Phantom of the Past

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- Justin, você sabe que mesmo a morte da Julie sendo confirmada, o corpo dela nunca foi encontrado. - O Chris falava e eu só conseguia ficar com as mãos enfiadas no rosto. - Então, de alguma maneira, algum jeito que eu não faço idéia... Isso pode ser possível.

- Se for isso, Chris... Eu não... Eu não faço idéia do que pensar.

- Nem eu. - Passei as mãos no rosto.

- Preciso falar com a Ashley. - Ela é a irmã da Julie, deve saber de alguma coisa.

- Calma, Justin.

- Não hoje, claro... Mas preciso falar com a Ashley.

- Acha que a irmã dela sabe de alguma coisa? - Neguei com a cabeça, não fazia idéia.

- Não sei, mas se a Julie estiver viva, a irmã dela tem que saber de alguma coisa... Ela não pode ter ficado esse tempo todo viva por conta própria, sem contar pra ninguém.

- Cara, eu ainda tô em choque.

- Imagina eu Chris, tô me sentindo um louco... Eu... Eu tô abalado com essa porra toda. - O Chris me olhava tenso e eu só sentia uma angústia imensa. - Preciso ir resolver umas coisas no meu cassino. O Ryan já me ligou várias vezes.

- Tudo bem. Se eu descobrir alguma coisa te ligo na mesma hora.

- Okay. - Saí de lá, da casa do Chris e entrei no meu carro e fui direto para o meu cassino que ficava perto do centro.

Entrei no cassino e aparentava estar tudo bem. Perfeito. Não quero quebrar minha cabeça mais ainda. Era dia então ainda não estava funcionando.

- Bom dia. - Falei com o segurança. - Onde tá o Ryan?

- No escritório. - Assenti e fui até lá.


Entrei lá e o vi fumando e bebendo whisky.

- Qual era a urgência?

- A urgência é que você encomendou uma caralhada de máquinas novas e não me avisou o dia, agora estão todas lá pra gente buscar...

- Porra, Ryan... Não dá pra você resolver isso pra mim? - Ele respirou fundo.

- De boa, Justin... A merda sempre cai nas minhas costas pra resolver as merdas daqui, não é? - Passei as mãos no rosto impaciente apesar de ser verdade. - Eu só preciso da sua assinatura pra ir buscar essas merdas.

- Eu vou caralho.

- Não. Vai pra casa, não arruma mais problemas com a Kylie. - Neguei com a cabeça.

- Eu vou.

- Para de ser teimoso, porra. Vai pra casa, deixa que eu cuido dessa merda. - Assenti. - Assina aí.

Assinei dois papéis e ele pegou.

- O Chris me contou o que aconteceu... - O encarei sério. - Você sabe que essa merda não é possível, então não quebra a cabeça com isso.

- Vou tentar.

- Vai pra casa, vai ficar com sua mulher e o seu filho que é o melhor que você faz. - Assenti.

Saí de lá e entrei no meu carro. Tava com uma dor de cabeça da porra. Uma angústia fora do normal. Bati na porra daquele volante várias vezes impaciente e eu precisava fazer uma coisa. Eu preciso falar com a Ashley.

Dirigi à mil por hora até o prédio que ela morava, que ficava do outro lado da cidade. Longe pra porra. Cheguei lá e dei um jeito de passar pela portaria sem ser notado e peguei o primeiro elevador. Eu sabia o apartamento que ela morava decorado, então não é um problema. Toquei a campanhia do apartamento e demoraram pra porra pra vir atender. Eu tava com os nervos à flor da pele, nervoso. Não acredito que a Ashley também mentiu pra mim esse tempo todo, ela sabe o quanto sofri por essa merda e pelo visto, foi tudo em vão. Ela abriu a porta e pareceu surpresa em me ver.

Emotional RollercoasterOnde histórias criam vida. Descubra agora