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Fecho os olhos sentindo a lua cheia afetando cada célula do meu corpo enquanto a água do lago se move calmamente a minha volta, é impossível não ficar excitado sentindo o que o Pran está sentindo, mesmo de olhos fechados eu sei exatamente como ele está a cada segundo.

A minha coluna vibra quando o meu lobo chama por ele, mas eu não digo nada, apenas deixo ele levar o seu tempo, Pran adora pintar, mas desde que se tornou rei não pode mais fazer isso.

Uma onda de energia me invade de repente me deixando tonto, ainda não sei como me desconectar dele e parece que todos os seus sentimentos estão mais intensos hoje, isso parece perigoso, mas eu decidi não contar pra ele.

A água ondula a minha volta fazendo a minha coluna tremer com força, abro os olhos e tenho a visão mais perfeita do mundo, o Pran vindo até mim iluminado apenas pela luz do luar. A minha vontade é nadar até ele para acabar com a distância entre nós, ficamos longe um do outro tempo demais, agora tudo o que eu quero é estar com ele.

O seu sorriso aumenta assim como o seu tesão me fazendo respirar com dificuldade, quando sinto o seu toque o meu corpo todo se arrepia e o meu coração acelera, aquele turbilhão de sentimentos toma conta de mim e já não sei se são meus, dele ou de nós dois, mas eu não me importo, preciso dele, do seu amor e de tudo que ele pode me dar, não importa quantos séculos ou quantas vidas vivamos, isso nunca vai mudar.

— Eu estava tão preocupado, Pat...

Os seus olhos entregam a dor que até agora ele estava tentando esconder, não falamos sobre o que aconteceu até agora, durante a viagem ele dormiu, quando chegou aqui ficou em silêncio, eu não sabia o que fazer então o trouxe para o lago, assim que me viu tirar a roupa e entrar na água ele relaxou, foi buscar o material de pintura e passamos as últimas horas assim.

Eu inspiro e expiro algumas vezes tentando não deixar os seus sentimentos me afetarem, então toco o seu rosto, quando o Pran fecha os olhos eu o beijo. Apesar de estarmos excitados eu sei que precisamos ir com calma, então nos beijamos até ele colocar toda a preocupação para fora, quando resta apenas tesão eu seguro a sua cabeça e sem me afastar muito levo ele até o meu pescoço. O Pran hesita por um momento, então beija uma vez, depois outra, por algum motivo isso me faz lembrar da primeira vez que fizemos isso décadas atrás, quando eu ainda não sabia que ele me amava. Os seus dentes penetram a minha pele enviam ondas de choque e prazer por todo o meu corpo, o meu lobo vibra em resposta deixando o Pran mais excitado, ele segura a minha cintura me puxando até o meu corpo colar no seu e segura o meu pênis me masturbando devagar, eu me entrego aos seus sentimentos e deixo ele me levar até a beira do abismo, quando sinto que estou prestes a cair me afasto sendo atingido pela sua frustração.

— Assim não, Pran...

Eu olho para a lua cheia e inspiro fundo, viro de costas e antes mesmo de estar preparado o Pran já está me abraçando e beijando o meu ombro. O seu pênis pressiona contra a minha bunda quando se esfrega em mim, ele me morde novamente e começa a penetrar devagar, entra e sai lentamente várias e várias vezes até não aguentar mais, então segura a minha cintura, beija o meu pescoço que já está cicatrizando e fala no meu ouvido.

— Uiva pra mim, Pat!

Com uma investida rápida o Pran cria uma grande onda no lago sendo presenteado o meu uivo descontrolado, em resposta ele rosna no meu ouvido mais excitado do que já esteve um dia. Nós nos movemos, gememos e chamamos um pelo outro sem parar, o Pran não se cansa e eu quero cada vez mais, fazemos tudo nessa noite sem fim, ele me fode, eu fodo ele, saímos da água e transamos na grama, no banco em que ele estava sentado pintando, encostados em uma das árvores do pomar, vou até o meu limite e um pouco além, porque sei que no momento em que eu gozar vou apagar.

A árvore faz um som alto quando o seu tronco quebra cedendo a pressão que estamos fazendo, mas isso não incomoda o Pran, ele apenas prende as minhas pernas na sua cintura e me carrega na direção do lago mais uma vez, ao invés de entrar na agua ele para ao lado e me coloca no chão com cuidado, deita sobre mim me encarando sem dizer ou fazer mais nada, mesmo assim o seu amor diz tudo o que eu preciso saber.

— Eu também te amo, Pran, vou te amar para sempre!

Uma pequena lágrima cai do seu olho esquerdo direto para o meu rosto, sempre foi difícil acompanhar a confusão dos sentimentos do Pran, mas com o tempo eu não precisei mais , pois aprendi a bloquear, mas hoje eu percebo, ele continua aquela mesma montanha russa que sempre foi, ainda se deixa dominar e sente tudo com uma intensidade assustadora.

O Pran se aproxima olhando nos meus olhos e quando outra lágrima cai ele fala em um sussurro.

— Eu te amo, Pat!

Nem lembro a última vez que o Pran disse essas palavras para mim, ele sempre usou a nossa conexão para me mostrar isso, mas acho que hoje isso não é o suficiente, ele precisa de mais para colocar para fora o que está o atormentando. É estranho, mas é emocionante, nunca imaginei que ouvir essas palavras depois de tantos anos me afetaria tanto.

Eu o beijo prendendo as minhas pernas mais uma vez na sua cintura e com um impulso eu faço ele deitar ficando por cima, então levanto as suas pernas e penetro devagar, mesmo querendo mais, mesmo sabendo que ele quer mais eu continuo lentamente, porque quero estender essa noite por toda a eternidade, porque aqui, na nossa casa, onde vivemos várias vidas e fomos felizes por décadas, aqui o nosso amor é absoluto, aqui não somos lobo e vampiro ou rei e consorte, somos apenas dois amantes.

Em meio a gemidos altos o Pran segura o meu pescoço me puxando para ele, a euforia que sinto sempre que ele me morde toma conta de mim, o meu lobo aproveita esse momento de fraqueza para assumir o controle e com um uivo alto eu começo a foder o Pran com tanta força que sinto o chão tremendo, as suas unhas arranham as minhas costas e a sua boca, dentes e língua passeiam pelo meu pescoço, a nossa excitação vai crescendo descontroladamente até finalmente gozarmos de forma insana.

Assim que tudo acaba eu sinto a escuridão se aproximando, mas antes disso eu quero que ele saiba que estou bem.

— Pran...

— Sim?

— Eu te amo!

— Eu também te amo, Pat!

— Obrigado por ter ido até mim e por confiar em mim....

— Sempre, meu amor!

— Eu acho que eu vou....

— Pat?

— Esta tudo bem... isso foi incrível, Pran!

— Pat?

Isso é tudo o que eu ouço antes da escuridão me atingir, mas tudo bem, foi realmente incrível.

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