Tinha acabado de colar o último papel quando o sinal para o intervalo tocou. Coloquei minhas coisas no armário e fui até o refeitório, sentando-me na mesa onde estavam Peter, Michelle, Ava, Sam e Mary Jane. O resto estava disperso pelo local.
— Oi gente, o que estão fazendo? — Perguntei me sentando ao lado de Peter.
— Jogando Verdade ou Desafio — Respondeu Sam — Topa?
— Claro. Onde está a garrafa?
— Não temos garrafas — Disse Mary Jane com um sorriso estranho — Verdade ou desafio, Gwen?
— Er... Verdade?
— É verdade que você já teve sua primeira vez ?
— Hã...
— Ah, essa é fácil. Eu tenho a resposta para essa pergunta, certo Gwen? — Disse Michelle.
E ferrou...
— C-certo.
Michelle me olhou incrédula enquanto MJ ria da situação. Ela até me perguntou como foi, mas eu me neguei a contar. Aquilo era muito pessoal.
— Não quer falar? Ok. Peter sua vez. — Ela volta sua atenção para ele.
— E-eu?!
— A mesma pergunta.
— Mas isso está errado.
— Meu jogo, minhas regras. Não vai amarelar agora, vai?
Peter me olhou como se quisesse alguma resposta. O que eu poderia fazer, afinal?
— Sua curiosidade não tem limites, não é Mary Jane? Aliás, por que se importa com isso? — Perguntei.
— Não me importo.
— E então?
— Sou enxerida.
Revirei os olhos.
— Peter, fofinho, ainda estou esperando sua resposta.
Como se ele fosse responder isso, pensei. Quando tomei coragem para dizer alguma coisa, Ava tomou a frente da situação — algo que eu não esperava mas que, particularmente, foi bom para nós dois.
— Mary Jane, isso meio que não é da sua conta. Mas, se e o Peter me permite, eu posso dizer que a vida dele é uma correria. De ambos, para falar a verdade. Pare de ser intrometida e deixe Peter e Gwen em paz.
Mary Jane não disse mais nada. Peter saiu da mesa me pedindo para nós conversarmos e um lugar tranqüilo; eu tinha quase certeza de que era algo relacionado ao joguinho de MJ.
Nos sentamos em uma mesa mais afastada, em um canto do refeitório.
— Ficou incomodado com a Mary Jane? — Perguntei.
— Um pouco, mas não foi por isso que eu vim pra cá. Queria ficar um pouco com você... Posso? — Ele me olha como uma expressão tão fofa que eu não resisti.
Segurei seu rosto com minhas mãos e o beijei ali mesmo.
— E desde quando você precisa pedir permissão?
Peter sorriu.
Ficamos ali até o sinal tocar para voltarmos às aulas. O resto do dia correu normalmente e quando finalmente cheguei em casa, decidi fazer o que eu tinha planejado há dias. Entrei no quarto de meu pai e comecei a colocar suas roupas e sapatos em caixas para a doação. Ele ficaria feliz com isso.
Lily chegou da escola alguns minutos depois e me ajudou.
— Pensei que não ia mexer nesse quarto por um bom tempo — Disse ela fechando uma caixa com fita.
— Ainda dói, sim. Mas por que deixar tudo isso guardado quando têm pessoas precisando? Além disso, sei que meu pai gostaria que eu fizesse isso. Sempre doamos algumas roupas todo ano.
Lily terminou o que estava fazendo e sentou-se na cama, com um olhar distante.
— Também sinto falta dele, sabia? Ele foi mais meu pai do que aquele que ajudou a me colocar no mundo.
— Você nunca me falou dele. Ele ainda está...
— Vivo? Sim. Deve estar com alguma vadi* por aí, é só o que ele sabe fazer.
— Não fale assim.
Lily revira os olhos. Depois de ter colocado a última peça de roupa do guarda-roupa em uma caixa, Lily disse que se lembrou e saiu do quarto por alguns instantes. Alguns segundos depois ela volta com uma carta e um pedaço de papel em mãos.
— Isso é para você. Não sei quando chegou, mas parece ser importante.
Peguei ambos os papéis, vendo que no papel solto havia um número de telefone; mas nada comparado com o que eu vi na carta. O endereço do remetente vinha da Inglaterra.
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Spider-Gwen: Spiderverse - Livro III
Fiksi PenggemarNeste terceiro livro, Gwen tenta prosseguir com sua vida depois da morte de seu pai, o Capitão George Stacy. A visita inesperado de um estranho na base força Gwen e Peter a embarcarem em uma viagem louca, contra Morlun: um ser que se alimenta do san...
