(...)
Vitinho: Só fica esperta, Renatinha.
Renata: Eu vou.
Eles foram embora alguns segundos depois. Eu subi, e fiquei olhando o morro pela janela
As casas, o movimento lá embaixo. Minha cabeça ainda girava com tudo que eles tinham falado.
Quando voltei para dentro da casa, algo estava diferente: a porta do meu quarto estava aberta. E ela estava parada ali dentro me olhando. Como se já estivesse ali há algum tempo.
Ela inclinou a cabeça devagar.
Cléo: Terminou a reunião?
Apenas ignorei e desci as escadas!
(...)
Carioca chegou e eu estava na cozinha cortando legumes quando ouvi a porta da sala bater.
Carioca: Renata?
Renata: Sim.
Ouvi os passos dele se aproximando, quando ele apareceu na porta, nossos olhos se encontraram por um segundo.
Ele abriu a boca para falar alguma coisa mas outra voz veio da sala.
Cléo: Amor? Espera.
Ela apareceu logo depois, parecia nervosa. Uma mão pressionada contra a barriga e os olhos dela estavam brilhando, como se estivesse segurando alguma emoção muito forte.
Ela o levou e parou no meio da sala. Olhando direto para o Carioca.
Carioca: Coé? - Disse preocupado.
Cléo: Eu... eu descobri uma coisa hoje.
Carioca: — Descobriu o quê?
Cléo: Eu fui na farmácia hoje.
Meu coração começou a bater mais rápido.
Cléo: Fiz um teste.
Carioca: Que teste?
Cléo: Eu tô grávida.
O silêncio que caiu na casa foi pesado. Eu senti o ar sair do meu pulmão, devagar, como se alguém tivesse apertado meu peito.
Carioca ficou alguns segundos sem falar nada, só olhando para ela como se estivesse tentando entender o que tinha acabado de ouvir.
Carioca: Tu... tá falando sério?
Cléo: Eu também fiquei em choque.
Uma lágrima escorreu pelo rosto dela, que deu dois passos até ele.
Cléo: Mas é verdade.
Ela pegou a mão dele e colocou na barriga dela.
Me senti muito mal porque naquele momento ela virou o rosto, olhou para mim por um segundo, com um sorriso que era quase invisível mas eu vi, e naquele momento eu tive certeza de uma coisa, aquilo não era felicidade e sim um jogo.
E Cléo tinha acabado de fazer o primeiro movimento grande.
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VENDIDA AO DONO DO MORRO
Teen FictionRenatinha tem 16 anos e veio de São Paulo pra o Rio de Janeiro faz pouco tempo. Seu pai conheceu Ana, uma viciada, nos bailes do morro, e a levou para morar com ele. Ela é literalmente a versão má de madrasta. Os dois batem e forçam Renatinha a trab...
