Capítulo Quarenta - Um tempo só nosso

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William



Eu puxei suas pernas para minha cintura e a levei para dentro da casa, sem dar tempo para pensar, sem dar espaço para recuos. Encostei minhas costas na parede, logo ao lado da porta, e me sentei, trazendo-a comigo. Eu não queria perder tempo atravessando a casa, indo até seu sofá ou sua cama. Inferno, eu precisava dela agora.


- Eu queria tanto tocar em você - minha voz saiu grave, rouca, carregada do desejo que vinha me corroendo há semanas.


Ela me olhou nos olhos, depois fechou os próprios e me beijou. E, droga, aquele beijo... aquilo não era um beijo qualquer. Era a porra de uma entrega. Ela me queria tanto quanto eu a queria.


Passei as mãos por suas pernas, sentindo a pele quente sob o tecido fino do vestido. Sua maciez contrastava com a aspereza das minhas palmas, e aquele toque me incendiava ainda mais. Subi a barra devagar, meus dedos deslizando em sua coxa, até sentir seu corpo estremecer.


Heloyse parou de me beijar, mas não se afastou. Seus olhos estavam fixos nos meus, as mãos quentes espalmadas contra meu peito. Lentamente, ela começou a descer, os dedos explorando cada músculo do meu abdômen, cada linha da minha pele. Seus toques me fizeram endurecer ainda mais, pronto, pulsante.


Quando chegou à barra da minha camiseta, ela enrolou o tecido entre os dedos e levantou a peça devagar. Depois, ergueu os olhos para mim, esperando que eu levantasse os braços. Como se precisasse de permissão. Como se eu fosse recusar qualquer coisa vinda dela.


Eu fiz o que ela queria.


Heloyse jogou minha camiseta longe, e por um momento, ficou ali, apenas olhando para mim. Seu olhar devorava cada pedaço do meu torso nu, e quando ela mordeu os lábios, meu sangue ferveu.


As mãos dela desceram, brincando com o cós da minha calça, sem pressa.


- Will?


- Sim? - murmurei, quase sem fôlego.


- Eu prometi não deixar você se aproximar mais. Mas eu não consigo pensar direito quando você me beija. A única coisa que penso é em como eu gostaria de tê-lo dentro de mim.


Maldição!


Ela não podia dizer essas coisas. Não com essa voz. Não com essa boca. Eu estava por um fio.


Soltei o prendedor que segurava seus cabelos, e os fios caíram em cascata ao redor do rosto dela, selvagens e fartos. Coloquei uma mão firme em sua nuca e a trouxe para perto, tomando seus lábios com um beijo possessivo. Sim, essa era a palavra. Possessivo. Eu queria essa mulher como nunca quis nada na vida.


Minha outra mão subiu pela lateral do seu corpo, levantando seu vestido e puxando-o por sua cabeça. Quando finalmente me afastei para olhá-la, tive certeza: eu nunca tinha visto nada mais bonito do que Heloyse ali, montada sobre mim, com o sol da manhã iluminando seu corpo seminu.


Minha atenção caiu no sutiã vermelho que moldava seus seios. O fecho frontal tornou tudo fácil demais. Abri-o sem esforço, puxei as alças por seus braços e joguei a peça no chão.


Meus olhos desceram para a minúscula calcinha combinando, um pedaço insignificante de renda que mal cobria o que eu queria.


As laterais eram finas. Frágeis.


Arrebentei com um puxão.


Ela me olhou, incrédula, mas sorrindo.


- Eu gostava desse conjunto.

UM PONTO DE PARTIDAHistórias para pegar e não largar. Descubra agora