⚡Capítulo 106- Amortentia⚡

313 29 38
                                        

S/n pov's




Acidinhas.

O escritório de Dumbledore é grande e bonito, cheio de ruídos curiosos, como pequenos sons de instrumentos de prata sobre mesas de pernas finas que giram e emitem pequenas nuvens de fumaça. As paredes são cobertas por retratos de diretores e diretoras anteriores de Hogwarts.

— É um prazer vê-la nesta manhã, srta. Malfoy — cumprimentou Dumbledore, com um largo sorriso. — Gostaria de uma bala de alcaçuz?

O homem apontou para um recipiente em cima da mesa, repleto de balas mágicas. Inevitavelmente, meu olhar parou sobre sua mão escura.

— O que aconteceu com a sua mão?

— Creio que seja uma história para outra hora, tenho a impressão de que você veio contar-me algo muito mais interessante. Estou curioso.

Pude sentir meu coração errando uma batida e a ansiedade escorrendo pelas minhas veias. Ele sabia que eu vinha com notícias sigilosas? Sabia que eu guardava segredos os quais não deveria saber?

— Não é tão interessante assim — observei suas sobrancelhas arqueadas, como se estivesse me repreendendo, como se já soubesse de tudo. — Está bem, na verdade, é super importante. Antes de eu sair de casa para passar as férias com os Weasley, eu tive o desprazer de participar de uma reunião entre Comensais da Morte na Mansão Malfoy. Voldemort também estava lá — de repente minhas unhas tornaram-se muito interessantes e eu já não conseguia desviar o olhar delas. — Ele revelou alguns planos para nós. Planos os quais envolvia eu e Draco. Ele pediu que… — um nó se formou em minha garganta, o constrangimento invadindo meu corpo de todas as formas. — Pediu que matássemos o senhor — voltei a encarar seus olhos, esperando captar sua reação, mas ele continuava com o rosto neutro, como se essa informação não fosse nada de mais, como se eu não tivesse acabado de admitir que mandaram-me matá-lo. — Voldemort pediu que eu e Draco o matássemos. Eu fugi de casa depois disso. Não pretendo aliar-me às trevas, o senhor sabe disso. Ainda não conversei com o meu irmão, mas tenho certeza de que ele também não seria capaz de cometer tal atrocidade — meu coração estava quase pulando para fora, no entanto, meus olhos analisavam o rosto do velho, procurando por qualquer reação que revelasse seus pensamentos, mas não houve nenhuma expressão de terror ou surpresa, apenas neutralidade. Isso não me agradou. Porra, eu estou lhe contado que Voldemort mandou-me matá-lo! — Pensei que fosse importante contar isso a você, principalmente porque nem eu, nem Draco, queremos cometer assassinato, ainda mais contra o senhor, mas Voldemort planeja matá-lo… Você entende?

— Entendo, srta. Malfoy. Muito obrigado por compartilhar essa informação.

Uma onda de confusão me preencheu.

— “Obrigado”? É isso que você me responde depois de tudo que contei?

— Me encontro deveras agradecido por contar-me tal informação, srta. Malfoy, não tenho dúvidas que sua lealdade pertença a mim, portanto, não há com o que se preocupar.

— “Não há com o que se preocupar”? Estão planejando matá-lo, senhor! Você precisa enfrentar Voldemort antes que ele o faça primeiro! Não podemos ficar aqui com a bunda na cadeira enquanto o nosso inimigo infiltra forças malignas entre nós! O senhor não pode confiar tanto assim nas pessoas. Eu estava naquela sala de reunião patética e vi Snape lá, vi Snape em um lugar que conspira contra o senhor. Isto é traição! Pode haver mais pessoas que dizem estar ao nosso lado, mas que conspiram contra nós. Sabemos de informações que eles não fazem a menor ideia que temos esse conhecimento, precisamos usar isso a nosso favor e atacar o inimigo!

Você leu todos os capítulos publicados.

⏰ Última atualização: Feb 28 ⏰

Adicione esta história à sua Biblioteca e seja notificado quando novos capítulos chegarem!

𝙍𝙐𝙉𝘼𝙒𝘼𝙔 | 𝐻𝑎𝑟𝑟𝑦 𝑃𝑜𝑡𝑡𝑒𝑟Histórias para pegar e não largar. Descubra agora