63- Sing Me

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Era uma sexta-feira qualquer

Jungkook e Jimin chegavam da escola, exaustos.

Tiraram os tênis na entrada e jogaram as mochilas no chão mesmo. Jungkook se jogou imediatamente deitado no sofá e Jimin tirou a blusa do uniforme.

– Você não vem? – provocou, esfregando a peça de roupa por seu peito nu.

– Não estou disposto. – desdenhou o mais novo.

– Aigo! Não acredito que a escola quebrou a minha sex machine! – choramingou Jimin, provocando risadas no outro.

O ruivo não estava blefando quando convidou seu namorado para um banho, mas estava tão cansado quanto ele, por isso não insistiu tanto quanto gostaria. Sem muita escolha, jogou-se sentado no chão da sala, apoiando a cabeça nas pernas do mais novo, que imediatamente iniciou um carinho em seus fios alaranjados.

O celular de Jungkook tocou.

No início, ninguém deu muita importância, afinal, quem poderia ser? Taehyung? Era o mais provável, apesar de o loiro ser conhecido por geralmente mandar mensagens e não, de fato, ligar.

Da forma mais preguiçosa possível, o menino Jeon puxou o celular do bolso traseiro da calça jeans e se surpreendeu ao ver que quem ligava não era seu amigo.

– Quem é? – perguntou Jimin, estranhando sua expressão facial.

– Não sei. É um número desconhecido.

– Vai atender? – o mais velho tentou encorajá-lo com o olhar.

Ao invés de responder com palavras, Jungkook apenas aceitou a chamada. Respirou fundo, engoliu a insegurança a seco e fez o que tinha que fazer.

– Yeoboseyo? – sua cabeça balançava em concordância e seu cenho franzia a medida em que ouvia o que a voz do outro lado da linha lhe perguntava – Sim, eu sou o Jeon Jungkook. Quem é você?

– Quem é? – sussurrou Jimin em extrema curiosidade.

 Park Jaesung-ssi? – repetia tudo o que o homem dizia, para que Jimin entendesse o que se passava – Dono de um restaurante em Seul? – enfatizou a frase, cada vez mais confuso – Desculpa perguntar, mas… O que o senhor quer comigo?

– O quê? – Jimin continuava sussurrando em agonia – O quê? Fala!

– Cantar?

– Cantar??

– Não! Sim! Sim, eu canto! – suspirou, tentando conter a empolgação que lhe atingira de repente – Desculpa. Eu… Estou interessado sim. – coçou a cabeça enquanto terminava de ouvir a proposta, e não hesitou em nenhum instante – Quando?

Agora foi Jimin quem franziu o cenho em desconfiança.

– HOJE?! Quer dizer, sim, eu posso hoje. Onde? – pegou rapidamente seu caderno e uma caneta e começou a anotar o endereço que lhe era passado – Por acaso, eu sei onde fica sim. – estranhou a coincidência de ser o único restaurante ao qual já havia ido desde que voltara à Seul, mas a euforia do momento não lhe permitia desconfiar tanto – Eu é que agradeço, Park Jaesung-ssi. Até mais tarde.

O menino precisou de alguns segundos em silêncio após desligar o celular para realizar o que estava acontecendo, mas mesmo assim tudo lhe parecia surreal demais.

– Eu não estou entendendo é nada! – exclamou o ruivo.

– Eu também não entendi direito, mas parece que… Bom, parece que eu arranjei um emprego! – jogou os braços para o ar, sorrindo em comemoração.

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