Capítulo 37

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Daryl Dixon

Assim que aquele zumbi pulou nas minhas costas, achei que iria morrer. Mas ao ouvir o barulho daquela lâmina cortando vento, tive a esperança restaurada.

Quando olhei pra trás, senti meus olhos marejarem rapidamente, era ela, era Lillian. Ela estava ali parada na minha frente.

— Daryl... —  ela disse com a voz rouca.

— Lillian!? — dei dois passos em sua direção — o que você...

Antes que eu terminasse de falar, ela caiu no chão. Corria até ela desesperado e segurei seu rosto, Michonne fez o mesmo.

— Lilli? Lilli, acorda por favor. — Dei leves tapas em seu rosto.

— Ela tá pálida. — Michonne a tocou. — E com febre. — ela puxou delicadamente o curativo no braço de Lillian. — Ta infeccionado, vamos rápido, temos que levá-la de volta.

— Desse da sacada primeiro, eu pego ela e te passo. — Ty disse para mim.

Desci da sacada, Ty a pegou no colo e passou para mim. Coloquei um braço em suas costas e o outro atrás do joelho, a apertei contra mim e corremos para o carro.

Ao chegar lá, a coloquei no banco traseiro e me sentei em seu lado, Bob se sentou do outro lado, Michonne foi no motorista e Ty no banco do passageiro.

— Vou dar uma olhada na perna dela. — Bob avisou, ele abaixou um pouco o curativo e avaliou. — Não parece ter infecção, está bem limpo. Mas precisa de pontos.

Ele abriu o curativo do braço e fez uma cara feia.

— o que? O que houve? — perguntei preocupado.

— Ta bem feio, infeccionado. — ele analisou os pontos. — Deu os pontos sozinha. Ela precisava acordar para tomar um antibiótico. — ele avisou ao fechar o curativo novamente.

— Vou tentar acorda-la.

Mexi um pouco nela, e chamei seu nome algumas vezes, mas nada.

— Ela deve ter passado por muita coisa, tadinha. — Bob disse.

— Lillian é a garota mais forte que conheço. — Michonne olhou pelo retrovisor. — Rick e Carl vão ficar muito felizes.

Continuamos dirigindo por algum tempo.

Lillian Grimes

Eu estava em um lugar escuro, não podia ver nada.

— Olá? Tem alguém aí?

Tentei dizer, mas ninguém me ouviu, ninguém respondeu, não havia ninguém.

— Por favor! Não quero morrer sozinha.

Senti as lágrimas molharem meu rosto, me sentei no que pareci o chão e abracei meus joelhos. Comecei a chorar, quero ir para casa...

De repente uma luz branca apareceu iluminando o lugar, ergui a cabeça e já não estava mais no lugar escuro. Estava em um lugar bonito, um campo com um pequeno riacho, a grama verde e várias flores pelo chão.

Loving in hell - Daryl Dixon •TWD•Histórias para pegar e não largar. Descubra agora