiu do quarto.
Minutos depois, ele voltou. Acompanhado de Richard.
Richard: Anahí. –a chamou e ela o encarou, já com a mala pronta-
Anahí: Não adianta Richard, eu vou embora. –falou decidida-
Richard: Sim, você vai... Mas caso desista de ir, tem uma nova missão para você no meu escritório. –soltou, e Anahí o olhou surpresa. Alfonso sorria quieto-
Anahí: O que? –perguntou incrédula-
Richard: Isso mesmo. –continuou- Mas tenho uma condição.
Anahí: Fale. –pediu num suspiro-
Richard: Você só irá a missões agora, acompanhada por Alfonso.
Anahí: O que? –disse com um riso- Vamos ser uma dupla agora?
Richard: É isso, ou nada. É para a sua segurança. –insistiu-
Anahí o olhou quieta por alguns segundos, logo desviando o olhar para Alfonso, que ainda sorria discreto ao lado de Richard. O sorriso se plantou nos lábios dela também, e a resposta foi dada.
Anahí: Tudo bem.
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