End of fear?

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                        P.O.V Justin


- Você só tá temendo por ele e eu te entendo de verdade, eu também temo... mas o Ryan não é mais criança, Justin. - Escutava o Chris falar e assenti concordando. - Ele sabe como as coisas funcionam em Atlanta, ele poderia fazer isso muito bem. Ele nos viu fazer isso a vida toda.

- Esse é o ponto, Chris. Era a gente, uns dando apoio aos outros. Ele sozinho é diferente.

- E porquê não podemos dar apoio? Sei que não quer mais voltar pra essa vida e nem precisa mas demonstrar apoio e aconselhar não custa nada. - Concordei e segui encarando a estrada.

- O filho da puta também não é fácil! - Resmunguei negando com a cabeça.

- Esqueça essa briga, não podemos ficar lembrando do problema, temos que focar na solução. - Concordei e vi a gente se aproximar da pista de pouso.

- E lá vamos nós. - Comentei quando vi a Isabella e o Chris riu. Saí do carro e fui até ela que conversava com o Edward.

- Justin!!! - Ela veio até mim e a gente se abraçou. - Que saudade de você.

- Eu também. - Falei sorrindo e peguei a mala dela.

- É muito bom estar aqui, sério. Atlanta está um caos.

- Imagino, vamos resolver isso. - Falei colocando sua mala no porta-malas. - Inclusive, preciso encontrar o seu primo, Ed.

- Ele fugiu, não quer assumir a bronca. Foi o primeiro à quem pedi ajuda. - Bufei alto.

- Como assim fugiu? Ele era o braço direito do seu irmão.

- Quando a fase é boa é fácil mas quando isso pode te matar... enfim, ele fugiu, sabe que quem assumir o lugar do meu irmão será o alvo dos cartéis que cercam Atlanta.

- Vamos cuidar disso, okay? - Ela assentiu e entrou no carro e fui em direção ao Edward.

- Está tudo bem? - Ele falou e o cumprimentei com um aperto de mão.

- Sim, pequenos problemas em Atlanta mas vamos cuidar de tudo.

- Quando voltamos?

- Assim que a gente resolver um pequeno problema aqui, no máximo uma semana.

- Perfeito. Estarei aqui. - Concordei com a cabeça.

- Obrigado, Edward. De verdade. - Falei apertando a sua mão e ele sorriu.

- Sou muito bem pago para isso.

Voltei para o carro ocupando o banco do passageiro e o Chris deu a partida.

- Então tem alguém na casa que não sabe de nada?

- Sim. Irmã da Kylie, seja cuidadosa. - Falei encarando a vista pela janela.

- Pode deixar.

- Enfim, como aconteceu em Atlanta? Você sabe...

- Eu não sei direito mas tinha um carro bomba em frente a minha casa, eles queriam me assustar. E conseguiram. Acham que me matando conseguirão tomar o posto do meu irmão.

- Bom, você não está mais lá. Eles já devem estar tentando tomar conta de tudo.

- Bem difícil. Nossos acordos lá são imensos e já fiz contato, não irão negociar com eles mas vão esperar uma atitude nossa. - Chris respondeu.

- E eles também não tem o mapa da localização de todos os laboratórios de droga que meu irmão guardava à sete chaves.

- Tá com você?

Emotional RollercoasterOnde histórias criam vida. Descubra agora