Capítulo 2

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Michelle estava chorando, desesperada pedindo por minha ajuda. Passando meu braço por volta de seu corpo, levei ela até a delegacia mais próxima onde fez o boletim de ocorrência.

— O que ele fez com você, Mi? — Perguntei em um tom preocupado.

— Ele... — Antes mesmo que ela pudesse dizer alguma coisa, um policial a chamou dizendo que ela teria que ir até sua sala dizer exatamente o que aconteceu e fazer um retrato falado.

Peter apareceu minutos depois e estava tão preocupado quanto eu. Nós dois ficamos do lado de fora da sala do policial, esperando por Michelle; alguns guardas passavam por nós e nos olhavam com curiosidade.

— Aranha, pare de andar de um lado para o outro. Você 'tá me deixando maluco! — Disse Peter.

— O que aquele desgraçado fez com minha amiga?

Se eu não estivesse de uniforme, com certeza já teria acabado com minhas unhas.

Gostaria de saber o que estão conversando, Srta. Stacy? — Perguntou J.A.R.V.I.S.

— Claro! Mande para o Spidey também.

Não demorou um segundo e eu já podia ouvir o que se passava lá dentro. Michelle estava mais calma, aparentemente.

Então, Michelle. Agora que fez o retrato falado, diga-me exatamente o que aconteceu.

Eu... Eu tinha acabado de sair do cinema e estava indo para casa quando... Quando aquele cara me abordou. Ele queria meu celular, então eu dei com medo que ele me machucasse. Mas ele queria mais...

Ele pegou mais alguma coisa?

Eu não tinha mais dinheiro, então ele me jogou contra a parede e... — Michelle voltou a se desesperar.

O que ele fez?

— Ele começou a me agarrar e... — Ela não conseguiu terminar a frase. Mas também não precisou, estava claro o que tinha acontecido. 

Olhei para Peter, incrédula. Isso não estava acontecendo... Não com a minha amiga!
Peter também tinha ouvido tudo.

— Cadê ele? — Perguntei sentindo minha raiva aumentar.

— Faz meia hora que ele está parado perto de nossa lanchonete.

— Vai tentar me impedir?

— Impedir? Eu vou ser o primeiro.

Peter e eu saímos correndo da delegacia e pegamos alguns atalhos pelos prédios, até chegarmos na lanchonete. O estuprador estava deitado no beco ao lado da lanchonete, aparentemente inconsciente. Ao me aproximar, percebi que seu corpo estava ensanguentado e mais ainda, naquela parte.

Senti meu estômago revirar.

— Mas o que aconteceu aqui? — Perguntou Peter.

— Alguém chegou antes.

No mesmo instante, Deadpool adentrou o local comendo um cachorro quente. Assim que ele viu que Peter estava ali, Wade largou o cachorro quente e agarrou Peter pela cintura. A cena parecia mais de um desenho animado, com Peter se contorcendo todo tentando se livrar dele.

— Me larga, Wade!

— Não.

— Gwen, me ajuda!

Mesmo achando aquela situação divertida, tive que ficar do lado de Peter, afinal, tinha um cara morto diante de nós.

— Wade, larga ele.

— Preciso mesmo?

Assenti vendo o mesmo se afastar a poucos passos de Peter.

— E aí? Gostaram da minha "obra de arte"?

— Você cortou o... — Deixei a pergunta no ar.

— O amiguinho dele? Cortei. Assim ele não teria que agarrar e abusar nenhuma mulher mais. Mas o filho da put* não resistiu.

— É, hoje eu não janto — murmurou Peter.

— Eu posso pegar uma pizza se quiser, Spidey. Ai a gente poderia ver um filme fod*, sabe? Tipo cinquenta tons de cinza.

— Fique longe de mim.

— E você, loira? Aceita?

— Não, valeu.

— É, mais um dia sozinho. — Disse Wade baixando os ombros, tentando se retirar do local mas eu o prendo com minhas teias.

— Aonde pensa que vai? Você não vai embora até que me explique o que aconteceu aqui.

— Tá bom — Wade deu de ombros — Eu vi esse filho da put* estuprando uma mulher, então eu peguei as minhas espadas e cortei o pintinho dele. Feliz?

— Espera... Que mulher?

— Sei lá, ela saiu correndo. Posso ir agora? Tenho um Christian Grey pra ver. — Ele olha diretamente para Peter, que rapidamente se colocou atrás de mim.

— Está bem. Vai.

Spider-Gwen: Spiderverse - Livro IIIHistórias para pegar e não largar. Descubra agora