Reta Final e Porque Gosto de escrever

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Eu tenho essa história desde 2014. Na época eu tinha uma loja de roupas, então, quando não havia clientes, eu ficava atrás do balcão, escrevendo-a como um passatempo.

Desde pequena, sempre escrevia pequenas histórias e lia muitos livros. 

Eu morava com um padastro que não deixava que eu falasse com outras crianças, não deixava assistir TV, ou sair de casa.  Às vezes, até trancava eu e minha mãe.

Sendo muito sozinha e passando todo tipo de agressão na escola, desde física e psicológica, eu pegava pilhas de livros da biblioteca, me escondia dentro do guarda-roupa e viaja para outros lugares. Eu preferia o mundo dos livros, do que a realidade.

Meu primeiro livro preferido, foi "Histórias Sobrenaturais de Rudyard Kipling" e, na época, eu tinha oito anos de idade.

Eu lia quase todos os dias e à noite, sempre lia debaixo do cobertor com uma lanterna. 

Com quatorze anos, minha professora de português, ofereceu ajuda para publicar alguns contos que eu escrevia, mas devido a algumas coisas, eu simplesmente tomei outro rumo na vida.

No terceiro colegial, minha professora ofereceu um personagem e dois objetos para montar uma redação. Eram eles, uma mulher, um tapete e um par de botas. Com isso, tracei uma história.

Dias depois ela havia dito que tirou xerox da minha redação e leu em outras salas e na sala dos professores e disse "você deveria escrever um livro". Fiquei com isso na cabeça.

Um professor de outra sala pediu autorização para ler minha história para uma turma que cursava Letras.

Os anos passaram e eu não tomava a iniciativa. Até que comecei a escrever "Hurt" (esse foi o primeiro título, depois, foi A Cor Em Volta Do Sol, até se tornar "Um Ponto de Partida). E sim, tenho várias outras histórias que ainda não postei aqui.

Por que uma história que fala tanto sobre sofrimento? Bom, não é inspirado em alguém que eu conheça, mas de certa forma, eu conheço bem o que é passar dias e dias chorando. Minha infância e minha adolescência não foi algo que eu olhe e pense "passaria tudo de novo" (a menos que eu pudesse mudar algumas coisas), então toda vez que eu queria fazer trechos tristes, a primeira coisa que eu me lembrava, era das vezes que eu chorei por palavras duras que eu ouvia, ofensas, humilhações e tudo mais. E com isso, surgiu "Hurt".

Mas agora estamos chegando a uma reta final, onde torcemos para que tudo mude ou que as lágrimas cessem.  Lisy merece ser feliz. E Will? Ele merece?

Sou do tipo que acredita encontrar o amor perfeito mesmo em meio as inperfeições. Então espero que me deem uma chance de futuramente, mostrar minhas próximas histórias. 

Então... é isso aí!

Obrigada por terem lido até aqui.

UM PONTO DE PARTIDAOnde histórias criam vida. Descubra agora