Capítulo 43

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Carolina. - Rio de Janeiro, 03 de junho, Complexo da Maré. 13:00 PM.

"Tenho uma surpresa pra ti." - a mensagem de Falcão chegou pra mim e eu li dando um sorriso de lado.

Eu não fazia ideia do que era. Ele levou Natan pra passear tem quase duas horas e até agora nada, mas eu fico tranquila, Falcão é responsável quando se trata do filho.

"O que vocês tão aprontando?" - respondi e ele só visualizou.

Não demorou nem dez minutos e os dois apareceram na minha porta e eu abri minha boca surpresa com o que via. Sinceramente, eu vou matar Falcão.

- O que é isso, meu Deus? - perguntei e os dois se olharam rindo.

- Ele queria, pô. Ficou massa, né não? - ele passou a mão pelo cabelo do meu filho cortado idêntico ao dele.

- Falcão, o que... Agh. - bufei e ele riu.

Mas não podia negar, meu bebê tava a coisa mais linda, parecendo um mini adulto. E Thiago então... Nem se fale, que homem. O cabelo cortadinho era só detalhe.

- Gostou mamãe? - ele perguntou e eu só ri nervosa.

- Você tá lindo, meu amor. - respondi pegando ele do colo do pai e beijando seu rosto.

Beijei até ele pedir pra sair do meu colo.

- E eu tô lindo também? - Thiago falou e eu gargalhei.

- Não, só meu filho. - passei minhas duas mãos no seu pescoço e olhei pra ver se Natan tava olhando, vendo que não, beijei sua boca e ele retribuiu apertando minha cintura.

- Admite que eu tô um gato, tu não resiste ao meu cabelo na régua. - ele falou me fazendo rir.

- Tu é demais. - respondi me soltando dele e indo pra cozinha terminar o que estava fazendo. - Vai ficar pro almoço?

- Óbvio, morena. Eu me amarro na tua comida. - ele falou me abraçando por trás e beijando meu pescoço.

- Então me ajuda aqui, vai cortando essas batatas pra cozinhar. - ele me olhou com uma interrogação na testa. - Eu tô com fome, se você ajudar, vai adiantar o almoço e todo mundo come feliz. - falei e ele suspirou indo descascar batata enquanto eu terminava de fazer a isca de carne.

Depois de ter terminado o almoço, com o purê de batata que o próprio Falcão fez, coloquei tudo na mesa e sentei ajudando Natan a se servir. Provei o purê e fiz careta vendo que tava sem sal, mas disfarcei e coloquei sal na vasilha e misturei sem ele perceber.

- Tá bom? - ele perguntou vendo que eu coloquei uma colher na boca.

- Delícia. - falei e ele riu assentindo e voltando a comer.

- Mamãe, tá sem sal. - Natan falou e me explanou. Meu filho é tão sincero que ás vezes eu me arrependo de ter ensinado ele assim.

- Tá sem sal, filho? - eu perguntei fazendo a sonsa pegando o pote de sal e colocando um pouco no prato dele que eu já tinha servido e esqueci de colocar o bendito sal.

- Mentirosa. - Falcão falou baixinho e eu gargalhei.

- Mas tá uma delícia, só faltou o sal. - eu me defendi e ele colocou a mão na minha perna por baixo da mesa dando uma apertada.

Terminamos de comer e ouvimos Natan falando sobre o filme que ele assistiu com Tamires.

Foi então que o primeiro tiro foi ouvido, em seguida fogos e uma rajada de tiros. Comecei a me tremer e Natan também ficou assustado. Falcão levantou e ajeitou a arma na cintura.

RENASCER [CONCLUÍDA)Onde histórias criam vida. Descubra agora