Falcão. - Rio de Janeiro, 06 de agosto, Complexo da Maré.
Dois meses se passaram depois de todo aquele alvoroço, e dois meses sem ter DG por perto. A primeira semana foi difícil, eu tava na fossa, tava mal mesmo.
Se não fosse por Carolina e Natan, eu tinha ficado louco. Eu e Danone nos distanciamos, ele tava mal também e toda vez que a gente se falava, a gente acabava falando merda um pro outro.
Ele me culpava pela morte do DG, ele dizia que se eu tivesse matado Daniel na primeira vez que vi, nada teria acontecido. E eu cheguei a acreditar nisso, mas como sempre, Carolina tava lá pra dizer que não era a verdade. Ela também disse que cada um lida com o luto de um jeito, e esse foi o jeito de Fernando lidar, eu deveria esperar o tempo dele.
- Já tá tudo pronto? - ela chegou me perguntando enquanto eu olhava pro nada na varanda de casa.
Ela veio "morar" comigo enquanto ajeitam a casa dela. Além de terem revirado tudo, quebraram alguns móveis e portas, por isso ela veio passar esse tempo aqui e por mim, não precisava sair não.
- Tudo pronto meu amor. Falta só você e Natanzinho. - eu respondi depois de soprar a fumaça do cigarro.
- Já estamos prontos também.
Eu esperei as coisas se ajustarem aqui no complexo e deixei tudo na mão de Danone e Matheus. Os moradores estavam com medo, essa foi a primeira invasão depois da minha posse, e não teve quase nenhum dano, mas DG era querido por todos, a comunidade sente falta pra caralho dele.
- Então vamos, princesa. - ela assentiu e foi buscar Natan enquanto eu colocava as nossas malas no carro.
Decidimos viajar hoje, planejamos e agora tá finalmente saindo do papel.
A única coisa que ela me pediu foi que fosse um lugar de praias porque fazia muito tempo que Natan não via o mar. Eu concordei obviamente e escolhi o destino que era surpresa pros dois.
Entrei no carro e esperei eles entrarem. Natan sentou no banco traseiro e colocou o cinto, Carol sentou no meu lado e fez o mesmo.
Dei partida no carro e fui na direção da barreira do morro.
- Qualquer coisa, resolvam com Danone. Quero paz essa semana.
- Beleza chefe, boas férias aí. - um deles falou e eu fiz toque com eles acelerando de novo o carro e saindo do complexo.
Travei as portas e ativei o sistema de segurança do carro porque saindo daqui, todo cuidado era pouco.
Comecei a dirigir enquanto trocava algumas palavras com Natan e Carol, mas no meio do caminho os dois apagaram. Eu coloquei minha mão na perna dela e fiz um carinho deixando ela descansar.
Foram duas horas e meia até Cabo Frio, Região dos lagos. Aluguei uma casa de praia e assim que estacionei cutuquei Carolina pra ela acordar e ver onde estamos. Mesmo com a cara amassada de sono, ela olhou ao redor e deu um sorriso vendo o mar quase na nossa frente.
- Bem vinda a Cabo Frio, linda. - falei e ela beijou minha boca toda animada.
Carolina tentou acordar Natan, mas ele simplesmente apagou. Peguei ele no colo enquanto ainda resmungava, coloquei ele dentro da casa, deitado na cama e voltei pra pegar as malas, vendo que Carolina já tava tentando pegar.
- Sai fora, tu tá aqui pra ser madame. Eu levo isso aí. - ela me olhou mas não falou nada e saiu rindo.
Peguei as malas, eram poucas mas estavam pesadas.
- Porra, tu colocou chumbo nessas malas foi? - falei quando entrei em casa depois de descarregar a mala do carro.
- Eu trouxe bastante coisa, sou uma mulher prevenida. - ela falou e eu me aproximei dando um tapa na sua bunda.
- Tenho uma coisa pra te mostrar. - falei e ela me olhou suspeita. Tirei a camisa e ela olhou pro meu peitoral analisando a tatuagem nova que eu fiz ontem.
- Que isso, Thiago? - ela me olhou com os olhos brilhando e eu sorri.
- Gostou?
Era uma tatuagem com as iniciais de Natan e a data de nascimento dele bem no meu peito esquerdo.
- Você é louco. - ela me olhou desacreditada e se aproximou pra tocar na tatuagem vendo os detalhes.
- Louco por vocês. - falei e ela me beijou passando suas duas mãos pelo meu peito até chegar á minha nuca arranhando a região, me fazendo arrepiar. - Eu quero registrar ele no meu nome.
- Thiago, não! - ela falou negando com a cabeça.
- Mas eu sou o pai dele, não sou? - eu questionei e ela assentiu. - Então... eu quero e vou registrar ele. Vai ser o Natan Falcão.
Ela riu negando com a cabeça e eu coloquei uma mecha do seu cabelo atrás da orelha.
- Obrigada por dar o seu melhor pela gente. - ela falou olhando nos meus olhos e eu voltei a beijar sua boca, peguei ela no colo passando suas duas pernas ao redor do meu tronco. - Eu comecei a tomar remédio.
- Remédio pra que?
- Anticoncepcional. - ela falou e me deu um selinho. Me sentei com ela no sofá da casa e ela ficou no meu colo.
- Mas porque? - eu perguntei e ela revirou os olhos.
- Porque eu quis, Thiago. - ela falou e eu dei um sorriso sacana.
- Então vamo ver se tá prestando esse remédio aí. - eu falei e joguei ela no sofá ouvindo sua risada.
- Aqui não. Natan pode acordar e vir aqui a qualquer momento. - ela falou e eu beijei seu pescoço pegando ela de novo no colo e levando pro quarto com a cama enorme de casal que a gente com certeza faria bom proveito.
Deitei ela na cama ficando por cima e despindo seu corpo perfeito que eu nunca cansaria de ficar olhando. Carolina é a mulher mais bonita que já passou pela minha vida, porra, ficaria dias admirando ela.
Beijei seu pescoço descendo pela sua barriga até chegar abaixo do seu umbigo onde ela tava vestindo uma calcinha de renda, delícia.
Beijei sua boceta por cima da calcinha e ouvi ela suspirando. Afastei a calcinha pro lado e ela me olhou mordendo os lábios e contendo um gemido quando eu passei um dedo sobre sua intimidade molhada.
Minha boca salivava, eu só queria ela.
Caí de boca sugando seu ponto sensível e uma de suas mãos veio parar no meu cabelo enquanto a outra apertava com força o lençol da cama.
Investi dois dedos na sua entrada fazendo ela gemer mais alto, era música pros meus ouvidos. Gostosa da porra.
- Thiago... - eu gostava quando ela gemia meu vulgo, mas gemer meu nome tinha nem comparação.
Quando percebi que ela tava quase gozando, eu fiquei de joelhos na cama e a puxei pela mão, colocando ela de quatro e de frente pra mim. Nossa conexão era tanta que eu nem precisava falar o que queria, ela já foi segurando os cabelos com as mãos e abaixando na altura do meu pau dentro da cueca ainda. Mas foi questão de tempo até que ela o colocasse na boca chupando e me deixando louco.
Carolina é boa nisso.
Ela também parou quando viu que eu estava perto de gozar e levantou passando a língua pelos lábios.
Empurrei ela pelo pescoço pra cair de novo na cama e subi por cima do seu corpo pincelando meu pau na sua entrada, ela me olhava cheia de desejo. O rostinho de menina, mas na cama se transformava.
Penetrei de uma vez e a sensação de foder pele com pele era bem melhor, sentir a buceta apertada dela engolindo meu pau, sem dúvidas bem melhor!
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RENASCER [CONCLUÍDA)
RomanceCarolina conhece muita coisa sobre relacionamento, principalmente tendo passado pelas mãos doentias do ex abusivo, ela só conhece o lado negativo de se relacionar. Natan, seu filho, foi a única coisa boa que lhe aconteceu nesse período conturbado da...
