- E-em Atlanta? - Gaguejei nervoso e o Ryan assentiu.
- Mano, isso parece uma espécie de pesadelo. É uma coisa impossível e sem sentido algum.
- Porra... Eu preciso falar com ela.
- O que a Kylie vai pensar disso? - Respirei fundo.
- Ela vai detestar e com certeza vamos brigar, enfim... Eu não quero falar disso, da Julie ou qualquer coisa relacionado à ela. - Tava de saco cheio. O dia foi longo e uma merda.
- Vai ficar tudo bem, irmão. - O Ryan bateu no meu ombro e eu só conseguia me sentir estressado com essa situação toda, é muita coisa pra minha cabeça. Quando brigo com a Kylie, o mau humor é gigante. - Não vai beber nada?
- Não. Tô bem assim. - Ele assentiu.
- Qualquer coisa, caso queira conversar me chama. - O vi levantar. - O dever me chama.
- O dever você quer dizer a morena que acabou de entrar no seu escritório?
- E que dever do caralho, não acha? - Ri disso negando com a cabeça.
Só queria ficar ali um pouco na minha, pensando, tentando digerir algumas coisas. Eu preciso parar de discutir com a Kylie, isso me fode completamente. Fico sem humor, sem animação e abalado. Eu preciso dela pra muita coisa. Sei que ela tá insegura e com ciúmes talvez mas isso é uma coisa que não devia acontecer, pois ela e o Thomas são tudo pra mim. Ela devia saber disso.
P.O.V Kylie Atlanta, GA. 08:54 AM
Acordei na manhã seguinte e já lembrei de tudo que aconteceu, que merda Kylie. Meu peito apertou ao lembrar da discussão ridícula que tive com o Justin e isso já deixava meu dia uma merda. O vi chegar de madrugada, pois se não fosse isso pensaria que ele não dormiu aqui. Eu preciso me controlar mais pra evitar brigas ou a minha relação com ele vai acabar se desgastando.
Já não tinha ninguém do meu lado e revirei os olhos. Levantei e fui até o berço já vendo meu bebê acordado brincando com o presente que o Chaz deu à ele e sorri cheia de amor. O peguei no colo e o trouxe pra cama, o colocando do meu lado.
- Você acordou faz muito tempo? - Ele me olhava atento e ri. - Espero que não.
O coloquei no colo e o amamentei por algum tempo e ele parecia desesperado por aquilo, tadinho. Ri disso e o pus na cama novamente entregando seu ursinho e ele começou à brincar. Fiquei somente admirando aquela cena.
Escutei a porta ser aberta e vi o Justin passar por ela sem camisa. Ele me olhou meio tenso, diria que triste e se aproximou de nós na cama. Ele pegou o Thomas no colo e me olhou, confesso que tava um pouco envergonhada, sempre fico assim quando falo umas bobagens. Ele me puxou com o braço livre e abraçou ali junto do Tom. Aquilo me derreteu de todas as formas.
- Eu amo vocês, muito. - Senti meus olhos ficarem marejados porque eu me sentia mal pela briga e pelas coisas que acabo pensando tal hora. - Vocês são tudo que eu tenho, vocês são minha âncora. Vocês são meu tudo.
- A gente ama muito você. - Ele beijou meu rosto. - Nós somos uma família. Nada mais importa.
- Sim, nada mais importa. - Beijei ele ali e senti que todas essas discussões não poderiam nos abalar, somos mais que isso.
Senti a mãozinha do Tom bater no meu rosto repetidas vezes e ri disso, assim como o Justin.
- Isso é ciúmes, amor? - Falei com o Tom que não deu a mínima.
- Do pai, claro. - O Justin falou convencido e ri alto.
Levantei e o Justin ficou brincando com ele no colo. Fui até o banheiro e tomei um banho demorado. Respirei fundo no fim e desejei que esse dia fosse melhor que o anterior.
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Emotional Rollercoaster
Roman d'amourUma policial recém contratada da SWAT acaba caindo em um caso que tem como objetivo prender uma equipe especializada em roubos milionários pelos EUA. Em especial, o chefe da equipe cujo ninguém sabe o nome ou nunca viu o rosto. O problema é que kyli...
