Capítulo 31

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Alfonso seguiu quase correndo para um dos diversos quartos de hospedes da mansão. A ultima coisa que queria naquele momento era um interrogatório de Richard. Era tarde, já havia se arriscado o suficiente para sua vida inteira naquele final de semana.

Ele tomou um banho, esperando que a água morna relaxasse seus músculos tensos, mas não obteve sucesso. Ele vestiu uma calça de moletom, e deitou sobre a cama. Sua cabeça, seu corpo e principalmente seu coração, lutavam contra acreditar que Anahí tinha lhe deixado para a morte. Será que nada do que viveram significou alguma coisa para ela?

Claro que não Alfonso, é Anahí, a mesma que traiu Richard, a mesma que lhe abandonou após você ter lhe dado um anel de compromisso.

Quando Alfonso viu ela se afastar dele, indo embora do galpão sem ao menos lhe soltar para que tentasse lutar pela a própria vida de uma maneira justa, percebeu que Anahí era blindada de qualquer sentimento bom. Ele esteve com ela por anos, e não conseguiu a fazer sentir nem ao menos consideração por sua pessoa.

Alfonso: ANAHÍ!! –gritou, vendo ela cada vez mais longe-

Sim, ele havia gritado por seu nome. Mas muito além de gritar apenas seu nome, naquela palavra ele estava dizendo: Me solte, Anahí. Me solte e vamos fugir ou acabar com eles, juntos! Não me deixe aqui, Anahí.

Era mais que um pedido, era uma prova, uma prova que ele pedia do que ela sentia por ele, torcendo para ser pelo menos um por cento do enorme amor que ele ainda nutria por ela.

Mas essa prova não teve. Ela não o soltou, ela o entregou de bandeja para morrer.

Horas antes, ao mexer nos bolsos traseiros da calça quando estava preso, ele achou um pequeno arame, nunca pensou que a dica de andar com arame nos bolsos traseiros do jeans um dia lhe serviria para algo. Porém, havia um segurança atrás e ele provavelmente o veria tentar abrir as algemas. Então, Anahí pediu para ir ao banheiro e,  bingo. Não havia mais ninguém atrás dele.

O segurança veio para a sua frente junto com o outro, e ele trabalhou duro tentando abrir aquelas algemas. Quando os seguranças se alarmaram que ela havia fugido, ele ainda estava preso... Quando ela voltou, ele parou, esperando com que ela mesma o soltasse, mas como já sabemos, isso não aconteceu.

E como um estímulo, ele forçou as algemas junto com o arame, e estava livre. Isso aconteceu em questões de segundos, quando se deu conta, Damian já entrava no galpão com seus dois seguranças. Ele esperou ele se aproximar, e o atingiu com um golpe no rosto, pegando sua arma. Com o revolver nas mãos, Alfonso fez o que sabia fazer de melhor, um tiro em cada um, e os três estavam caídos ao chão.

No dia seguinte, ele esperou Anahí sair do quarto do novo hotel onde estava, e entrou em seu quarto. Não foi difícil encontrar o chip, mas ele quis lhe deixar uma bagunça.

Não satisfeito, ele a procurou outra vez, e lá estava ela, sentada a mesa de uma lanchonete qualquer do Havaí. Para a sua surpresa, ela tomava café, mas ora, ela sempre odiara café. Então, lhe presenteou com seu suco favorito e ela o achou. Eles se encararam por segundos, o olhar surpreso dela, e ele queria lhe dizer tantas coisas... Mas tudo que lhe transmitiu pelo olhar foi um adeus.

Alfonso estava deitado sobre a cama, quando ouviu batidas na porta do quarto. Ele mandou entrar, sabia de quem eram aquelas gentis batidas.

Lauren: Alfonso... –falou animada, fechando a porta e indo até ele- Estou tão feliz porque você voltou. Pensei que não acabaria nunca essa missão.

Alfonso: Você nem imagina o quanto foi difícil. –respondeu num sorriso fraco, se ajeitado sobre a cama e esticando seus braços para ela, que o abraçou, sentando sobre a cama-

Lauren: Eu soube que Anahí também estava na missão. –falou com a voz baixa, como se temesse falar sobre aquilo. O silêncio de Alfonso a fez continuar- Você está bem? –perguntou quando ele saiu do abraço, lhe encarando-

Alfonso: Eu estou tão cansado, Lou. –suspirou, deitando a cabeça em suas pernas-

Lauren: Então descanse. –falou acariciando seus cabeços- Você merece o sono dos justos agora, você conseguiu Alfonso, eu sabia que conseguiria. Durma, eu estarei aqui quando você acordar.

E com as nobres palavras de Lauren, Alfonso dormiu. Ela sempre acreditou nele, quando todos já haviam perdido as esperanças. Ela estava ali, lhe afagando os cabelos, feliz por tê-lo de volta. Por que o coração tinha que ser tão cego?

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