Capitulo 43 ✨ Hot

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Renatinha narrando

Já era madrugada e eu estava deitada olhando para o teto, mas já tinha desistido de tentar dormir fazia tempo. Tudo que tinha acontecido naquele dia parecia rodar dentro de mim sem parar, as discussões, os olhares, a tensão que parecia ter se instalado em cada canto daquela casa.

Fechei os olhos por um momento, tentando simplesmente respirar. Foi quando ouvi a porta do quarto se abrir devagar. Me assustei.

Eu conhecia aqueles passos.

Pesados. Firmes. Calmos.

Carioca.

Ele entrou sem fazer barulho e fechou a porta atrás de si, bem devagar. Por alguns segundos ficou parado perto dela, como se ainda estivesse decidindo se devia ou não ter vindo.

Virei a cabeça no travesseiro e olhei para ele.

Renata: Você vai ficar parado aí muito tempo? - sussurrei.

Ele soltou um suspiro curto.

Carioca: Achei que você estivesse dormindo.
Renata: Não estou.

Ele caminhou até a cama e sentou na beirada, passando a mão pelo rosto como se estivesse tentando tirar o peso do dia dos ombros.

Carioca: A Liz esteve aqui, hoje né?
Renata: Sim.
Carioca: Ela acha que eu perdi a cabeça.
Renata: Talvez ela só esteja preocupada com você.

Ele me observou por um momento mais longo do que o necessário.

Carioca: E tu?
Renata: Eu acho que você está tentando consertar coisas que já quebraram faz tempo. E agora você vai ser pai.

Ele continuou me olhando daquele jeito intenso que sempre fazia meu estômago se contrair sem que eu quisesse.

Renata: Por que você veio aqui?
Carioca: Porque eu não consegui dormir.
Renata: E sua esposa?
Carioca: Tomou um remédio pra dormiu e capotou.
Renata: Hm!
Carioca: Tô estressado.
Renata: E isso é culpa minha?
Carioca: Sempre foi. - riu.

Meu coração bateu mais forte.

Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, ele levantou a mão e tocou meu rosto. Os dedos dele passaram devagar pela minha bochecha, descendo pela linha da minha boca.

Fechei os olhos por um segundo.

Renata: Isso é uma péssima ideia.

Quando abri os olhos, ele estava mais perto.

Carioca: Eu sei.

Mas nenhum de nós se afastou. A mão dele deslizou da minha bochecha para a minha nuca, os dedos se perdendo nos meus cabelos enquanto ele me puxava um pouco mais para perto. Quando nossos lábios finalmente se encontraram, o beijo começou lento... quase cuidadoso, como se os dois estivessem atravessando um limite que sabiam que não deviam.

Só que o cuidado durou pouco. Havia coisa demais guardada ali.

O beijo ficou mais profundo, mais urgente. Senti meus dedos se fecharem automaticamente na camisa dele, puxando-o para mais perto enquanto ele me deitava devagar no colchão.

O peso do corpo dele sobre o meu fez meu coração disparar.

As mãos dele começaram a explorar meu corpo com uma familiaridade perigosa. Primeiro na minha cintura, apertando devagar... depois subindo pelas minhas costas, deslizando por cima do tecido da blusa.

Minha respiração já não estava mais tão calma.

Passei os braços pelo pescoço dele, trazendo-o mais para perto enquanto nossos lábios se encontravam de novo, agora sem nenhuma tentativa de controle.

As mãos dele pareciam inquietas, passeando pela minha cintura, pelas minhas costas, descendo lentamente pelas minhas coxas antes de voltar a subir.

Por alguns minutos... tudo desapareceu.

A casa.

A Cléo.

Os problemas.

O morro inteiro.

Nada existia.

Só o calor do corpo dele contra o meu, as mãos dele que pareciam não querer parar de me tocar... e aquela sensação perigosa de que, apesar de tudo que estava acontecendo entre nós... eu ainda não sabia como resistir a ele.

Eu mal tive tempo de pensar depois que ele me deitou na cama. Um arrepio atravessou meu corpo inteiro.

Os dedos dele encontraram a barra da minha blusa e passaram por baixo do tecido, tocando minha pele quente. Minha respiração falhou por um segundo.

Carioca levantou o rosto para me olhar, os olhos presos nos meus como se estivesse procurando algum sinal para parar.

Eu não disse nada. O puxei de volta para mim é o beijo voltou mais urgente dessa vez. Senti as mãos dele explorando meu corpo com mais liberdade agora, descendo pela minha cintura, passando entre minhas coxas. Meu corpo reagia a cada toque... a cada beijo que ele deixava pela minha pele.
Quando ele voltou para o meu pescoço, senti meus olhos se fecharem automaticamente. Minha cabeça caiu um pouco para trás, dando mais espaço enquanto ele deixava um rastro quente pela minha pele.

Minhas mãos não sabiam mais onde parar.

Passei os dedos pela nuca dele, pelo cabelo, pelas costas... Em algum momento a camisa dele desapareceu, e meus dedos deslizaram pela pele quente do peito dele. Ele parecia tão perdido quanto eu.

As mãos dele voltaram a segurar minha cintura com força, puxando meu corpo para mais perto do dele enquanto os beijos ficavam mais intensos, mais demorados. Logo ele colocou de bruços na cama e puxou minha calcinha para o lado, e eu pude sentir a intimidade dele me penetrando, quente.

O calor era grande, eu não sabia como reagir. Segurei no lençol enquanto o quarto parecia girar devagar ao nosso redor, tomado apenas pelo som da nossa respiração e pela forma como ele me segurava, como se tivesse medo de que eu desaparecesse se soltasse.

Carioca aproximou o rosto do meu pescoço e deixou um beijo ali, demorado, quente, antes de sussurrar baixo:

Carioca: Tu me enlouquece, sabia?

Arrepiei inteira. Virei o rosto no travesseiro, tentando puxar um pouco mais de ar enquanto ele continuava segurando minha cintura daquele jeito firme, guiando meu corpo com o dele.

Cada movimento parecia mais intenso que o anterior. A sensação fez meu corpo se curvar levemente contra o dele sem que eu percebesse.

Ele soltou um suspiro baixo atrás de mim.

Carioca: Renata...

Meu nome na voz dele saiu rouco, carregado de algo que eu não sabia explicar.

Nada disso parecia real naquele quarto.

Só senti o corpo dele estremecer atrás de mim, e um calor intenso se espalhar, fazendo meu corpo inteiro arrepiar.

(...)

VENDIDA AO DONO DO MORROHistórias para pegar e não largar. Descubra agora