Os dias foram passando e senti o Carioca só se afastando de mim. Eu não o via mais, com tanta frequência, e me sinto mal por estar sentindo algo por ele... na verdade, eu nem sei direito. Ele me confunde. Ora é bonzinho, ora ele é um ogro.
(...)
Estava deitada no sofá, assistindo televisão e ouvi a porta abrindo lentamente. Uma voz de mulher ao fundo ecoou minha mente.
Não acredito que o Carioca tá trazendo as vagabundas que ele tem os casos dele, pra ficar no mesmo ambiente que eu. É o cúmulo.
Carioca: Essa é sua nova casa!
Olhei para porta na mesma hora e lá estava ela: Um moça muito bonita, com algumas malas na mão e Carioca logo atrás dela.
Cléo: Obrigada Carioca! Tu é muito gentil.
Carioca: Tudo pra seu conforto, princesa.
Princesa? Quem é essa?
Renatinha: Desculpa atrapalhar o casalzinho, mas o que tá acontecendo? - questionei enquanto me levantava do sofá.
Carioca: Essa é minha nova esposa.
Renatinha: Esposa?
Carioca: Modo de falar, porque não casamos ainda!
Cléo: E você é? - riu de forma sarcástica.
Renatinha: Sou Renata. Não contou sobre mim pra ela? Carioca.
Carioca: É...
Cleo: Não precisa se explicar. Ela não deve ser nada com importância!
Renatinha: Nada? Carioca? - olhei com meus olhos cheios de lágrimas.
Quem essa maluca? Meu Deus, meus dias aqui já eram caóticos e agora vão ser piores.
Carioca: Amor tu me dá um minuto?
Cléo: A vontade...
Ele me puxou pelo braço, até o quarto que eu dormia.
Carioca: Arruma suas coisas. Eu vou dormi aqui com a Cléo!
Renatinha: Agora você quer seu quartinho?
Carioca: Não enche!
Renatinha: Carioca, que porra é essa?
Carioca: O que Renata?
Renatinha: Eu achei que a gente tinha...
Carioca: Que tu e eu tinha envolvimento? - ele riu.
Renatinha: Não Carioca. - tentei despistar. - achei que a gente tinha um mínimo de convivência possível.
Carioca: Vai para o quarto da Liz. Já me cansei desse papo! Até eu arranjar algo melhor, ou pode dormi na sala se preferir.
Renatinha: Isso é patético. Não me deixa ir embora mas também não posso ficar onde quero.
Carioca: Aproveite que ainda estou sendo bom contigo.
Renatinha: Você agora tem essa "zinha" aí, pra que me manter aqui?
Carioca: Porque eu te comprei.
Renatinha: E você vai contar para ela?
Carioca: Em algum momento isso não será mais relevante!
Renatinha: Por que?
Carioca: Tu vai descobrir.
(...)
Dias depois:
Meus dias estão sendo os piores do mundo, depois que essa tal de Cléo veio ficar aqui.
Estou dormindo no quarto da Liz, na verdade eu nem saio de lá.
(...)
Acordei, por volta das 07h00 com barulho da cama do Carioca.
Renatinha: Meu Deus, são 07h e eles já estão transando? - esbravejei - eu preciso fugir daqui o mais rápido possível.
Me levantei e fui direto para cozinha fazer um café.
Cinco minutos depois que eu desci, pude ouvir passos na escada. Era ela, a pessoa que eu não estava nem um pouco afim de ver.
Cléo: Bom dia gata!
Renata: Vem me amolar não! Por favor.
Cléo: Ai, tá muito estressadinha! Tá sentindo falta de um homem?
Renata: Qual homem? Aquele que vai no meu quarto a noite, escondido de você? - menti.
Cléo: Pode jogar esse veneninho ai, não me atinge.
Renata: Quem começou foi você! - ri sarcasticamente.
(...)
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VENDIDA AO DONO DO MORRO
Novela JuvenilRenatinha tem 16 anos e veio de São Paulo pra o Rio de Janeiro faz pouco tempo. Seu pai conheceu Ana, uma viciada, nos bailes do morro, e a levou para morar com ele. Ela é literalmente a versão má de madrasta. Os dois batem e forçam Renatinha a trab...
