O prólogo começa contando como foram os últimos momentos da vida de Askin, junto da sua família, formada por um pai religioso e uma mãe submissa. Apesar de novo, essas características de seus pais o irritavam, e raiva era algo constante em seu ser. Após a reza de agradecimento pelo jantar, sua casa foi invadida por homens liderados por Doraireddo, um dos membros de alto nível dos Nōbenbārein, facção que constantemente disputava território na cidade do sudoeste (Black and Purple). Doraireddo cobrava dinheiro pela proteção da família, e pela recusa do chefe da casa, a mãe de Askin se tornou a primeira vítima. Vendo a situação, o homem jogou palavras de maldição contra Doraireddo, até que o mesmo cortou seu pescoço, fazendo o chefe de família sangrar e agonizar até a morte. Tentando se salvar, Askin correu para o andar de cima, até que um dos capangas de Doraireddo segurou sua perna, e ainda com o garfo do jantar na mão, Askin enfiou o talher no olho do homem, o jogando para trás e derrubando seus colegas de facção. Askin resolveu se esconder no baú branco proibido no quarto de seus pais, até que um espirro ocasionado pela poeira do caixote o denunciou, fazendo os homens de Doraireddo pegar o baú e jogá-lo em uma represa funda, frequentemente utilizada para calar inimigos dos Nōbenbārein. Askin não sabia nadar, e em seu último suspiro, ele se agarrou ao braço pútrido que brilhava em vermelho. A história então avança dois anos, mostrando a vida de Daniel e sua futura esposa Suyen, em uma discussão complicada sobre o sonho recorrente que Daniel estava tendo, e também sobre um antigo boneco de Daniel que o mesmo jurava ter jogado fora. Aconselhado por Suyen, Daniel foi ao encontro de um psicólogo para tentar descobrir o que estava fazendo ele ter o mesmo sonho nas últimas noites. A consulta prossegue com o psicólogo dando um atestado de uma semana para Daniel se ausentar do trabalho, dando tempo para o mesmo tentar se lembrar de alguma desavença que tenha cometido no passado para então resolver o assunto. Ao sair do consultório, Daniel recebe uma ligação de um ex colega de trabalho no qual fazia tempo que não via, mas a voz no telefone era de sua esposa, que estava aos prantos, dizendo que seu marido havia falecido após um osso de frango pontiagudo ter perfurado sua garganta, fazendo o homem ter uma morte dolorosa e lenta. Daniel questiona o motivo da ligação, e a resposta era de que aquilo era um aviso para o velório do ex colega que iria acontecer no fim da tarde do dia seguinte. Daniel mente dizendo que iria para o velório e desliga o celular, não dando tempo para a viúva continuar com os lamentos. A consulta havia levado mais tempo que o necessário e a noite havia chegado, e quando Daniel chegou de volta a casa, Suyen estava tão cansada que simplesmente desmaiou na cama dos dois. Vendo aquilo, Daniel cobriu sua noiva com um lenço leve, e algo se mexeu atrás dele, e quando Daniel se virou, era uma versão em tamanho real de Jack, o boneco que ele havia jogado fora no caminho para o consultório, com um preto e vermelho em suas roupas ao invés do verde e vermelho padrão dos bobos da corte. Jack estava sentado em uma pilha de lençóis sujos, rindo do jeito doce de Daniel ao tratar Suyen com tanto afeto, o chamando de Little Donnut, apelido no qual Daniel era chamado na infância por ser gordo e estar sempre com alguma comida na mão. Apesar da raiva surgindo, Daniel esfrega os próprios olhos, achando que aquilo era algum tipo de alucinação, mas o palhaço em sua frente era tão real quanto suas gracinhas. Jack levanta da pilha ainda rindo, dizendo para Daniel não enlouquecer antes do tempo, saindo do quarto e descendo as escadas, e quando Daniel resolveu ir atrás, Jack já havia sumido. No dia seguinte, Daniel acorda outra vez suando, e dando espaço para Suyen, ele resolve dormir no sofá da sala, dando de cara outra vez com Jack, que estava deitado na outra ponta do cômodo, o encarando com um sorriso irritante, mas que Daniel ignora. O dia passa e quando Suyen desce para o térreo, descobre que Daniel havia feito o almoço, ficando contente pela atitude do noivo e o beijando na bochecha, mesmo que Daniel apenas fazia aquilo para tentar esquecer a presença de Jack no local, mesmo com o palhaço tendo sumido a esse ponto do dia. Aproveitando os dias de folga, o casal resolve sair para caminhar e jogar conversa fora, até que um caminhão de bombeiros passam pelos dois, e só então eles percebem que o local em chamas na sua frente era a casa de outro ex colega de Daniel. Ao voltar, Daniel liga o rádio que fala as últimas notícias, noticiando que um homem havia sido imobilizado e morto queimado vivo dentro de sua própria casa, sendo o suficiente para Daniel juntar as peças. No dia seguinte, preocupado com a possível coincidência, Daniel segue para uma lavanderia de faixada que esconde uma atração clandestina de lutas, atualmente chefiada por Kaku, outro ex colega de Daniel. Ao ver Daniel, Kaku o chama pelo apelido no qual Daniel não quer mais que seja lembrado... Doraireddo. Daniel pergunta para Kaku se ele já sabia das mortes de seus ex colegas de facção, e Kaku responde dizendo que apenas lamenta o fim trágico de seus três antigos amigos de profissão. Obviamente confuso, Daniel pergunta sobre o terceiro caso, e Kaku fala que um ex membro dos Nōbenbārein havia sido morto na manhã daquele dia na porta de casa ao ser atingido no pescoço por um facão que surgiu do nada. Ao ouvir aquilo, Daniel decide ir embora e sugere para que Kaku tenha cautela, pois isso tudo pode ser uma grande chance de alguém de outra facção da cidade do sudoeste querendo vingança, mas Kaku ignora ao se divertir com a luta que ocorria diante dele, comentando que fazia tempo que alguém não durava mais que três lutas, já que um dos melhores lutadores do local havia sido contratado como guarda-costas por uma mulher de muito dinheiro (Jeff de Mavlov). Ao olhar as duas figuras, Daniel sentiu um desconforto. Um dos lutadores usava um macacão colado e era bem grande, enquanto o outro era do tamanho normal de um homem adulto e usava roupas sociais pretas. De repente, o homem de preto olhou para cima, na direção de Daniel, e o sorriso que expressou o lembrou do mesmo sorriso doentio de Jack. Apavorado, Daniel diz adeus para Kaku e vai embora, sem esperar resposta. Os dias passam e mais mortes acontecem, fazendo a polícia local entrar em alerta com o assassino em série que está rondando por aí, e sempre que Jack aparecia, Daniel e Suyen tinham outra discussão, até que a gota d'água finalmente veio e Suyen deixou a casa, alegando que Daniel havia finalmente enlouquecido não só com seu sonho repetido, mas também pelas sirenes das viaturas rondando pra lá e pra cá atrás do assassino. Vendo que estava sozinho e esgotado, Daniel deitou no sofá e dormiu como nunca havia dormido antes, pois seu sonho recorrente não havia surgido naquela vez. Apesar de renovado, a preocupação bateu em sua mente ao lembrar do assassino que estava solto por aí, e também do fato de que Suyen também havido sido um dos membros dos Nōbenbārein. Subindo as escadas, Daniel vasculhou o quarto atrás de qualquer pista que Suyen poderia ter deixado, e ao ver que o dinheiro que os dois juntavam sumiu, Daniel pensou que sua noiva poderia estar em qualquer hotel da cidade. Preocupado, Daniel saiu de casa, decidido a verificar todos os hotéis que pudesse, e ao chegar no terceiro, pediu para a recepcionista o andar e o número do quarto de Suyen. Chegando na porta, Daniel bateu na madeira, dizendo que estava com medo de que algo poderia acontecer com ela e que, se fosse preciso, ele quem sairia daquela casa. Não teve resposta, e ele bateu outra vez na porta, e antes de bater uma terceira vez, percebeu que a porta estava fechada, mas não trancada. Ao abrir e passar pela porta, as costas de uma espada gigantesca foi jogada contra ele, o fazendo cair e bater com o rosto contra uma mesa perto da porta. A porta atrás de si fechou de forma pesada, e quando Daniel se levantou recobrando a consciência, ele ficou horrorizado com o que estava na sua frente. Suyen estava com as mãos juntas, seguradas por uma única mão da figura negra que constantemente aparecia em seus sonhos, e que estava agora na sua frente. Aquele ser debochou de Daniel, dizendo que o dia que ele tanto esperava, o dia que Daniel estaria na sua pele, finalmente havia chegado. Daniel não entende o que aquelas palavras queriam dizer, até que aquele ser começou a falar sobre dois anos atrás, quando Daniel ainda era chamado de Doraireddo, e como ele havia tirado friamente a vida de uma família simples por troca de dinheiro, espancando uma mulher até a morte, fazendo um corte fatal no pescoço de um homem e jogando um baú com um garoto em uma represa funda, ainda que naquele mesmo dia, Daniel fosse sido avisado de que ele passaria por aquele mesmo momento. Com aquelas palavras, Daniel finalmente se lembrou, caindo de joelhos, e levantando a voz, a figura negra ainda o lembrava que, um dia após aquilo, houve a união de todas as cinco facções da cidade do sudoeste, que prometia dar paz para todos os moradores da cidade (Black and Purple), e que se Daniel tivesse esperado um único dia, nem sua mãe, seu pai e ele próprio teriam tido tais fins. Com a última parte da fala, Daniel entende que a figura de preto na sua frente era o garoto raivoso da família na qual ele ajudou a exterminar, e com peso caindo em sua consciência ao ver Suyen naquele estado, o nome Askin saía de sua boca, fazendo aquele ser sorrir de forma não humana. Askin disse que dentro daquele baú em que havia entrado estava aquilo que poderia lhe trazer a vingança que tanto queria, não só contra Daniel, mas contra todos os envolvidos naquele dia, ressaltando que demorou todo esse tempo por ter prometido reaparecer apenas no momento de maior felicidade de Daniel, e foi então que ele começou causando aqueles sonhos, depois se disfarçando de Jack, mudando sua aparência naquele mesmo momento para a do palhaço e voltando para a aparência original logo em seguida, e matando todos aqueles que trabalhavam com Daniel. Ainda de joelhos, Daniel implorou para que Suyen fosse poupada e que não ligaria de morrer se fosse pra salvá-la, e ele repete a frase várias vezes, começando a perder a voz quando disse a frase na oitava vez. Vendo que Daniel falava sério, Askin empurrou Suyen, iludindo Daniel e o fazendo sorrir por aquele momento, até que Askin transpassou a enorme lâmina no torso da noiva de Daniel. Apesar do golpe, Suyen não havia morrido, e ao olhar para trás, Askin sorria tanto que sua boca até mesmo estava aberta, e então, a enorme espada brilhou em vermelho, e Suyen simplesmente explodiu, fazendo seu sangue pintar o cômodo todo de vermelho. Daniel cai outra vez ao chão diante de tal cena, e antes que Askin completasse sua vingança, Mavlov surge, dizendo que finalmente havia encontrado a fonte daquele poder desprezível.
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(Final de Crimson Revengeance antes da adição de Home.)
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Askin ri vendo a possível diversão na sua frente, antes de matar Daniel, mas de repente, seu corpo começa a tremer e seu rosto altera entre a expressão psicótica e uma feição mais séria e preocupada. Da sua boca, sai uma voz mais contida dizendo que Askin precisa deixar as coisas em suas mãos, avisando que Mavlov é alguém que deve ser levado a sério, mas Askin manda Leliel, dono daquela voz interna, se calar. Mavlov já sabia dos assassinatos que Askin cometera usando o poder de Leliel, e percebendo que seu corpo alternava entre os dois, Mavlov aponta para o peito da figura negra, e de repente, o coração de Askin atravessa seu torso, parando na mão de Mavlov que mostrava seu lado impiedoso. Sem vida e não tendo condições de regenerar do zero um órgão tão precioso, Askin cai no chão, sem vida, e Mavlov se vira para Daniel, o questionando do porquê ele não está agradecendo por ter sido poupado. Daniel responde de que não adianta nada estar vivo se aquela que ele amava não estava, e Mavlov responde dizendo que voltará no tempo e impedirá de Askin pegar os poderes de Leliel. Sem questionar, Daniel levanta e enfim agradece Mavlov por aquilo, mas Mavlov o adverte dizendo que aquilo custará caro. Mavlov diz que sabe que Daniel não foi uma boa pessoa em tempos de facção e que ele sequer deveria estar salvando um ser humano tão podre quanto aquele que havia caído morto agora, mas Mavlov também admite que Daniel havia recomeçado sua vida de forma limpa e justa depois de abandonar aquela vida de crimes. Mavlov diz que, ao voltar no tempo, Daniel será o único que lembrará das mortes ocorridas, e não apenas isso, mas no próximo mês, ele irá sonhar com cada uma das mortes de seus ex colegas de facção, e que serão sonhos tão reais que será como se Daniel presenciasse e sentisse tudo em tempo real. Mostrando seu lado cruel antes que Daniel dissesse qualquer coisa, Mavlov o joga contra a parede, o fazendo desmaiar na mesma hora, e ao acordar, ele havia voltado para o mesmo dia em que havia ido ao psicólogo. Suyen estava arrumando as roupas no guarda-roupas e deu um bom-dia para Daniel ao se virar, e em resposta, Daniel a abraça. Suyen perguntou o que havia acontecido e Daniel responde que teve um sonho ruim, mas que não foi nada demais, e então, ele começa a ajudá-la com as tarefas de casa.
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( Final de Crimson Revengeance depois da adição de Home.)
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Askin ri vendo a possível diversão na sua frente, antes de matar Daniel, mas de repente, seu corpo começa a tremer e seu rosto altera entre a expressão psicótica e uma feição mais séria e preocupada. Da sua boca, sai uma voz mais contida dizendo que Askin não está mais no comando, e que o contrato dos dois precisou ser mudado de última hora. Sem ser questionado, a atual voz se apresenta como Leliel, dizendo que desde quando acordou, já podia pressentir a presença de Mavlov andando pelo mundo, e em resposta, Mavlov pergunta como é possível que tenham outros seres quase tão poderosos quanto ele. Tanto Mavlov quanto Leliel assumem posição de combate, até que outro poder monstruoso é sentido de muito longe. Imediatamente, Mavlov se teleporta para a fonte de tal poder, e quando chega, é expulso no mesmo instante por uma barreira que o repele. Aproveitando que a barreira recém-criada já se dissolvera, Leliel também invadia, agarrando o portador daquele poder pelo pescoço, mas assim como Mavlov, ele também havia sido repelido para fora do local. Ambos tentaram entrar novamente, mas era algo que os repelia com uma força absurda, e ao lembrarem da questão anterior a isso, Leliel some, sem deixar rastro. Ao voltar para o quarto de hotel, Mavlov vê Daniel aos prantos por perder sua noiva, e então, o consola dizendo que assim que tudo aquilo terminar, ele traria de volta aqueles que foram mortos por Askin, pedindo apenas um pouco de paciência. Daniel concorda, e Mavlov começa a vasculhar todo o mundo atrás de Leliel, decidido a pará-lo.
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Ficción GeneralExplorações, registros, conhecimentos, comentários sobre tais coisas, eram coisas que Erina admirava no homem da sua vida, seu pai. Desde sempre, a garotinha do papai mostrava interesse na profissão do homem que cuidava da família, e em resposta, o...
