Heloyse
O caixão aberto, de madeira escura, estava cercado por flores. Perto da coroa, uma moldura exibia o nome gravado: Thomas Richard Thompson Ferrel.
Dentro do caixão, um homem de cabelos brancos e longos descansava em um sono eterno. Thom parecia tão tranquilo que, por um instante, me peguei esperando que ele acordasse.
Um pouco afastado, um móvel encostado na parede exibia fotos dele ao longo dos anos. Imagens antigas, em preto e branco, da juventude. Outras, do casamento. Algumas, segurando Martin ainda bebê no colo. Em algumas fotos, estava com Cielo e Megan. Uma, posicionada na ponta, o mostrava segurando uma vara de pescar, com Will e Martin ao seu lado.
Então, meu peito se apertou ao ver, entre tantas fotos, o meu próprio rosto.
Aquela imagem capturava um momento da festa dos White. Estávamos todos reunidos à mesa, e Thom sorria para a câmera. Uma prova silenciosa de que, de alguma forma, eu fazia parte daquela família.
Levei a mão ao peito, como se esse gesto pudesse conter a dor que se instalava ali.
Desde que recebemos a notícia de sua morte, chorei por horas a fio. Mais uma vez, alguém importante partira. Mais um adeus forçado pela vida.
O velório estava cheio.
Os empregados da fazenda, alguns trabalhadores da propriedade de Will, rostos desconhecidos e outros apenas familiares de vista.
Jeremy chegou acompanhado da família, nos apresentou e sentou-se ao lado de Megan. Calvin e Eva estavam com um pequeno grupo um pouco mais à frente.
Pouco depois, os White entraram com suas duas filhas. Patsy me lançou um olhar rápido por baixo dos cílios longos e seguiu os pais até Cielo. Selena se juntou a Megan e Jeremy.
Foi então que vi Johnson chegar.
Acompanhava um homem e duas mulheres que, pelo traço familiar, deviam ser seus parentes. Ele me olhou de longe, colocou as mãos nos bolsos e caminhou devagar até mim. Passou a mão sobre a barba antes de parar, encarando-me com um semblante abatido.
Desde a nossa despedida no bar, nunca mais havíamos nos falado. Vê-lo agora parecia estranho e desconfortável.
— Sinto muito, Lisy. Sei o quanto você o estimava.
— Obrigada.
Ele assentiu e desviou o olhar para Cielo antes de voltar a mim.
— Com Megan na faculdade, Cielo precisará mais do que nunca de companhia.
— Eu sei.
— Pretende ficar por quanto tempo?
— Já havia decidido morar aqui. Preciso resolver algumas coisas em Boston, mas voltarei. Não quero me afastar de Cielo.
— E nem dele.
Soltei o ar devagar, tentando controlar a irritação que seu comentário provocou. Era inacreditável que ele trouxesse esse assunto enquanto Thom estava sendo velado a poucos metros de nós.
— Esse não é o momento, Johnson.
— Me perdoe! Eu sou um idiota. Só quero que saiba que me importava muito com Thom.
— Eu sei.
Suspirei e logo algo me chamou a atencão.
Lá fora, Will permanecia parado.
O terno preto, símbolo de luto, tornava sua presença ainda mais imponente. O chapéu negro repousava sobre os cabelos soltos que caíam pelos ombros.
Ele olhava para o chão, mãos nos bolsos, perdido em seus próprios pensamentos.
— Com licença, Johnson.
— Fique à vontade.
Agradeci e saí em direção à porta. Meus passos eram apressados, ansiosos.
Lá fora, o céu estava cinza.
— Will? Por que não entra?
Demorou a responder. Então, ergueu a cabeça e me olhou. Seu rosto era uma máscara fria e impassível.
— No dia em que Thom foi para o hospital, ele me disse que eu deveria demonstrar a você o quanto estou feliz pelo que há entre nós.
— E você está?
— Sim.
— Isso é bom.
— Calvin é importante para mim. Calvin, Wallace... Thom. Eles me trataram como um filho. Agora, só resta Calvin.
— Pelo menos ainda tem um.
— Sim. Por enquanto.
— Tem medo de perdê-lo também?
Ele soltou um riso sem humor.
— Isso é tão óbvio em mim, raio de sol? — sua voz era um sussurro carregado de incerteza. — Será que vou sofrer amargamente no dia em que Calvin se for? Será que passarei o resto da vida me afogando no arrependimento por nunca ter lhe dito que... que o vejo como...
Ele franziu o cenho, desviando o olhar para trás, como se buscasse algo invisível no vento, algo que pudesse lhe dar uma resposta. Seu rosto estava pálido, as feições tensas, e quando voltou a me encarar, sua confissão veio carregada de um peso invisível.
— Eu não chorei. Não chorei quando minha mãe morreu. Nem quando perdi meu pai. Wallace, Martin... todos se foram e eu permaneci intacto. Nem agora, diante da morte de Thom, as lágrimas vêm. Sinto esse nó apertado na garganta, essa angústia me consumindo, mas não consigo chorar.
— Isso não significa que não se importe — sussurrei.
Will caminhou em minha direção, os passos lentos, quase hesitantes. Quando parou, a proximidade entre nós era tão curta que precisei erguer o rosto para encará-lo. E ali estava ele, o semblante de um jovem dilacerado pela perda, a alma carregada de sombras. Seus olhos verdes, de um tom cristalino como as águas profundas de um rio, transbordavam uma dor silenciosa que me puxava para dentro dele.
Sua mão fria deslizou sobre minha pele, traçando um caminho suave e cuidadoso em minha face.
Acariciou-me com um toque quase etéreo, como se temesse que eu pudesse desaparecer sob seus dedos. Então, sem aviso, encostou sua testa na minha, fechando os olhos e soltando um suspiro longo, carregado de algo que ele não dizia, mas que eu podia sentir.
E quando seus olhos voltaram a se abrir, vi ali um sofrimento tão cru, tão feroz, que meu coração pareceu se partir por ele.
— Eu temo algo pior — sua voz veio em um fio rouco, como se cada palavra exigisse um esforço imenso. — Temo que um dia eu possa perder algo que leve tudo de mim. Algo que me dilacere tanto, que me destrua por completo.
E então, seus lábios roçaram os meus em um beijo breve, delicado, mas carregado de significados.
Aquelas palavras arrepiaram minha pele, como o vento gelado antes de uma tempestade.
— Vamos nos despedir de Thom — murmurou, sua mão deslizando da minha face para segurar minha mão.
A tristeza que pairava no ambiente era densa e sufocante, como um manto pesado que se estendia sobre todos. O silêncio, espesso e mortal, era quebrado apenas pelos gemidos abafados e os soluços que preenchiam o ar.
Will ainda segurava minha mão com firmeza, e, quando eu já não conseguia mais conter as lágrimas, elas finalmente vieram, como uma torrente imprevista. Ele estava ali, ao meu lado, por mim. Por nós.
— Posso conversar com você?
A voz de Patsy, suave e tremida, cortou a espessa cortina de silêncio que nos envolvia.
Afastei-me um pouco de Will, ainda sentindo seu olhar protetor sobre mim, e encontrei os olhos de Patsy, que me encaravam com um pedido silencioso. Foi então que percebi que suas palavras eram dirigidas a mim, e não a ele.
— Sobre o que quer falar? — Will perguntou, com a mesma serenidade de sempre, mas algo em sua voz denunciava a preocupação.
— Eu quero falar com ela, não com você, William
— Sua resposta veio direta, sem rodeios.
Will olhou para mim, como se soubesse que era o momento para se afastar, e, sem uma palavra, foi para perto de Cielo. Eu respirei fundo e voltei meu olhar para Patsy, que parecia distante, como se estivesse se preparando para algo doloroso.
— O que você quer, Patsy? — perguntei, tentando disfarçar a apreensão em minha voz.
— Eu só quero conversar — respondeu, seu tom mais suave agora.
— Você já disse isso. — Eu estava cansada, sentindo o peso de tantas emoções conflitantes.
— Então irei direto ao assunto.
Patsy pareceu hesitar por um momento, mas logo continuou:
— Eu vi que você e Will estão indo bem. Ele falou sobre o que aconteceu entre a gente, naquele dia?
— Patsy, Thom está bem ali, naquele caixão, e você vem até aqui falar sobre algo tão... fútil como você? — Minha voz tremia, mas eu não conseguia esconder a revolta.
— Tudo bem... Isso doeu — ela respondeu, sua voz tingida de tristeza.
— Se você me der licença... — comecei, querendo me afastar.
— Por favor, me ouça! — interrompeu-me, segurando meu braço com uma força que me surpreendeu. — Eu sei que você tem uma imagem muito ruim de mim. Eu não a culpo, de fato, eu sou a única responsável por todos os desentendimentos, por não ser suportada. Mas, eu me arrependo profundamente de tudo que fiz.
— Que bom para você — falei com um sorriso forçado, tentando afastar a dor que sentia.
— Quando toquei naquele assunto, eu só queria dizer que eu sempre soube, desde o começo, que era você que ele queria e não a mim. Ele tem toda essa fama de brincar com as mulheres, mas isso é mentira. Ele nunca jurou amor a nenhuma delas. Para nenhuma de nós.
— Eu sei — murmurei, olhando para o caixão de Thom.
— Está estampado no rosto dele que você é muito mais do que qualquer outra já foi. Você conseguiu algo que ninguém jamais conseguiu: o coração do O'Connor.
Patsy sorriu, mas não era um sorriso de vitória, mas de entendimento.
— Patsy... — minha voz falhou, mas ela não me deixou interromper.
— Não terminei! — insistiu, com uma urgência palpável em seus olhos. — No dia em que fomos ao Hotel, eu estava tão bêbada, mas eu me lembro de sentir ele me cobrindo, e depois do barulho da porta se fechando enquanto ele ia embora. Eu sabia que ele tinha me levado ali apenas para me deixar em um lugar seguro e não porque queria estar comigo. Ele estava terrivelmente triste. No outro dia, ele me ligou e foi estranho, porque ele nunca deu explicação para ninguém. Eu disse a ele que você não tinha nada de especial. E sabe o que ele me respondeu? Que você era algo que ele precisava. Algo que eu, ou qualquer outra mulher, jamais poderíamos dar a ele.
Aquilo me pegou de surpresa.
Eu fiquei com os olhos arregalados, processando aquela informação.
— Will já tinha partido tantos corações que eu só conseguia pensar no quanto eu queria vê-lo quebrado. Como pode alguém ter o coração duro como aço? Eu só conseguia pensar nisso.
— Will é tão quebrado, Patsy. Vocês só enxergam a parte física dele ou o que ele quer que vejam — eu consegui dizer.
Patsy concordou com a cabeça, como se finalmente entendesse.
— Eu acordei naquele Hotel, me sentindo como uma pessoa vazia. Saí correndo, jurando que faria da vida dele e a sua, um inferno. E no final das contas, você estava lá, me estendendo a mão quando ninguém mais o fez. E eu fui para casa, me sentindo ainda pior. Mais do que o lixo que eu já era — ela abaixou o olhar, como se a vergonha tomasse conta de seu corpo. — Sabe, eu já fui noiva. Todos aqui sabem, todos sabiam que ele me traía. Fui a última a saber. Ele contava nossas intimidades para os amigos. Zombava de mim, mas o dinheiro do meu pai o fazia dizer que me amava. No dia do meu casamento, uma das mulheres com quem ele mantinha um caso apareceu. Você pode imaginar como tudo isso terminou.
— Sinto muito, Patsy. — Eu não sabia o que mais dizer, então apenas murmurei.
— Eu também. Sinto todos os dias. Eu queria que tudo tivesse sido diferente. Eu me afastei de todos. O ódio que eu sentia, era algo que não consigo explicar. Eu sempre fui aquela mulher que todos achavam que não passava de uma idiota. Então, eu mudei. Fui o desejo de todos os amigos dele e Christian era um. O meu ex noivo corria atrás de mim como um cachorrinho e aquilo era delicioso... por um tempo. Eu me cansei. Mas então, lá estava o William. Perfeitamente bonito, como sempre foi e ele nunca me olhou. Sempre calado, sério, a perdição de algumas mulheres. Ele era um desafio que eu fiz questão de lutar. Mas, após nossa primeira vez, ele não me procurou. E isso me fez perder o controle. Ele quase não falou comigo. Eu me senti vazia, uma casca, apenas uma vadia... Will era um troféu, um prêmio inalcançável.
— Patsy, eu sei que tudo isso é muito doloroso para você, mas este não é o lugar apropriado...
Eu queria parar com aquilo, mas ela não parou.
— Você vai entender — ela olhou para o caixão e depois voltou seus olhos para mim. — Eu queria bater em você, machucar... Eu sabia que não era justo. Não depois de você ter me ajudado. E ainda assim, eu te odiei — Patsy sorriu, mas era um sorriso de dor. — Meu pai, quando soube do meu caso com o Christian, me bateu. Foi a pior coisa que já aconteceu comigo. Minha mãe olhou para mim com desgosto... Se você visse o rosto deles... Depois de alguns dias, Thom foi até meu pai. Enquanto foram chamá-lo, Thom veio até onde eu estava, me viu chorando, segurou a minha mão e me disse: "Talvez você não tenha o que tanto quer, mas isso não é motivo para esquecer seu valor. Seja sábia, mude a si mesma e logo as pessoas irão ver quem você realmente é". Ele estava certo. Eu não sou a vadia sem coração que todos pensam que sou. Eu só havia esquecido meu valor. Eu queria que as pessoas vissem quem eu realmente sou. Eu sou alguém. Há alguém aqui dentro, debaixo de toda essa fama ruim que construí sobre mim, ainda existe uma filha amorosa, uma mulher que deseja ser amada e ter uma família. Eu ainda sou a Patsy — ela parou, respirando pesadamente, os olhos marejados. — Eu queria que você me perdoasse pela forma como a tratei, sem que você tivesse feito nada para merecer. Tudo isso só por não aceitar que ele fosse seu.
— Will não é de ninguém.
— Você o tem. E talvez ele não saiba como demonstrar isso.
Ela olhou para o caixão novamente e depois me olhou com um sorriso triste.
— O que eu queria dizer com tudo isso é que Thom me fez enxergar o tipo de pessoa que eu realmente sou. Ele falou tão pouco, mas cada palavra dele fez tanto sentido. Pedir perdão para você, aqui, no velório dele, é expressar minha gratidão a ele. Se ele puder me ouvir, quero que ele saiba que eu sou grata às suas palavras, ao conforto que ele me ofereceu quando eu mais precisei. Que Deus o tenha, porque pessoas boas como o Thom, merecem um lugar especial ao lado de Deus. — Patsy enxugou suas lágrimas e sorriu de forma melancólica. — Eu não quero tomar mais seu tempo. Quem sabe, um dia, você possa me perdoar.
— Patsy.. — chamei seu nome, enquanto ela começava a se afastar.
— Você está perdoada. E fico feliz que você tenha perdoado a si mesma. Eu gostaria que Thom estivesse aqui. Ele teria ficado feliz por você.
Ela concordou com a cabeça e foi em direção à sua família.
Thom sempre soubera tocar as palavras da alma. E eu o amava por isso.
***
Quando alguém morre, muitas coisas mudam. Para quem fica, a sensação é de estar suspenso no vazio, os pés sem chão, a vida sem direção. Dependendo de quem se foi, a pergunta que ecoa na mente é sempre a mesma: E agora? O que faço?
Acho que essa era a dúvida que rondava Katherine. Seu olhar estava fixo no caixão descendo ao fundo da cova, mas sua alma vagava longe dali.
A morte é natural, inevitável, mas nunca aceitável. Ela chega como uma ladra silenciosa, sem aviso, sem permissão, e leva consigo tudo o que é amado. Para os que ficam, restam o silêncio da ausência, a dor do vazio, o peso do nunca mais. Nessas horas, talvez a única coisa sensata a fazer seja chorar até que a alma se desfaça.
Talvez, se Will chorasse, ele se sentiria melhor.
Ele estava um pouco afastado, encostado ao tronco de uma árvore, tão imóvel que parecia parte daquele cemitério. Combinava com o lugar. Ele era uma alma triste. Tão triste que doía olhar para ele. Talvez também estivesse tentando compreender a morte.
Eu permaneci em silêncio, mesmo com minha alma gritando. Em algum lugar dentro de mim, ela clamava em desespero.
Havia um vazio ali. Faltava música. Thom sempre cantarolava algo, e agora, naquele campo onde os mortos descansavam, tudo era silêncio. Não havia melodias. Não havia sorrisos.
Não havia Thom.
A vontade de partir me sufocava. Eu não suportava mais encarar aquele caixão repousando na terra úmida. Queria correr para a fazenda, me jogar na cama e dormir. E quando acordasse, sussurraria: Graças a Deus, foi só um pesadelo.
Cielo jogou sua rosa sobre o túmulo e sussurrou:
— Um dia nos veremos, meu amor.
Os primeiros pingos de chuva começaram a cair. A despedida, já dolorosa, tornou-se ainda mais melancólica. Aos poucos, os amigos e conhecidos se foram, deixando apenas a família para o último adeus.
Megan, em meio às lágrimas, abraçou a mãe e encostou o rosto em seu ombro. Chorou um choro profundo, doído, um som que lembrava o lamento de um animal ferido.
A chuva engrossava, mas ninguém se moveu. Ficamos até o fim.
Eu já havia jogado minha rosa.
Senti o nó se formar na garganta quando aquela palavra se fez inevitável. "Adeus" escapou dos meus lábios como uma lâmina afiada, rasgando-me de dentro para fora. Eu não estava pronta para dizê-la novamente.
Mas quem, nesta vida, está?
Mais uma vez, outro adeus.
Quando não havia mais nada a fazer ali, começamos a ir embora.
Will permaneceu no mesmo lugar, o olhar preso ao túmulo recém-cavado.
— Você não vem, Will? — perguntei, hesitante.
Ele balançou a cabeça levemente.
— Podem ir. Eu já alcanço vocês.
Toquei sua mão. Ele sorriu de um jeito triste, e só então notei a rosa branca entre seus dedos.
Cielo já estava distante, acompanhada de Megan, Jeremy e alguns amigos. Segui com eles, mas, depois de alguns passos, olhei para trás.
Will não estava mais onde o deixei.
Agora, diante da cova de Thom. O chapéu repousava contra o peito, os cabelos molhados grudavam na pele, o olhar perdido no monte de terra recém-revolvida. A rosa branca descansava ali, uma última oferenda, um último gesto de amor.
A chuva finalmente desabou sobre nós. Mas Will não se moveu. Permaneceu ali, imóvel, deixando-se molhar, como se esperasse que a água levasse consigo um pouco daquela dor.
Ele estava ali, se despedindo.
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UM PONTO DE PARTIDA
RomanceTragédia e perda deixaram Heloyse à deriva, presa em um vazio onde a dor é sua única companhia. Em busca de um escape, ela se lança ao desconhecido-não para se encontrar, mas para esquecer, nem que seja por um instante. Sua jornada a leva a terras v...
