- Vocês já revistaram tudo? Olharam atrás do prédio?
- Senhorita Karen, por que ele estaria atrás do prédio?
- Eu não sei - Karen roeu as unhas - procurem todos os lugares, coloquem a polícia atrás de tudo.
A loira bateu os pés impaciente com a atitude da polícia, estava aflita enquanto andava na sala do apartamento, Analee dormia em seu berço, estava tudo tranquilo com a pequena mas nada tranquilo com Micael.
- E aí, alguma notícia dele? - Ethan deixou a chave do carro em cima do sofá.
- Nada, o porteiro disse que ele sumiu assim que trouxe Analee com ele.
- Estava voltando do hospital - checou seu celular - que merda, será que foi sequestro?
- Quem sequestraria Micael Borges? Um simples médico fisioterapeuta.
- Alguém do clã inimigo de Sophia?
- Bombom, estas sonhando demais, já falei pra parar de ver séries até de madrugada - Karen respirou fundo.
- O que vamos fazer agora?
- Não sei, devemos ir procurar?
- Quem vai ficar com a menina?
- Podemos ligar a Gab!
- GAB! - deu um grito.
- O que foi?
- Será que não foi ela quem armou isso tudo?
- Não sei, por que ela armaria uma coisa dessas?
- Sophia e Micael, não se lembra?
- Mas ela não ficou amigo dos dois?
- Tem razão, mas sei lá, tudo pode acontecer.
- Eu não vou ficar parado aqui, vou tentar achar alguma pista.
- A única pista que você vai achar é a dos policiais pedindo pra que você fique em casa, vão atrapalhar o trabalho deles.
- Que monte de merda! - grunhiu querendo fazer algo.
Só podiam esperar.
- Olá - Sophia se sentou na frente de uma mulher, tinha sua idade mais ou menos. Estava pintando as unhas.
- Olá, como se chama?
- Sophia, e o seu? - sorriu simpática.
- Anne - sorriram.
- Pensei que fosse Ana, já ia dizer que parecia com o nome da minha filha.
- Você tem filhos? Não sabia.
- Tenho uma só - sorriu se lembrando - Analee.
- Que lindo nome.
- Meu marido escolheu - se entristeceu ao lembrar de Micael, estava morrendo de saudade.
- Eu sinto muito, também sinto saudade do meu marido.
- Faz quanto tempo que está aqui? Desculpe a pergunta.
- Uns cinco meses - pintou a última unha da mão esquerda.
- Eu vou ficar quatro anos.
- Quatro anos?
- É o que disseram.
- Você vai melhorar bastante até lá.
- Espero - encarou suas unhas.