Lillian, ou Lilli para os mais íntimos, é a filha mais velha de Rick Grimes. Após sua formatura do ensino médio, a garota se mudou para outra cidade para dar início a sua vida adulta, seu sonho de se tornar paramédica é deixado de lado após descobri...
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Lillian Grimes
Eu tinha 18 anos quando me separei da minha família, meu pai Rick Grimes, minha mãe de coração Lori e meu meio irmão Carl. Lori sempre me tratou como sua filha de sangue, mesmo que ela não fosse realmente minha mãe, meu pai acabou transando com essa mulher depois de ter enchido a cara em um bar. Depois que ele conheceu Lori e se casou, descobriu que tinha uma filha, ele lutou pela minha guarda pois sabia que minha mãe não era boa para mim. Um dia ela me machucou muito ao ponto de eu ser internada, então meu pai finalmente conseguiu minha guarda.
Eu tinha uns 2 anos quando isso aconteceu, Lori nunca me tratou com desigualdade ou com maldade, mesmo depois de Carl ter nascido, Meu pai pediu para Shane ser meu padrinho, e ele aceitou de bom grado. Eu não me lembro da vida com minha mãe biológica mas me lembro de minha infância com meu pai e minha mãe de verdade (Lori) e só isso basta para mim, nunca tive interesse em conhecê-la, sei que ela se chama Rose, mas apenas isso.
Quando acabei o ensino médio me mudei para outra cidade e comecei um curso preparatório para paramédicos , queria fazer algo que ajudasse significativamente as pessoas, assim como meu pai, ele era minha inspiração em tudo, oque eu mais queria era ser forte como ele. Quando descobri que ele levou um tiro voltei para King County o mais rápido que pude, vê-lo naquela maca de hospital em coma acabou comigo, eu não poderia voltar e fingir que meu pai estava bem e que nada havia acontecido, eu queria ficar lá com ele, mesmo com a insistência de Lori, eu sabia que poderia perder a vaga no curso mas a teimosia dos Grimes é algo que se percebe de longe.
Quando os noticiários começaram a nos avisar que um novo vírus surgiu, muitas pessoas não se incomodaram, como muitos disseram "no jornal só tem desgraça", não que eu discordasse, mas aquela notícia realmente me deixou intrigada.
Eu queria ter passado a noite no hospital mas Lori insistiu que eu dormisse em casa com Carl. Era de manhã e aquele pestinha estava pulando em minha cama.
— Acorda! Lilli, tá na hora! — ele dizia enquanto me balançava na cama.
— Qual é pirralho, só mais 5 minutos vai. — joguei um travesseiro nele na tentativa falha de fazê-lo sossegar.
— Já são 8 da manhã, você disse que iríamos ver o papai as 8, acorda vai! — ele se jogou em cima de mim soltando todo seu peso — Se não acordar, eu vou jogar um balde de água com gelo na sua cabeça!
— Ta bom! Ta bom! To levantando, você venceu — me sentei na cama com as mãos erguidas em forma de rendição — Mas já que pulou em cima de mim, você merece um castigo... DO MONSTRO DA COSQUINHA! — gritei jogando-o na cama e fazendo cosquinhas.
Depois das brincadeiras pela manhã, nos arrumamos e eu preparei um sanduíche para Lori. Enquanto eu dirigia meu Jeep vermelho com o Carl, passamos em frente a um mercado, as pessoas pareciam loucas, pegavam as coisas e corriam sem pagar, batiam umas nas outras, era um completo caos.