Capitulo 67 ✨

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(...)

A força veio primeiro. A porta sendo empurrada.

Meu corpo sendo jogado pra trás.

Renata: Ei!

A voz morreu no meio.

Cléo.

Ela entrou como se já soubesse exatamente o que tava fazendo. Não tava sozinha. Dois caras atrás.

Olhar frio.

Decidido.

Sem pressa.

Sem dúvida.

Cléo: Eu te dei uma chance.

Minha respiração travou.

Renata: Sai daqui...

Eu tentei recuar, mas um dos caras já tava atrás de mim.

Segurando.

Forte.

Renata: ME SOLTA!

Eu tentei me mexer, mas meu corpo não respondia como antes. O peso da barriga, o medo, o desespero... tudo me travando. Cléo se aproximou devagar, me olhando de cima a baixo.

Cléo: Oito meses...

Ela sorriu de leve.

Frio.

Cléo: Eu te avisei!
Renata: Você é doente.
Cléo: Não... eu sou prática.

Ela chegou mais perto.

Perto demais.

Cléo: Você achou mesmo que ia ficar escondida pra sempre?

Meu coração batia descontrolado.

Renata: Ele não vai deixar isso barato.

Cléo soltou uma risada baixa.

Cléo: Ele? Ele já escolheu o lado dele.

Aquilo bateu... mas eu não cedi.

Renata: Você não conhece ele.

Cléo inclinou a cabeça, como se analisasse.

Cléo: Conheço mais do que você imagina.

Ela fez um sinal com a cabeça. Foi rápido.

Um pano na minha boca, eu tentei reagir.

Juro que tentei.

Mas meu corpo já não tinha a mesma força.

Renata: Mmm—!

A visão começou a falhar. Minha mão foi direto pra barriga.

Renata: Não... não...
Cléo: Relaxa...

O mundo começou a girar. Som abafado.

Força sumindo. Última coisa que eu senti... foi alguém me pegando. E minha mão... ainda na barriga.

Tentando proteger... o que eu não podia perder.
E depois... nada.

(...)

Eles me carregaram escada abaixo, como se eu não pesasse nada... e ela veio logo atrás, tranquila demais, como se aquilo fosse só mais um plano dando certo.

Cléo: Ela tá tendo bebê, abre aí, a gente precisa levar pro hospital.

A voz dela saiu perfeita. Preocupada. Convincente. Como se fosse verdade.

O porteiro nem hesitou. Só assentiu, já abrindo o portão às pressas, olhando mais pra minha barriga do que pra mim.

E foi assim... sem grito, sem cena, sem ninguém desconfiar...

que eu saí dali.

VENDIDA AO DONO DO MORROHistórias para pegar e não largar. Descubra agora