Capítulo 55

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Me recupero máximo que consigo dessa piscada que ele me deu.

Como alguém consegue transformar movimentos tão simples como pegar uma taça, levar comida até a boca, em algo tão sexy?

Como um pedaço do peixe e bebo meu vinho.

Preciso lembrar de pegar leve no vinho.

Não está ventando, mas sinto a brisa da noite penetrar meu rosto. Fecho meus olhos e aprecio a noite. Quando abro Chris está olhando para mim.

— O quê? — sorrio e coloco meu cabelo atrás da orelha. Ele continua me olhando. Estou ficando sem graça. Decido continuar o assunto. — Bom, se está se ainda está se perguntando por que não sigo a carreira de escritora — ele continua a me olhar — é porque não funciona, não posso depender da minha tia pelo resto da vida — termino de comer meu peixe com uma garfada só.

Meu Deus, isso estava bom demais! Chris já terminou, ele come muito rápido. Ele pega a garrafa e adiciona mais vinho nas nossas taças.

— Obrigada — tomo um gole.

— O que você tem é só medo — ele toma um gole do vinho. Olho para ele sem entender. — você tem medo do fracasso — ele se inclina para frente, ficando mais perto — tem medo de fracassar e não decepcionar apenas a si mesma, mas sua mãe — desvio meu olhar do dele — olha pra mim — olho em seus olhos — muitos me falaram que eu não conseguiria, sei que vai dizer que eu tenho talento e isso ajudou. Sim pode ser, mas o que me trouxe aqui foi a tentativa — o modo como suas palavras penetram em meus ouvidos me dão uma força, uma sensação de proteção que eu não sentia a minha tempo — só arrisque, tenho certeza que vai conseguir — eu poderia beijá-lo, ele está tão perto.

De repente meu celular toca quebrando o clima e ele se afasta.

— Droga — pego meu celular e vejo quem é — desculpa, é a Mari — abro a mensagem e é uma foto dela com Joel comendo pipoca. Dou risada e mando corações e carinhas apaixonadas.

— Ela está perguntando se você ainda está viva? — Desligo o celular e coloco novamente na bolsa. Dando atenção novamente para Chris.

— Não, ela me mandou uma foto — pego minha taça — dela com Joel no cinema, comendo pipoca — tomo um gole. Precioso pegar o nome certinho desse vinho. Poderia tomar um todo dia. Chris sorri.

— Eu que dei a ideia sabia? — olho para ele questionando o — eu falei pra ele convidar ela pra sair hoje, eu não queria deixá-la sozinha naquele apartamento. Até porque, mandei todos irem passear — damos risada juntos e algo volta para minha mente.

— Por falar em apartamento — cruzo minhas pernas e sinto seus olhos em minhas coxas — foi você que mandou todos os presentes não foi? — ele pisca e se volta para meu rosto.

— Foi — ele cobre o rosto com as mãos — muito brega? — ele faz bico e eu dou risada — nem sei porque mandei aquelas coisas, eu sou romântico, não posso negar — ele põe a mão no peito e empina o nariz me fazendo rir — mas não sou tão exagerado, mas o que me surpreendeu foi você não ter desconfiado de nada, principalmente depois do urso com as iniciais — coloco minha taça quase vazia em cima da mesa.

— Como eu poderia imaginar ou passar pela minha cabeça que você sabia quem eu era — dou risada e coloco meus cotovelos na mesa para apoiar meu rosto — eu estranhei claro, mas achei que era o Arthur, não o Christopher Vélez — ele sorri.

— Desculpa de novo por mentir — ele fica na mesma posição que eu — mas prometo — ele levanta o dedo mindinho — somente a verdade daqui pra frente — coloco meu mindinho junto ao dele e a novamente sinto a eletricidade pelo meu corpo.

A Fantasia de uma Fã - Livro 1 (EM REVISÃO)Onde histórias criam vida. Descubra agora