Com o início da noite, o Carioca chegou da boca e foi direto para cozinha, montou o prato de comida e foi comer na sala, sem nem olhar para mim.
As meninas tinham saído e eu decidi ficar em casa, para não arrumar confusão com o Carioca.
Ele comeu até o último grão de arroz, foi até a cozinha e jogou o prato na pia com força.
Renatinha: Fico maluco? - expressei enquanto me direcionei até a cozinha.
Carioca: Não enche!
Renatinha: Porque você é tão...
Vitinho: Eai cara? - me intrometeu entrando pela porta com o Alemão.
Carioca: Eai! Tranquilo?
Alemão: Não tanto.
Carioca: Renatinha, sobe.
Renatinha: E se eu não quiser?
Carioca: Vai, por favor.
Oi? Ele pedindo por favor?
Apenas assenti e subi, porém parei no último degrau para ouvir a conversa, que parecia séria.
Carioca: Qual foi?
Alemão: A piranha lá da boate.
Vitinho: Ela falo que se não desenrolar uma bufunfa ela vai denunciar nois.
Carioca: Ué, só meter pipoco nela.
Vitinho: A vagabunda disse que se a gente acabar com ela, tem gente no asfalto com provas, pra entregar nois.
Alemão: Pode ser caô.
Carioca: Não dá pra arriscar.
Carioca: Caraca, essas mina já tão me achando com cara de otario, papo reto.
Vitinho: Que vai ser agora?
Carioca: Bora resolver isso... - saiu batendo a porta.
Não entendi nada, do que eles exatamente estavam falando? Que provas são essas?
*Carioca narrando*
Peguei a moto, andei pelo morro uns 20 minutos com os vapores, Vitinho e Alemão. Parei numa viela escura, e o relógio marca 21h30. Nunca tinha vindo até esta parte do morro.
Alemão: A vagag...
Carioca: Já é!
Entrei na primeira casa sozinho, a Cléo estava lá, sentada no sofá de lingerie vermelha. Aquela cena me deixou muito atiçado. Faz muito tempo que não fico com a Ellen ou com... a Renatinha.
Cléo: Não estava te esperando chefia! - debochou.
Carioca: Coé? Tá querendo me ameaçar e tá achando que não vou brota no seu barraco?
Cléo: Só um momento então. - sorriu - já que vamos ter uma conversa, preciso me vestir.
Ela se levantou, foi até o quarto ao lado. Fui atrás dela, não posso perdê-la de vista.
Carioca: Espero que tu não venha de gracinha.
Cléo: Calma Carioca, tá muito estressado. - sorriu enquanto colocou um roupão.
Carioca: Eu tô cansado de joguinho, quero que vá direto ao ponto. - disse enquanto empurrei ela até a parede e pressionei o seu pescoço.
Cléo: Cari... - "cof-cof" (tosse) - está me machucando.
Carioca: Coé? Tu não é a fodona?
Cléo: Eu só estou tentando ter uma vida melhor. Tu acha que é bom trabalhar naquela boate? E agora tu me tirou de lá, não tenho mais dinheiro...
Carioca: Chega. - expressei com raiva - essa conversa tá me irritando. Tu quer dinheiro?
Cléo: Eu quero poder me estabilizar. Sair daqui!
Carioca: Já é!
Cléo: Quero meio milhão de reais, e eu sumo da tua vida.
Carioca: Tu acha que eu planto dinheiro, é? Eu não tenho meio milhão assim, à disposição. Pra conseguir esse valor tenho que desenrolar muita coisa.
Cléo: Aí o b.o não é meu!
Mesmo depois dela colocar aquele roupão não estava conseguindo manter o foco, ela estava me deixando doido. Até tinha meio milhão em espécie de umas mercadorias aí, mas não vou desenrolar assim. Me aproximei dela e sentamos na cama.
Cléo: Tu quer alguma coisa pra beber? Não ofereci nada pro dono do morro. - sorriu expressando seu nervosismo.
Carioca: Tô de boa!
Cléo: Quando vai me dar o dinheiro?
Carioca: Aí vai depender da sua obediência.
Cléo: O quer dizer com isso?
Abri o zíper da minha calça, ela já entendeu o que eu queria. Desceu até o meu membro e o abocanhou, eu enlouqueci. Fiquei com ela ali por uns dez minutos, depois a posicionei de quatro e penetrei. Senti uma sintonia com ela muito forte, ela conseguia entender o que eu queria sem eu dizer uma palavra.
Terminamos e eu fui embora sem me despedir, não entendi, eu me sinto diferente.
(...)
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VENDIDA AO DONO DO MORRO
Novela JuvenilRenatinha tem 16 anos e veio de São Paulo pra o Rio de Janeiro faz pouco tempo. Seu pai conheceu Ana, uma viciada, nos bailes do morro, e a levou para morar com ele. Ela é literalmente a versão má de madrasta. Os dois batem e forçam Renatinha a trab...
