Capítulo 51

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Falcão. - Rio de Janeiro, 19 de agosto, Copacabana. 1 hora depois.

Que sensação desesperadora.

Eu preciso achar a minha mulher. PH está tentando de todas as formas, mas eu preciso saber.

- Achei! - ele falou sério. - Puta merda, a última localização do celular deu numa casa, na Penha.

- O rival, óbvio. - falei e passei as mãos pelo cabelo. - Vamo invadir. - eu falei e Danone me olhou assustado.

- Tá maluco, Falcão? Entrar lá é suicídio. - ele falou.

- Agora tu se preocupa? Vai tomar no cu, Danone. - ele me olhou puto da vida. - Vai me ajudar ou não, porra?

- Dá uma licença aí, PH. Deixa eu só bater um papo com ele? - Danone pediu calmo e eu comecei a me estressar.

Ele esperou PH sair da sala e me olhou.

- Qual foi, cara? - eu perguntei e ele se levantou e sentou mais perto de mim.

- Eu sei que é tua mulher, mas é impossível sair de lá vivo. Tu não pode ser precipitado, pô. Vamo ver outro jeito, invadir lá é loucura demais.

- Então deixa que eu vou sozinho, vou bater um papo com eles, pra ver se liberam minha mulher. - eu falei irônico. - Tu tá comigo ou não?

- Porra, tu é meu irmão, cara. - ele falou e meu coração apertou. Tava sentindo falta do meu irmão. Ele demorou pra continuar mas me olhou e concordou com a cabeça. - Eu tô contigo. Vamo fazer isso! Remédio pra doido é outro doido.

- Tá disposto mesmo? - eu perguntei e ele assentiu.

- Me perdoa, Falcão. Tô sendo um filho da puta contigo. Foi mal mesmo, eu tô fora de controle.

- Relaxa, cada um lida com o luto de um jeito diferente. - eu falei e coloquei a mão no ombro dele.

Mas ele se levantou e puxou minha mão me fazendo levantar também. E me surpreendeu me puxando pra um abraço apertado.

- Senti tua falta. - eu falei e ele respirou fundo.

- Eu também, irmão. Eu também! - ele falou e eu me soltei dele.

- Tá, agora me ajuda a pegar minha mulher de volta. - eu falei e ele riu.

- Vamo parceiro, qual o plano? - eu cocei a nuca e olhei ele.

- Eu não sei o que fazer! - falei meio perdido e PH entrou na sala.

- Vi que já se resolveram. Eu tive uma ideia, tomei a liberdade de entrar! - ele falou e nós dois olhamos prestando atenção enquanto ele explicava. - Ela precisa ser dada como morta. - eu gelei quando ele começou.

- Que isso pô? - eu falei desesperado.

- Ela não vai morrer, cara. Vai quase, mas não vai. - ele explicou e eu fiquei ainda mais sem entender.

- Explica isso direito!

- Só confia em mim. Eu tenho um informante lá dentro, o cara pode se infiltrar, apagar a tua mulher, temporariamente, e depois ela volta a vida! Ninguém morre, não precisa de invasão e todo mundo fica feliz.

- Eu ainda quero invadir, esse teu plano aí é arriscado demais.  - falei.

- Vamo invadir depois que ela tiver saído de lá. Confia em mim, pô.

- O que tu acha? - perguntei de Danone.

- Tu decide, irmão. Vou precisar acionar o Alemão e a Rocinha? - concordei com a cabeça.

RENASCER [CONCLUÍDA)Onde histórias criam vida. Descubra agora