Capítulo 11

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       * AVISO DE GATILHO ⚠️  

A parte final deste capítulo descreve abuso de menor. Um segundo AVISO em negrito pedirá para interromper a leitura, caso não se sinta à vontade. A não leitura não comprometerá  a compreensão da história.

          Vítor Hugo

      Meus olhos buscaram os de Danielle assim que meu fôlego voltou ao normal, e o sorriso de satisfação em seu rosto perfeito e delicado me deu a certeza de que mandei bem. Como sempre.

      Ela era mesmo uma menina linda e encantadora. E eu, um filho da puta sortudo por ser o primeiro homem da sua vida. Estávamos exaustos e suados, mas felizes. Foi mesmo ótimo.

      Ela esticou seu braço e tocou meu rosto, fazendo com que uma corrente elétrica percorresse todo o meu corpo e eu desejasse ficar por mais tempo sentindo esse contato.

      — Melhor a gente ir embora — sugeri.

      — Também acho — ela concordou, sorridente.

      Me levantei devagar, ajudei Danielle a ficar sentada. Toquei seu rosto, seu peito nu. Prestei atenção em toda sua anatomia delicada. De repente, um medo se instalou em mim.

      — Meu Deus!

      Me coloquei em pé num pulo. Danny não entendeu nada, fazendo cara de espanto.

      — O que foi? — ela se levantou.

      — Droga, Danny…! Você não se tocou ainda? A gente transou sem camisinha. E se você engravidou…

      A garota manteve seu sorriso tranquilo.

      — Fique tranquilo, Vítor Hugo. Eu tomo injeção pra não engravidar. Ela está em dia.

      A resposta dela me deixou perplexo.

      — Eu tomo injeção contraceptiva — os lábios dela delinearam um sorriso travesso. — Sob prescrição médica, é claro.

      — Sua professora controla a taxa de reprodução das alunas?

      Imprimi um tom exageradamente espantado, só pra fazer graça, e Danny riu. Como era bom vê-la rir. Como era bom ser um palhaço, de vez em quando.

      — Claro que não, nada a ver — a bailarina pôs uma mecha do cabelo atrás da orelha, tocou seus seios pequenos ao mesmo que me pareceu pensativa.

      Aos poucos seu semblante recuperou a habitual serenidade. Ela se recompôs antes de mim. Conferi o horário no celular. Não havia passado muito tempo, o pessoal estava nos esperando em frente à bilheteria. Nossos figurinos ficaram guardados nos camarins, dentro dos tutuzeiros.

       Micaela fez cara de brava ao ver nós dois juntos e mediu a Danny da cabeça aos pés. Sua hostilidade pela loura de pele sardenta estava começando a me incomodar.

      Notei que Duda estava de costas para o grupo, nitidamente chateada, braços cruzados, ao lado da bunduda e sempre arredia Alice. A ruiva de cabelo curto tinha fones conectados nos ouvidos.

      — Danny!

      A professora dos nossos colegas de alojamento tinha um porte altivo e imponente, e me ocorreu que não era à toa que as garotas tinham tanta elegância nos movimentos. Letícia Espinoza vinha caminhando como uma fada em nossa direção.

      Ela não era tão alta quanto Danny , mas impunha respeito.

      — Onde você estava? — a professora avaliava sua aluna.

DanielleHistórias para pegar e não largar. Descubra agora